NPC 82 – Megaeventos no Brasil

Randal Bergamasco 20 de setembro de 2016 25
NPC 82 – Megaeventos no Brasil

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É hora do show! Tira o pé do chão! Keep your hands up! E o episódio 82 do Na Porteira está em clima de festa! Ou não. Afinal de contas, muitas reflexões restaram após o final da Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos Rio 2016. No programa de hoje, o anfitrião Randal Bergamasco (@randalberga) recebe o “debutante” Carlos Eduardo Valesi (@cevalesi), o “arroz de festa” Sérgio Siverly (@CanalBotecoF1) e o socialíssimo Anderson Nogueira (@nogueirafdb) para falarmos e refletirmos aqui sobre MEGAEVENTOS NO BRASIL. Qual foi o primeiro grande show musical internacional nessas terras? Será que o país realmente comporta mega festivais de música? No programa de hoje, reflita conosco sobre as dificuldades e os legados da Copa e das Olimpíadas em solo tupiniquim: valeu a pena mesmo? Conheça como uma corrida de Fórmula 1 pode movimentar uma grande cidade, e se os eventos de cultura pop tem grande público por aqui. Assim, vista sua melhor roupa, encha seu copo, coloque seus fones e venha festejar e refletir conosco.

:-: NÃO QUER OUVIR A LEITURA DE E-MAILS? :-:
Caso não queira ouvir o “Correio da Roça”, pule para 10:41 minutos.

:-: SITES DOS CONVIDADOS: :-:
– Podcast F1 Brasil – Podcast onde Sérgio Siverly e Valesi são integrantes
– Canal Boteco F1 no Youtube
– Edição rápida – Podcast de Literatura do Valesi
– O Fino da Bola – Blog do Papo do Fino, podcast onde Anderson Nogueira é participante
– Monkey Seat P&M Edição de Podcast (Twitter)

:-: COMENTADO NESTE EPISÓDIO: :-:
– Frank Sinatra no Brasil em 1980 – I’ve Got The World On A String (YouTube)
– Brasil deve receber edição de festival que reúne Bob Dylan, Rolling Stones e Paul McCartney (R7)
– Festival de Águas Claras: O Woodstock Brasileiro (Som Vintage)
– Entrevista: Glória Maria e Freddie Mercury (YouTube)
– Cena clássica de Carlinhos Brown levando garrafada no Rock in Rio 2001 (YouTube)
– Rock In Rio II – Lobão é vaiado e abandona o palco (YouTube)
– Barcelona usa sistema subterrâneo para descartar lixo (G1)
– Governo do Rio vai decretar falência (Extra)
– Olimpíada: alemães votam ‘não’ e Hamburgo retira candidatura (Terra)
– Chefão da F1, Ecclestone volta a ameaçar futuro do GP do Brasil: “Pode ser que aconteça pela última vez neste ano” (Blog Grande Prêmio)

:-: PRÓXIMO NA PORTEIRA CAST: :-:
Previsão da publicação do próximo episódio: 10 de outubro de 2016.

  • Rodrigo Cavalcanti

    Oi Randal, tudo bem? Só quero agradecer por ter lido e corrigir um erro dessa vez meu, haha sou estudante de Psicologia em Teresina-PI, nascido aqui mesmo e tenho 24 anos de idade. Perdão por ter esquecido de colocar no e-mail e dar um parabéns para o excelente trabalho que fazes aqui.

    • Randal Bergamasco

      Não tem problema, Rodrigo, o que vale é o conteúdo e a participação. Obrigado mesmo pela participação!

  • NPC sempre me trazendo boas notícias. Este é um tema interessante, que todo mundo até discute, mas que eu nunca esperei aparecer num podcast. Os megaeventos são sempre uma faca de dois gumes: por exemplo, o carnaval e o São João, que é até mais popular que o carnaval no nordeste: ele é extremamente lucrativo aos que trabalham no circuito da festa, desde ao empresário que coloca as Ivetes no palco até o ambulante que vende a cerveja em lata por ali. Em compensação, o feriado em si é terrível para os que não estão diretamente ligados ao “evento”, porque as pessoas ou vão ao evento ou viajam, ou se trancam em casa. Um dono de boteco que fica perto da avenida lucra pra caramba, mas o dono de boteco do outro lado da cidade (ou na cidade vizinha) toma um baita prejuízo. Sinto na pele isso, porque sou músico: se não tem lugar pra me apresentar, sou forçado a tirar uns dias de “folga”. Em algumas fases do ano, como reveillon, carnaval e São João é um verdadeiro jogo-de-cintura pra não cair no prejuízo. Isso olhando por um dos vários ângulos, e em cidades “normais”: imagino que uma cidade como São Paulo comporte um megaevento sem destruir os minieventos enquanto ele acontece. Falando nisso, que país que adora um feriado, hein? São dezenas… Vale uma discussão, inclusive porque vários são religiosos, num país dito laico.

