NPC 84 – A podosfera segundo os ouvintes

Randal Bergamasco 30 de outubro de 2016 7
NPC 84 – A podosfera segundo os ouvintes

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Atenção: devido a problemas durante a gravação, o áudio desse episódio ficou inferior a qualidade do produto final que costumamos entregar. Pedimos desculpas a todos.

Parabéns para nós, nessa data querida! Na Porteira no ar desde 03 de novembro de 2011! E em mais essa edição de aniversário, faremos algo diferente por aqui.  Em outros programas comemorativos, conversamos sobre a mídia podcast com outros produtores de conteúdo; agora, por que não falarmos sobre podosfera com seus consumidores? Pra isso, recebemos os ouvintes Guilherme da Silva Soares, Karla Michelle Braga e Kika Lindoso (que também produz o Tá Na Mesa Podcast) para tentarmos desenhar aqui como é A PODOSFERA SEGUNDO OS OUVINTES. Quais os podcasts que essa galera mais curte? O que faz eles pararem de ouvir um podcast? No programa de hoje, saiba como, onde e quando os convidados começaram a consumir conteúdo podosférico; conheça o que eles pensam sobre o fim recente de alguns podcasts antigos. E o que eles gostam do Na Porteira? Pegue um pedacinho de bolo, coma salgadinhos a vontade e venha falar sobre a podosfera aqui com a gente.

:-: NÃO QUER OUVIR A LEITURA DE E-MAILS? :-:
Caso não queira ouvir o “Correio da Roça”, pule para 05:51 minutos.

:-: SITE DOS CONVIDADOS: :-:
– Tá Na Mesa Podcast – Podcast da Kika Lindoso

:-: COMENTADO NESTE EPISÓDIO: :-:
– Fan Page do Canal Mundano (Facebook)
– Inscreva-se no Canal Mundano (YouTube)
– Enfim, vale a pena publicar podcasts no YouTube? (Mundo Podcast)
– NPC 78: YouTube (Podcast)

:-: PRÓXIMO NA PORTEIRA CAST: :-:
Previsão da publicação do próximo episódio: 20 de novembro de 2016.

  • OLucasConrado

    O primeiro podcast que ouvi foi em 2010, o Nerdcast sobre O Guia do Mochileiro das Galáxias. Engraçado que não me pegou de cara. Fui me viciar em podcasts em 2011, quando baixei uns 5 ou 6 Nerdcasts pra escutar no carnaval. Daí em diante, foi só ladeira abaixo (ou acima).

    Engraçado como desde o começo os podcasts me ajudaram. Lembro de uma reunião que participei com um cliente, na época que eu ainda estagiava em assessoria de imprensa e o cliente queria saber a origem da palavra Odisséia. Expliquei a ele que Odisséia vinha de Odisseu, o nome grego de Ulisses. Tinha aprendido isso no Nerdcast de Mitologia Grega.

    Do Nerdcast, passei pro RapaduraCast, do Rapadura pro MRG e fiquei um bom tempo ouvindo só esses três. Aí que fui ouvir um tal de Na Porteira Cast sobre o Che Guevara. Gostei. Desse episódio, pulei pro Cidade Grande x Cidade Pequena. Aí conheci o Thiago Miro, o Telhacast e descobri uma verdadeira galáxia podcastal a partir daí.

    Em 2016, conheci muitos podcasts excelentes, tipo o Mamilos, Xadrez Verbal, Anticast, Letracast, Caixa de Histórias… mas o NPC ainda é o meu favorito! Pela forma como os assuntos são tratados, pela simpatia do Randal e dos participantes. Pela profundidade, sem deixar o programa chato, nem dispersar demais nossa atenção. Programa excelente!

    A podosfera ainda tem muito a crescer, mas na boa, gosto dela como é. A graça da podosfera é essa comunicação vertical (um falando pra muitos), mas ainda meio horizontal. A interação entre produtor e público é muito grande. Quando o podcast cresce demais, é igual a tentar se comunicar com grandes canais de TV ou jornais. Os produtores ficam muito afastados dos ouvintes, perde a graça. Eu não faço a menor questão de comentar Nerdcast, MRG, Rapadura etc… Mas os podcasts mais próximos, comento de boa porque sei que vou ser lido.

    Sobre as perguntas no final:
    1) Meus temas favoritos são ciência e tecnologia e política.

    2) Episódios favoritos: Manual de Astronomia, Acidentes Aéreos, Incas (vale escolher um que a gente participou?)

    Se não valer, entra aí o Nas Entranhas da América Latina. Aliás, da última vez que escutei ele, eu estava em Cuzco, Peru.

    3) Top 3 Participantes: Igor Guedes, Marcio Etianne e Jadson Moura

    4) Prefiro a leitura de emails do jeito que tá. Já torci nariz pra leitura de emails, mas faz bem. Sempre acrescenta à discussão.

    5) Ouço o Na Porteira no celular, mas baixo ou de um app que instalei no Chrome (podStation) ou baixando pelo Chrome. Esse episódio em específico, baixei pelo Chrome do celular.

