NPC 76 – Língua Inglesa

Randal Bergamasco 20 de maio de 2016 16
NPC 76 – Língua Inglesa
Reproduzir

Good morning, good afternoon, good evening. What’s up? E damos  agora o start ao nosso episódio 76 e voltamos ao campo da lingüística. E no programa de hoje, o “host” Randal Bergamasco (@randalberga) recebe os anglofalantes Kika Lindoso (@Chef_KikaPDX), Carlos Del Valle (@PodcastF1Brasil) e Sérgio Luna para uma descontraída e interessante conversa sobre a LÍNGUA INGLESA. Quantas pessoas do mundo falam esse idioma? Ele é tão fácil assim? E afinal de contas, por que os brasileiros falam tão pouco inglês? No programa de hoje, conheça mais sobre os diferentes sotaques dessa língua nas diferentes regiões do mundo; descubra como nossos convidados ganharam fluência nesse idioma; e, de lambuja, receba algumas dicas, caso você também queira ser um bom falante dessa língua. Isso e muito mais em mais esse divertido episódio, mais uma vez cheio de informação e experiências pessoais de cada um dos participantes.

:-: NÃO QUER OUVIR A LEITURA DE E-MAILS? :-:
Caso não queira ouvir o “Correio da Roça”, pule para 17:35 minutos.

:-: SITE DOS CONVIDADOS: :-:
– PodcastF1Brasil – Podcast sobre automobilismo onde Carlos Del Valle é host
– Tá Na Mesa Podcast – Podcast de Kika Lindoso

:-: COMENTADO NESTE EPISÓDIO: :-:
– Joel Santana falando inglês (YouTube)
– Você sabia que os Estados Unidos não têm uma língua oficial? (Terra Educação)
– Entrevista em inglês de Anderson do Manchester United (YouTube)
– Trevor Noah: African American – Sports in America (YouTube, em inglês e sem legendas)
Forrest Gump trailer legendado (Youtube)
– Diferenças entre Inglês norte-americano e britânico (English Made in Brazil)
– Dilma responde perguntas em inglês (YouTube)
– A receita do fracasso do brasileiro ao falar inglês (Exame)
– Wikipedia em Simple English
– Vinil: quando a ditadura argentina traduzia os títulos (Whiplash)
– Viva el rock!: a tradição argentina de traduzir para o espanhol os títulos dos LPs (Whiplash)
PodcastF1Brasil #136 Especial – com participação do Superlicence Podcast, da Austrália (Em Inglês)

:-: PRÓXIMO NA PORTEIRA CAST: :-:
Previsão da publicação do próximo episódio: 10 de junho de 2016.

  • Eu comecei a estudar inglês sem querer. Devido ao meu amor pelo rock, eu queria saber o que era cantado nas letras do Guns N’ Roses. Aí eu ia numa lan house, imprimia varias letras com uma fonte minúscula pra gastar menos. Em casa, eu transcrevia a mão para o caderno e traduzia ao lado com um dicionário.

    Com o tempo eu já traduzia sem dicionário, cantava e entendia sem ler.

    Eu não sou fluente, mas eu percebi que estava num nível bom quando estava assistindo um filme e quando estava perto de acabar o filme eu reparei que não tinha mais legenda e mesmo assim eu estava entendendo tudo. Em algum momento do filme a legenda travou e eu não percebi. Me achei phoda nessa hora.

    • Randal Bergamasco

      Como nós falamos no podcast, Thiago, ouvir música estrangeira é um excelente exercício para aprender qualquer língua. O pouquinho de alemão que aprendi vem justamente das músicas que ouço nesse idioma. E uma deficiência minha: tenho uma dificuldade enorme para decorar letras de músicas, em qualquer idioma (inclusive português).
      Quanto aos filmes, quando assisto filmes ou séries legendadas, o máximo que consigo é prever o que o ator vai falar graças as legendas.

  • OLucasConrado

    Hello, my friends, how are you?