    Abração!

    • Randal Bergamasco

      Cara, sabe que você fez-me perceber algo? EU me esqueci da Festa do Peão de Barretos, aqui no interior de São Paulo, considerada o maior rodeio da América Latina e que movimenta cerca de 900 mil pessoas! Afinal de contas, mesmo essas festas regionais devem ser consideradas como grande eventos. Não citamos mesmo o carnaval, que são festas de enorme público. Deixamos passar.

  • Fred

    Olá meus amigos do naporteira!. outro bom episódio. Muito obrigado por ler meu e-mail. Você pronunciou meu nome “quase” bem. Faltou pronunciar la “i” en “Cauich” que é um pouco marcada. Porém, entendo que meu segundo sobrenome seja um pouco difícil de ler. Agradeço muito seu esforço de tentar falar espanhol, foi muito legal ouvir você falar na minha língua materna. Eu tive problemas em assistir os jogos olímpicos devido à recente mudança para sinal digital em todo México.Pela primera vez na história as duas emissoras de televisão mais importantes do país não transmitierom os jogos, nem , ao que parece, se mostrarom interessadas em investir nas transmissões. Mas esse é outro tema. Por outra parte nunca hei gostado do futebol ainda que em meu país é o esporte mais popular. Mas Eu adoro os jogos olímpicos embora quase não os pude assistir como comentei.

    sigam pra frente e até mais!

  • Fred

    Olá meus amigos do naporteira!. outro bom episódio aprendendo do
    Brasil. Muito obrigado por ler meu e-mail. Você pronunciou meu nome
    “quase” bem. Faltou pronunciar o “i” en “Cauich” que tem um som um pouco
    marcado. Porém, entendo que meu segundo sobrenome seja um pouco difícil
    de pronunciar. Agradeço muito seu esforço de tentar falar espanhol, foi muito
    legal ouvir você falar na minha língua materna. Fico feliz em falar
    também português e inglês. Diz-se que cada língua é uma forma de ver a
    vida. Eu tive problemas em assistir os jogos olímpicos devido à recente
    mudança para sinal digital em todo o México. Não estou certo do motivo,
    mas pela primera vez na história, as duas emissoras de televisão mais
    importantes do país não transmitierom os jogos, nem , ao que parece, se
    mostrarom interessadas em investir nas transmissões. Mas esse é outro
    tema. Por outra parte nunca hei gostado do futebol ainda que em meu país
    é o esporte mais popular. Mas Eu adoro os jogos olímpicos embora quase
    não os pude assistir por problemas com o sinal como comentei.

    sigam pra frente e até mais!

    • Randal Bergamasco

      Ih, errei na pronúncia do nome! Falha minha! Quanto a resposta em espanhol, acredito que nunca podemos ter vergonha em falar (ou tentar falar) em outro idioma. Ficou compreensível para você? Desculpe mesmo meu sotaque, eu não tenho fluência na sua língua, apenas me comunico. Penso que é uma maneira especial de agradecer sua audiência.
      Quanto a transmissão das Olimpíadas, por aqui foi o destaque do mês de agosto! Porém, eu me lembro que os Jogos Olímpicos de 2012 foi transmitido por uma emissora diferente da habitual, pois todos os anos era a maior do país que fazia a transmissão. Na época, pelo menos para mim, parecia que não houveram os jogos. A maior emissora do país é repleta de atos tendenciosos e narradores questionáveis, mas a cobertura ainda foi melhor do que Londres 2012.
      Obrigado pela audiência, saludos de Brasil e continue a nos ouvir. Gracias!

      • Fred

        Entendi sua resposta em espanhol sim!.Concordo com você que quando aprendemos um idioma não devemos ter vergonha em tentar falá-lo, o pior que podería acontecer é que a gente aprenda mais!. ainda me faltam muitos episódios por ouvir e mais comentarios por fazer.

        hasta pronto!