    6) Quando escuto o NPC, destaco a profundidade como os assuntos são tratados, mas sem ser chato.

    Grande abraço e sucesso sempre!

    • dellagustin

      Uhu!
      Mais um usuário do podStation!

  • Darley Santos

    Hoje tem podcast pra tudo que é gosto e interesse, viva a podosfera!!

  • Oi, Randal. É sempre bom ouvir algo sobre a mídia podcast, que eu gosto tanto. Eu acho que o podcast tem a vantagem, já citada, de você não precisar ficar preso à tela, como o vídeo (coisa que eu particularmente não curto, porque sempre tenho muito o que fazer), então, como explicar a falta de popularidade geral? Eu sou adepto do “propaganda é a alma do negócio”. Temos, como exemplo, a MÍDIA “vídeo” e a PLATAFORMA “YouTube”. Por que são tão populares? Pra mim eles têm dois grandes diferenciais: uma plataforma robusta, de fácil uso, somada a uma grande estrutura de divulgação, onde os próprios usuários fazem esse trabalho, ao compartilharem o CONTEÚDO. Isso fez com que o vídeo NO YOUTUBE (o vídeo no Vimeo, por exemplo, nem chega aos pés em popularidade) se tornasse tão difundido. Então, acho que vou ter de cair no lugar-comum: a UNIÃO da podosfera, mas com um objetivo claro: criar a nossa PLATAFORMA que será adotada como a “padrão”, que seja bonita, simples, direta e livre de bugs críticos, como o YouTube é, e a adoção da missão, por produtores de conteúdo e ouvintes: divulgar incansavelmente, a PLATAFORMA e o CONTEÚDO.

    Uma coisa que aprendo sempre em minha área (a música profissional, o “music business”) é que as formas de anúncio atuais são eficazes e muito mais baratas que as tradicionais, que são o rádio, TV e impressos. Com a plataforma pronta, se cada podcaster se dispuser a investir, por exemplo, 20 reais mensais em anúncios pagos e direcionados por nichos no Facebook, Instagram, Twitter ou mesmo o Google, a coisa já melhora rapidamente. Se essa ideia fosse difundida nos episódios, encorajando os ouvintes a criar por conta própria anúncios de R$3,00 que seja, seria o momento do crescimento da mídia de verdade. Acho que seria mais útil a médio prazo do que um Padrim ou Patreon.

    O público do podcast é um público com habilidades que a grande massa geralmente não tem, e ainda a curiosidade e vontade de aprender/ajudar. O simples fato de saber assinar um feed (ou saber o que é um feed) já mostra isso. Por isso, criar anúncios pode ser muito bem ensinado pelo próprio episódio ou posts no site tranquilamente, porque é muito fácil de se fazer. Assim, por esses motivos, acho que o podcast no Brasil ainda não encontrou seu ponto de divisão do “antes/depois”. Apenas ainda é tratado de forma amadora e individualista, com pequenos “guerreiros” isolados lutando pelo mesmo ideal, mas sem uma organização eficaz.

    Sobre ter ou não ter comentários, minha opinião é a de que os comentários são os “extras” do episódio anterior. Um complemento e uma ótima forma de fazer o ouvinte se sentir importante e parte do todo. Eu, como entusiasta que tenta mostrar a mídia a mais pessoas, encaro a leitura de e-mails NO INÍCIO do episódio, como faz o NerdCast, um problema: se eu encontro um tema legal pra tentar introduzir um leigo à mídia, isso será criticamente atrapalhado quando temos 15 minutos de leitura de e-mails sobre um tema diferente ou piadinhas, ou propaganda. Isso estraga a oportunidade de criar um novo entusiasta. Já pensei até em editar alguns NerdCasts, cortando a leitura de e-mails e colocar no pendrive de um amigo, pelo simples fato de enrolarem demais até chegarem ao tema, que seria o objetivo. O leigo simplesmente não se identifica, se cansa e desiste, muitas vezes definitivamente, da mídia. Então, continue com os e-mails ao final do episódio e sem enrolação no início, que é o ideal: depois de ouvir e curtir o episódio e já ter a certeza de que é uma mídia interessante, aí sim o novo ouvinte pode se sentir curioso quanto ao tema anterior na leitura de e-mails e buscá-lo.

    Grande abraço e, como só tive essa ideia do “anúncio pago espontâneo” ao ouvir o episódio, vou já procurar algum episódio que eu goste muito e criar um anúncio no Facebook e pensar num post sobre isso em meu blog. Vai que funciona… =]