    Comecei a falar inglês muito novo, com meu pai ensinando as primeiras noções. Aí, a partir dos 10 anos, comecei a aprender na escola e, aos 11, no curso. É engraçado, sempre tive muita facilidade pra aprender línguas (espanhol, por exemplo, foi praticamente só ouvindo música) e no curso, meu apelido era George Bush, pela facilidade com a qual eu falava o idioma (credo!).

    Pois bem, como o Luna destacou, o inglês é muito presente na aviação. Para ser piloto comercial no Brasil, você deve fazer uma prova da Organização Internacional de Aviação Civil (OACI ou ICAO, na sigla em inglês) e ter o grau de proeficiência pelo menos 4 (o máximo é 6, se não me engano). Até onde eu sei, a TAM exige que até seus comissários de voo tenham inglês nível ICAO 4.

    Recentemente, fiz processo seletivo na Avianca e a primeira fase era composta de uma prova em português e outra em inglês. Passei, mas a prova de inglês era bem chatinha. Mais chatinha do que a que fiz no vestibular para Relações Internacionais na PUC, na qual eu li um texto em inglês sobre comércio exterior.

    Sobre a exigência das torres conversarem com os pilotos em inglês, isso tá na regra, mas não é tão praticado assim. Existem sites nos quais é possível ouvir as conversas entre pilotos e controladores de tráfego aéreo. São poucas conversas em inglês, pelo menos no Brasil. Isso causou um acidente na Espanha anos atrás, no qual o controlador estava conversando em espanhol com um piloto que ia cruzar uma pista. Naquele momento, um avião pilotado por britânicos estava decolando ou pousando, sei lá. A falha na comunicação causou um choque.

    E, sim, usamos muitos termos no idioma. Eu, que odeio estrangeirismo desnecessário, falo “speech” no lugar de “instruções de segurança”. Mas, em muitos casos, não há como escapar. Flap, slat, slot, PA (Passenger Address – o microfone por onde os tripulantes falam com os passageiros), PSU (Passenger Service Unit – aquele painel sobre os assentos, de onde caem as máscaras de oxigênio, com lanterna, chamada de comissários etc) são vários termos em inglês e sem tradução.

    Uma curiosidade: vocês falaram que, ao ficarem independentes, os americanos quiseram mudar tudo em relação aos ingleses. É exatamente por isso que em boa parte do mundo, dirigimos pela direita, enquanto na Inglaterra e em algumas colônias, se dirige pela esquerda. Como os EUA concentram uma grande parte da indústria automotiva mundial, o planeta acabou importando o modelo dos caras.

    Para terminar, algumas dicas para quem quer aprender inglês. Músicas (como falei lá em cima, boa parte do espanhol que sei hoje foi aprendido assim); filmes (com legendas em inglês), videogames e podcasts. Recomendo o Amateur Traveler (http://amateurtraveler.com/), que fala sobre viagens e o Star Talk, com o incrível Neil DeGrasse Tyson (http://www.startalkradio.net/).

    Abração a todos! E continue com o trabalho excelente, Randal!

    Lucas Conrado
    27 anos
    Comissário de voo a procura de emprego
    Rio de Janeiro

    • Randal Bergamasco

      Vamos por partes:
      – Primeiramente, valeu por ampliar o assunto em se tratando do inglês na aviação. Aliás, vejo que muitas palavras são técnicas e não vejo problema algum com isso. Acredito que o mundo inteiro deve usá-las, mesmo os falantes de outras línguas;
      – Acredito que o incentivo dos pais é essencial para o aprendizado de uma língua estrangeira. Ponto ao Lucas Conrado pai;
      – Ótimas dicas e obrigado por postar os links!

  • Alex Rocha

    Mais um excelente episódio.

    Devo dizer que meu nível de inglês é de Joel Santana pra baixo. Não sei o porquê, mas tenho muita dificuldade em aprender. Ler eu me viro, mas na conversação sou um desastre. Isso na pronúncia das palavras e principalmente em ouvir. Sou horrível nesse sentido.

    Cheguei a fazer um curso extensivo de 4 anos, fora os contatos que tenho com a língua no dia-a-dia. Mas é um bloqueio que não entendo.