  • Darley Santos

    Acho interessante no Rock In Rio… Um dos maiores e mais significativos eventos de música Rock do mundo, surgido no país do samba e da bossa nova (melhor não lembrar do que predomina atualmente nas rádios…). Enfim, megaeventos podem mudar a fisionomia de um lugar, não? Digo, há implicações econômicas, sociais e psicológicas advindas da realização de eventos assim num determinado contexto geográfico. Mas faço aqui uma consideração um pouquinho diferente… Por exemplo, minha pequena cidade – uma cidade centenária que não tem tradição de grandes shows musicais do circuito nacional, isto é, com artistas que estão na mídia e tal. Isso tem mudado nesses últimos anos, e uso o exemplo do primeiro show da Ivete Sangalo aqui na cidade, em 2013. Houve uma mobilização monstra pro show dela aqui, pessoas enxergaram várias pequenas oportunidades de ganhar dinheiro, várias pessoas de outras cidades vieram para o município, e as pessoas nativas sentiram-se, como poucas vezes antes, pertencentes ao circuito nacional de shows! Já tinha o espaço de grandes dimensões apropriado para um show da baiana Ivete, mas foi dado um tratamento para o lugar e depois do show ficou a demanda por melhorias no mesmo para sediar futuros shows de “grandes artistas”.

    • Randal Bergamasco

      Darley, você mora em qual cidade?

      • Darley Santos

        Ô abençoado, moro aqui no sul do Pará, divisa com o Tocantins 😉

  • Pelo que vi nas Olimpíadas, na “hora da vamos ver”, funcionou. O pessoal se organizou e deu para termos um grande evento com pessoas do mundo tudo. Acontecem coisas que não se preveem? Sim. Acontecem coisas que não deveriam acontecer? Sim. Mas é necessário olhar “o todo”. No geral, funcionou. As vezes pensamos mais nos pontos negativos do que positivos. É como o caso de um funcionário que trabalha super bem em uma empresa durante 10 anos, sem ser elogiado ou notado, e quanto ele comete um erro, todos apontam o dedo, esquecendo de tudo o que aconteceu.

    Acredito que o Brasil tem potencial. É só ter uma boa organização. É importante também aprender com os erros, pois temos exemplos e eventos ruins também 🙂

    Abraço
    EddieTheDrummer (PADD)

    • Randal Bergamasco

      Eu acredito que são duas coisas distintas: nós temos sim a capacidade de organizar grandes eventos. O problema maior diz respeito ao dinheiro utilizado em sua organização, como no caso das Olimpíadas e da Copa do Mundo.
      Valeu, Eddie!

  • Gleibson Gregorio

    Olá Randal. Primeiramente gostaria de agradecer por nos presentear com esse seu maravilhoso podcast, que, certamente, está no topo de qualidade e em todo os quesitos que o estrutura.
    Bem, indo direto ao ponto, moro em Olinda-PE e acredito que pela falta de um representante “dessas bandas” o comentário feito a respeito das regiões Norte e Nordeste ficou um pouco vago, na verdade não posso falar da situação do Norte e nem de todo o Nordeste, mas, assim como foi falado no episódio, o potencial de cada lugar para uma determinada atividade é medido pela capacidade de comportá-la relacionada com a demanda local(O efeito do show do Frank Sinatra no Brasil). Na última década esse potencial começou a ser observado por aqui, tivemos grandes shows de artistas internacionais que pararam a cidade(Recife), os dois shows do Iron Maiden são exemplo disso. Pela localização e importância regional, o Recife vem cada vez mais recebendo eventos de grande porte. A Campus Party(única no Brasil fora de SP) que acontece desde 2012 e agora a CCXP (Comic Con Experience) que acontecerá em 2017. Isso apenas para desmistificar a ideia de que toda a região é sertão e que sofre com a seca e a fome, nem mesmo essas regiões são todas marcadas por essas características tristes, existe prosperidade, há uma massa sedenta por atividades de lazer que se diferencie, um artista de outro hemisfério ou do outro lado do oceano que parecia difícil de ver ao vivo; um evento que reúna interesses de jovens ligados à tecnologia ou a respeito de assuntos da cultura pop. E é isso que alguns passaram a perceber na última década e que vem se estendendo até agora. É apenas uma observação, o Nordeste geralmente é destaque por aquilo que já lhe é pejorativamente peculiar, sei que tem conhecimento do que falei, pois acompanho o podcast há bastante tempo e tenho conhecimento de seu intelecto e dos participantes que convida, porém não poderia deixar esse ponto em branco. Agradeço pelo espaço.
    Pegando pesado no estudo para que logo logo possa dar aquela força no Padrim. Abraço e até a próxima!

    • Randal Bergamasco

      Ótimo comentário! E você se sentirá representado, pois lerei seu comentário no próximo “Correio da Roça”, ok? Sua mensagem é bem pertinente, um assunto muito bom de comentar-se ao vivo. Obrigado!

