NPC 64 – Reflexões sobre os dias de hoje

Randal Bergamasco 10 de agosto de 2015 145
NPC 64 – Reflexões sobre os dias de hoje

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ATENÇÃO: Esse programa é composto subjetivamente por convicções próprias e opiniões pessoais dos participantes. Nosso intuito é provocar o debate entre nossa audiência sem ofensas ou xingamentos. Qualquer opinião, visão contrária ou criticas construtivas às expostas aqui são necessárias e muito bem-vindas; entretanto, qualquer tipo de insulto de cunho pessoal, manifestações preconceituosas ou apologia ao ódio serão banidas da discussão.

O ano 2000 passou e já estamos na metade da segunda década desse século XXI. É fato que, em cerca de 15 anos, nosso modo de vida mudou drasticamente, seja em função do espetacular avanço tecnológico que testemunhamos nos últimos anos, além da quebra de vários paradigmas sociais e implantação de novas ideias e direitos. E no programa de hoje, Randal Bergamasco (@randalberga) e Alexandre Sacutti (@IzavanSacutti) se reúnem com Márcio Etiane (@olexcast) e Oleno Petrere (@ndox138) e tecem REFLEXÕES SOBRE OS DIAS DE HOJE. Nesta edição, descubra o que cada um dos participantes pensam sobre liberdade de expressão na internet, casamento gay e racismo. A internet aumentou a intolerância ou ela simplesmente é um amplificador da opinião pública? Os animais realmente devem ter direitos? E o que três fumantes pensam sobre a Lei Antifumo? No programa de hoje, descubra a eficiência da Lei Seca; entenda por que as redes sociais são como os antigos encontros nas pracinhas; será que a internet dá a palavra para aqueles que deveriam se calar? Isso e muito mais nesse polêmico podcast.

:-: NÃO QUER OUVIR A LEITURA DE E-MAILS? :-:
Caso não queira ouvir o “Correio da Roça”, pule para 12:23 minutos.

:-: SITE DOS CONVIDADOS: :-:
– Área Freak – Site onde está hospedado o Freak Cast de Oleno Petrere (volta em breve)
– A Via Filosófica – Blog onde está hospedado o Papo Filosófico de Márcio Etiane
– Lexcast – Novo projeto de Márcio Etiane

:-: COMENTADO NESTE EPISÓDIO: :-:
– Popo Rir Cast (Projeto do Professor Wilson Filho)
– “Elite” forma opinião no Facebook, diz estudo (Site do Estadão)
– Casamento entre pessoas do mesmo sexo já é permitido no Brasil desde 2013 (Isto é)
– Crise de audiência (Observatório da Imprensa)
– Netflix cresce no Brasil mesmo após aumento na mensalidade (Gizmodo Brasil)
– Índice de fumantes cai 30,7% em 9 anos, diz Ministério da Saúde (G1)
Foto de “fumador” em pizzaria em Buenos Aires (Arquivo pessoal)
– Lei Seca continua mostrando o circo que é o Brasil (Artigo do Escriba Café)
– Brasil é o segundo maior mercado de pets do mundo, só perde para os EUA (G1)
– A ordem jurídica sob a hipótese do contato Extraterrestre (TCC da Universidade Federal do Paraná)
– A Lei Federal norte-americana sobre Exposição Extraterrestre (Site da Revista UFO)

:-: PRÓXIMO NA PORTEIRA CAST: :-:
Previsão da publicação do próximo episódio: 30 de agosto de 2015.

  • Willian Urso

    Discordo COMPLETAMENTE do participante que disse que quem deveria permitir ou não o uso de cigarro dentro do estabelecimento é o próprio dono, pois o povo brasileiro é um dos povos mais escrotos que existe! Com isso, não adianta o dono decidir ou não, sempre haverá o escroto que vai cuspir fumaça na cara das pessoas que não fumam, sem o mínimo de respeito, seja o lugar que for! Não adianta vc a favor do cigarro dizer “ai, se não quer cigarro se dirija a um estabelecimento que ninguém fume…” NÃO!!! Como comentei, sempre haverá os escrotos que não respeitam, não importa o lugar! Não tem escapatória! Sou contra milhares de coisas que o governo impõe, mas essa eu concordo. E digo mais, deveriam existir lugares públicos específicos para fumantes nas ruas também, assim como existem em baladas, o “fumódromos” e proibirem que fumem na rua também! Além de diminuir um pouco (um pouco mesmo, mas já alguma coisa) a sujeira, não serei obrigado à inalar fumaça de um monte de gente que fuma por todos os lados durante minha caminhada pelas ruas.

    • Randal Bergamasco

      Acho que isso é uma opinião muito parcial, Willian. Eu particularmente concordo com o Oleno, quem deveria ter o poder de permitir ou não o uso de tabaco no interior de estabelecimentos particulares são os proprietários. Acho muito delicado falar sobre isso, pois o modo de pensar de um não-fumante é muito diferente a de um fumante. E no final das contas, cada um “defende o seu”.