    Voltei a dar mais atenção nos últimos meses utilizando o Duolingo e como trabalho em casa e passo a maior parte do tempo sozinho, fico pensando em inglês ao longo do dia pra ver se ajuda.

    Este episódio me incentivou a procurar meios alternativos pra corrigir as minhas deficiências no inglês. Não vou desistir.

    Abraço!

    • Randal Bergamasco

      Rapaz, você não tem vergonha ao falar não? Eu noto muito isso entre as pessoas que estudam qualquer língua estrangeira: simplesmente travam com medo de errar.
      Meu inglês também não é bom, mas sempre me virei muito bem quando fui solicitado. Americanos, suecos, finlandeses, neozelandeses, sempre falei sem a mínima desenvoltura, mas posso ficar a tarde inteira conversando. Não tenho vergonha, falo errado e gosto que o falante me corrija. Mesmo quando viajei pra fora (em todos os casos, em países que falavam espanhol), eu “ligo” a chavinha na cabeça e só tento usar esse idioma. Confesso que, após alguns dias, até velocidade eu ganho, apesar de continuar a ganhar vocabulário.
      Reforço o que eu disse: fale errado, mas tente falar. Sempre.

      • Alex Rocha

        Pode ser isso mesmo, Randal. Agradeço as dicas.

        Abraço!

  • Fala pessoal! Ótimo episódio!

    O que vocês falaram sobre “praticar” realmente é verdade. Fiz alguns anos atrás um curso com professor particular para aprender rapidamente a se comunicar em inglês. Durou 1 ano e meio. Desde a primeira aula a única língua falada era o inglês. A ideia era “pensar” em inglês, e quando não sabíamos alguma palavra, usavasse o dicionário inglês-inglês. Só que, sem praticar a conversação, perde-se muito do vocabulário e pronúncia. Ainda que eu vejo muito conteúdo em inglês, mas escutar não é o mesmo que falar.

    Abraço
    EddieTheDrummer (PADD)

    • Randal Bergamasco

      Também já diz essas aulas imersivas, Eduardo. Poucas, mas fiz. São sensacionais.

      • Gian Marco Menegussi Scagliant

        Sim

  • Gian Marco Menegussi Scagliant

    Sempre quis saber qual a musica que toca de virgula sonora nos comentario de e-mails….

    • Randal Bergamasco

      A música da vinheta do Correio da Roça?

  • Leonardo Castoldi

    O que aconteceu com o Sacuti? Não achei nada sobre sua ausência.

    • Randal Bergamasco

      Vamos ver se ele volta em breve. Só não sei te precisar quando.

  • Talita Yung

    Então, esse é um ponto MUITO interessante.
    Aqui em casa, ninguém “se entende” quando se começa a falar em inglês.
    Oleno teve professora sul africana, meu filho aprendeu o inglês americano, tanto que em um show do Viper que são amigos meus a uns 20 anos, ele falava com o Gui (baterista) em inglês, e ele ficou impressionado com a falta de sotaque da criança.
    Eu me ferrei, pois aprendi inglês da forma mais inusitada. Em 94 numa balada em Pinheiros, um cara estava perdido, procurando o mesmo bar que íamos, e não falava 1 A em português. Acabávamos nos encontrando nesse mesmo bar toda sexta e sábado, e fomos aprendendo junto, nós o inglês e ele o português. Aí ficamos sabendo que ele é escocês…
    Logo, tenho o sotaque mais esquisito, chegando a professora da minha sobrinha a dizer que eu falo errado..
    Tipo, ela fala (escrevendo como se pronuncia) Shan Cóneri e no escocês, Shon Cônãry.. Tudo isso por causa do Sean Conery, kkkkkkk

    Meu filho solta o Déd, e eu solto o Derry (Dad)….

    PS: E o Sacutti, como está?

    • Randal Bergamasco

      Tudo bem, Talita?
      Ele está bem sim. Vamos ver quando ele retorna ao programa. Só não sei quando exatamente, ok?