      • Gleibson Gregorio

        Eu que agradeço pelo podcast e fico muito feliz pelo espaço dado.

  • Samuel Paiva

    Olá Randal!
    Ótimo podcast como sempre e acho que o fato de ser apenas 1 por mês gera uma boa expectativa e garante a qualidade do programa. Ouvindo o programa, houve um momento em que falando das Olimpíadas algum participante comentou havia uma especulação de que a prefeitura do Rio iria declarar falência após as eleições municipais. Na verdade, seria o governo do estado que esse ano já declarou estado de emergência para forçar o recebimento de ajuda financeira da união e vem constantemente tendo problemas para honrar a folha de pagamento.
    Grande abraço!
    Samuel Paiva – 34 anos – Corretor de Seguros – São Gonçalo – RJ

    • Randal Bergamasco

      Na verdade, Samuel, nós temos meses com dois episódios lançados (dia 10 e dia 30) e meses com apenas um episódio (dia 20). Nossa periodicidade é a cada 20 dias, com lançamento nos dias 10, 30 e 20.
      E quanto a falência do Rio, obrigado por corrigir e complementar a informação!

  • Charles Dias

    A questão realmente não é se o Brasil tem ou não condições de receber e organizar tais megaeventos … mas o quanto no final será coletivizado na marra os custos envolvidos.

    • Randal Bergamasco

      Sem dúvida, Charles! Além disso, uma das questões é se o dinheiro público investido nisso realmente vale a pena.

      • Charles Dias

        Uma coisa te garanto … para muitos organizadores e “patrocinadores” vale muito a pena … agora, para o populacho sobra pagar caro se quiser participar. Veja o caso de Lei Rouanet para shows de artistas já consagrados … pensa bem que bom negócio … o cara recebe milhões para fazer uma série de grandes shows … e ainda cobra de quem quiser assistir esses shows … ganho duplo, ótimo negócio.

  • Pedro Braga

    Programaaaço!!!
    Randal, gosto muito quando o assunto discutido é super relevante e ao mesmo tempo original. Muitos já falaram de alguns grandes eventos específicos mas falar de uma forma geral foi a primeira vez. Grande abraço!

    • Randal Bergamasco

      Muito bom que gostou! Obrigado pelo feedback!

  • OLucasConrado

    Sinceramente, não vi essas melhorias todas com Copa do Mundo e Olimpíadas não. Pelo menos não em transportes.

    Trabalho no Galeão e, realmente, o aeroporto melhorou bastante nos últimos anos. Depois de ter sido privatizado, as obras da Infraero que se arrastavam por anos foram concluídas e em poucos meses, foi construido um novo terminal só pros voos internacionais. Mas, no fim das Olimpíadas, o aeroporto registrou o movimento recorde (84 mil passageiros em um dia) e não aguentou. A fila do embarque internacional tinha centenas de metros de comprimento. As esteiras de despacho de bagagem não aguentavam o fluxo e paravam toda hora…

    Claro, ali foi o dobro do movimento padrão do aeroporto. Mas ele ainda está MUITO LONGE de um padrão internacional.

    No transporte público, durante Olimpíadas e Paralimpíadas, o metrô funcionava até 1 ou 2 da manhã, inclusive nos domingos. Acabou a Olimpíada, o metrô fecha meia-noite dia de semana e 23h no domingo. Eu, que saio do Galeão 22h, não consigo voltar de metrô pra casa. Tenho que pegar ônibus executivo, descer no meio do caminho e ficar um tempão sozinho no ponto, correndo risco de ser assaltado pra poder voltar pra casa.

    Legado Olímpico? A prefeitura cortou várias linhas de ônibus que ligavam a Zona Norte à Zona Sul do Rio. Aliás, moro na Zona Sul da cidade – área mais nobre e visada turisticamente – e simplesmente quase não há transporte público dessa região pros aeroportos da cidade. Pelo menos não transporte público barato, rápido e eficiente. Sei lá, dá a impressão que cooperativas de taxi e essa empresa que opera o executivo (que cobra 16 reais pra te levar até os aeroportos – antes dava pra pegar um ônibus de R$3,80 até o Santos Dumont) soltaram uma graninha pra prefeitura manter só eles levando os turistas pro aeroporto.

    No final, acabou rolando o que eu disse que ia acontecer: durante as Olimpíadas, tudo ia funcionar. Acabou a festa, voltamos pra realidade.

    Lucas Conrado
    27 anos
    Agente de check in
    Rio de Janeiro