      • Ana Carolina Borges de Oliveir

        Mas fiquei pensando… o proprietário tem esse poder de determinar que no estabelecimento dele não seja permitido o fumo? Porque sempre vi as placas “por favor, fume lá fora” e nunca uma “é proibido fumar nesse estabelecimento”.

        Isso não faria com que os fumantes se sentissem “discriminados” e processassem o estabelecimento?

        (tô só supondo, não entendo nada disso)

        • Randal Bergamasco

          Mesmo antes da lei, eu já vi vários estabelecimentos que proibiam o fumo no seu interior, Ana. Mas, é lógico, isso não se aplicava à baladas e a maioria dos bares. Reconheço que, mesmo antes da lei, eu sempre tive preferência por sentar do lado de fora.

      • Willian Urso

        Como comentado por vc em alguns programas, Randal, vc é do tipo que respeitava e mesmo sendo permitido fumar nos lugares. Vc tentava não incomodar as pessoas e se deslocava para fora dos lugares para fumar, mas infelizmente, vc é uma exceção!!! O que mais existe são pessoas que não se importam com o próximo nesta questão e fumam no meio de todos e pronto! Eu já presenciei isto em uma balada, há pouco tempo atrás muito depois da lei estar em vigor, um cara fumando no meio da pista sem se lixar para o que estava fazendo e eu tive que chamar o segurança para aquela situação, afinal, eu não queria (e acho que a maioria das pessoas também não) curtir a balada tendo que inalar a fumaça do cigarro do cara!
        E vamos refletir sobre uma coisa, o que é mais natural, respirar ou fumar? Acho que com isso, não são as pessoas que não fumam que devem adotar o velho e escroto ditado “os incomodados que se mudem”, mas sim, a pessoa que fuma que deve praticar a cidadania e pensar no próximo, o que raramente acontece no Brasil.

        • Randal Bergamasco

          Bem, juro que eu nem consigo mais acender um cigarro num lugar fechado. Tanto que não fumo dentro da minha casa e nem dentro do meu carro.

          • Willian Urso

            Pô, muito bom Randal, vc pratica a cidadania e ainda por cima zela por seus bens pois sabe o malefício do cigarro nessas questões!! Mas INFELIZMENTE vc é uma exceção. Se todos pensassem assim, não precisaria de uma lei que proíba fumar em locais fechados e de acesso publico!! /=

    • Oleno Petrere Ndox

      Opa! fala cara blz? deixa eu me explicar aqui pois fui eu quem defendi essa tese no cast.

      Primeiro, acho bacana que tenhamos opiniões diferentes, vocÊ tem total direito a não gostar de cigarro e eu como fumante SEI que meu vício pode incomodar pessoas em determinados locais e etc. usar como argumento que o povo é sem educação não sustenta essa defesa na minha humilde opinião porque sob esse argumento não faríamos nada… “pra que ciclovias, as pessoas são tem educação no trânsito”
      ‘”pra que construir uma praça, as pessoas vão depredá-la.”
      pra que distribuir camisinhas, as pessoas não tem educação sexual suficiente”

      Mas eu ainda advogo que o Estado não deve interferir desta forma na esfera privada e a reflexão que eu quero trazer é a que normalmente as pessoas por não gostar de cigarro aplaudem essa lei sem ter noção dos precedentes que ela abre.

      como a já citei já existem leis sendo discutidas para limitar a quantidade de refrigerantes que podem ser consumidos por crianças, ja existem leis proibindo a presença de sal na mesa de restaurantes/lanchonetes, entende o quanto isso é invasivo? parece ridículo, mas se continuar dessa forma daqui a pouco vão criar uma lei dizendo que todos tem que caminhar 30 minutos por dia… e a lógica intervencionista só piora….

      agora só uma coisa, proibir alguém de fumar na rua a céu aberto faz tanto sentido quanto proibir carros de circularem para não fazer com que você inale fumaça enquanto faz sua caminhada :p

      Abraço!

      • Willian Urso

        Discordo apenas na parte em que proibir o cigarro nas ruas é o mesmo que “proibir os carros de circularem”, em questões legais, até concordo pois seria quase como “ditadura”, mas existem estudos que afirmar que a poluição dos carros não chega nem perto em questões de malefícios à saúde que o cigarro causa!
        Mas aí é que fica o questionamento: se não fosse proibido, como conscientizar as pessoas em curto prazo para que pratiquem a cidadania e não fumem próximos a não fumantes e/ou em lugares fechados? A longo prazo é óbvio que a solução é a base de tudo: educação, mas sabemos que o Brasil está longe de querer investir em educação, pois não é do interesse dos governantes que os brasileiros sejam mais ativos politicamente, então, se não há uma solução conscientizar as pessoas, ou não fumantes acabam aplaudindo uma lei que proíbe fumar nesses locais, pois não temos respaldo dos outros cidadãos fumantes e nem do governo que não investe em educação… =/

    • Cristiana Bruno

      Aí o comerciante pede pro fumante se retirar.
      Se o fumante for negro, gay, pobre.. Coitado desse comerciante.