  • Inoue

    Saudações.
    O episódio ficou muito massa.O áudio estava um pouco estranho,mas não atrapalhou em nada.
    Comecei a ouvir podcast sem indicação de ninguém,estava procurando sobre algum assunto (que nem lembro mais) e achei o Papricast,ouvi pelo site mesmo e depois fui fuçando e descobri como assinava para ouvir pelo aplicativo do celular,aí virou festa e não parei mais (isso a uns 3 ou 4 anos atrás),hoje escuto com frequência uns 35 podcasts e mais uns 5 só quando o tema me chama atenção,já devem ter passado pelo meu aplicativo uns 200 podcast,alguns continuam mas a maioria já foi excluída por eu ter ficado mais exigente ou por falhas (desrespeito com o ouvinte e atitudes que eu não achei correta) dos próprios produtores.
    Sobre a panelinha que mencionaram no episódio,isso já tinha notado.Existem podcasts que quando começam a ficar mais em evidencia param de falar dos que ajudaram a divulgar eles e se preocupam em falar só dos grandes.
    Concordo com o comentário do Malforea (aqui no post) em termos,existem plataformas para podcast como o YouTurner (http://youtuner.co/) e o Teiacast (https://mundopodcast.com.br/teiacast/)que são bem completas,a diferença é que não são de empresas grandes que injetam uma grana violenta para popularizá-las.O que noto são produtores de podcast tentando divulgar o seu conteúdo e não a mídia em si (que até está certo),o que falta é uma grande empresa descobrir como ganhar dinheiro com isso para tornar os podcasts mais populares.
    Quanto as perguntas,gosto dos temas de ciência e política.Os podcasts sobre astronomia e o sobre a crise dos refugiados são muito bons.O Márcio Etiane e o Oleno Petrere são os convidados que mais gosto de ouvir.Os e-mails no início não incomodam.Ouço normalmente pelo Ipod.
    Parabém,vida longa e próspera.

  • Ótimo episódio pessoal! Bom para refletir sobre a podosfera.

    Além de podcaster, também sou ouvinte de muitos podcasts. O que mais me incomoda em alguns podcasts é a mendigagem de comentários sem valorizar os mesmos, ou seja, imploram para que comentem, mas depois nem visualizam o comentário (no caso do Disqus, um “like” é suficiente para saber que o comentário foi lido recebido). Por esse motivo, hoje comento menos de 50% dos podcasts que escuto (talvez até menos) devido essa “desvalorização”. Comentar podcast consome muito tempo, e meu tempo é precioso. Se o podcaster não valoriza, não tenho porque perder tempo comentando o podcast dele. Claro, esse não é o caso do Na Porteira, pois vocês sempre veem meu comentário aqui e muitas vezes respondem, me motivando a continuar dando feedback. 😉

    Abraço
    EddieTheDrummer (PADD)

  • Alex Rocha

    Fala Randal!

    Vou responder algumas das perguntas do final do episódio, além de outros comentários:

    1) O primeiro episódio do NPC que eu ouvi, não lembro muito bem; assim como também não lembro como cheguei até aqui. Mas o que eu lembro é que os primeiros episódios eu ouvi em umas das vezes que fui pro sítio dos pais da minha namorada. O tema de abertura, o formato do podcast, serviu muito bem para o ambiente em que eu estava. Ainda mais porque não gosto muito de ir pra lá, sou mais urbano e com podcast o tempo passa mais rápido. O que eu lembro é que um deles era o sobre gatos e o de cachorros. Mas, o de acidentes aéreos (NPC 29) é o meu preferido (desconfio que ele foi o primeiro).

    2) No meu feed tem mais de 50 podcasts, mas a grande maioria eu ouço por temas que me interessam. O NPC é um dos que ouço todos, independente do tema.

    3) Quando eu conheço um podcast que me agrada, eu faço maratona. O mais recente exemplo é o AzilaCast, que eu não conhecia e estou nesse ritmo.

    4) O que eu não gosto num podcast nem é tanto a falta de qualidade do áudio. Isso porque dando pra ouvir bem e com uma edição razoável, o conteúdo é o que importa. Apesar de que já fui fisgado por um podcast cujo episódio me interessava, mas a edição e áudios dos participantes estava sofrível. Aí não tem como mesmo. Deve haver o mínimo de bom senso.

    Mas o que mais me incomoda em podcasts são aqueles famosos “caga-regras” onde o host ou os participantes se acham o centro do universo e a sua crítica sobre determinado assunto é a verdadeira e absoluta. Um deles foi citado neste episódio, está tendo um certo destaque na podosfera; mas não consigo digerir tanto egocentrismo. Esses eu passo, independente da qualidade e do tema abordado.

    5) Eu ouço 90% das vezes no agregador, fazendo caminhada, serviços domésticos e ultimamente até no carro. Ouço direto no PC geralmente quando estou trabalhando ou fuçando o Podflix ou YouTuner.

    6) Dou valor a leitura de emails. É a forma que o podcast tem de retribuir a audiência que se dedicou em comentar no post, algo que é tanto valorizado pela podosfera. O ouvinte se sente bem tendo seu comentário discutido no programa. Isso aproxima ambos.

    A respeito de ser no começo ou no final, eu acredito que isso é irrelevante. No Podcast que faço parte, nossas leituras são sempre no final e nosso ouvintes e a equipe se sentem bem sendo assim. Mas não vejo como uma regra. O que não pode, é ficar sem. Agrega muito ao assunto antes discutido, além do outro motivo que já falei.

    Forte abraço!