  • Cristiana Bruno

    O fumante na sua maioria é sem educação e joga fumaça na cara das pessoas. Antes eu ficava com cabelo e roupa fedendo.
    Se não tiver uma placa dizendo que é proibido, o povo vai fumar no ambiente. E se o dono proibir, vão argumentar que é discriminação. Se apenas 1 pessoa de um grupo formado fumante e acender um cigarro? O dono vai ter que convidar a pessoa a se retirar?
    Querer comparar um carro que está em local aberto a um fumante é ridículo.
    Antes cansava de ver fumantes apagando cigarro e pondo as cinzas em xícaras e copos. Não foram poucos.
    Na minha casa não se tem cinzeiro. Quer fumar, vai lá pra fora. Não sou obrigada a ficar fedendo pelo vício alheio.

    • Cristiana Bruno

      Sobre o imposto, eu pago o imposto mas não posso andar nua na rua, ou defecar no banco embora pague taxas absurdas.
      O mesmo imposto que o fumante paga, eu pago. E não estou incomodando ninguém.
      Não conheço um fumante que admita 1ue incomoda. Talvez por que é algo não intencional.

      • Oleno Petrere Ndox

        Quanto a parte dos impostos, o Governo retira boa parte das riquezas que eu produzo sob a justificativa de que vai cuidar da minha saúde, se ele o faz, ele não pode discriminar os fumantes e combater esse hábito (por gerar muito custo).

        ou ele para de me prometer cuidados e consequentemente a me tacar por isso, ou ele assume o custo do que ele prometeu.

        Abração!!

      • Gharcia

        Bom… eu acho que faz parte de viver em sociedade… eu fumo no fim ou fora do ponto de onibus, não fumo em filas, não fumo em lugares fechados e por ai vai…
        Mas eu não uso perfume forte, não frito bife de fígado e nem faço bacalhau… tb não deixo a criança chorando no restaurante ou no cinema. Tb desligo o celular no cinema. Não sento no bar onde tem um copo, mesmo quando o copo tá vazio. Eu ando rápido, mas se estiver andando a menos de 3km/hora eu fico a direita na escada rolante… e por aí vai.
        Essas pessoas fazem mal à minha saúde, principalmente a pessoa que se arrasta na esquerda pq me dá um cado de gastrite. ^_^
        Na hora eu tenho vontade de explodir o chão e sumir dentro mas pensando agora, nao acho que elas deviam ser proibidas de fazer tudo isto.

        • Oleno Petrere Ndox

          perfeito comentário gharcia!!!

    • Randal Bergamasco

      Essa é a velha guerra não-fumantes vs. fumantes. Quem não fuma quer ter o direito de não ter contato com a fumaça do cigarro; já os fumantes querem terem o direito de poder fumar. Bem, acho que nunca chegaremos a um consenso acerca disso!

    • Oleno Petrere Ndox

      Olá Cristiana tudo bem?

      Como fui eu quemm bateu mais nessa tecla no cast, tudo bem se eu “me defender” ?

      vou colar o mesmo texto que coloquei pro colega ali em cima, respeito sua opinião, mas gostaria apenas de gerar uma reflexão de como algo que hoje atinge algo ruim (cigarro), amanhã pode estourar no nosso próprio colo.

      Primeiro, acho bacana que tenhamos opiniões diferentes, vocÊ tem total direito a não gostar de cigarro e eu como fumante SEI que meu vício pode incomodar pessoas em determinados locais e etc. usar como argumento que o povo é sem educação não sustenta essa defesa na minha humilde opinião porque sob esse argumento não faríamos nada… “pra que ciclovias, as pessoas são tem educação no trânsito”
      ‘”pra que construir uma praça, as pessoas vão depredá-la.”
      pra que distribuir camisinhas, as pessoas não tem educação sexual suficiente”

      Mas eu ainda advogo que o Estado não deve interferir desta forma na esfera privada e a reflexão que eu quero trazer é a que normalmente as pessoas por não gostar de cigarro aplaudem essa lei sem ter noção dos precedentes que ela abre.

      como a já citei já existem leis sendo discutidas para limitar a quantidade de refrigerantes que podem ser consumidos por crianças, ja existem leis proibindo a presença de sal na mesa de restaurantes/lanchonetes, entende o quanto isso é invasivo? parece ridículo, mas se continuar dessa forma daqui a pouco vão criar uma lei dizendo que todos tem que caminhar 30 minutos por dia… e a lógica intervencionista só piora….

      No mais obrigado por estender a discussão do podcast!!!!

      Abraço!

      Abraço!

    • O fumante na sua maioria é sem educação e joga fumaça na cara das pessoas.

      Hummm… discordo.

      Conheço um monte de fumantes que respeitam estas regras E já o faziam antes mesmo de que virasse lei.

      Generalizar desta forma é o caminho mais rápido para o preconceito.
      Me diz, o que acha de criarmos bairros onde os fumantes iriam viver isolados?

      PS.: Não sou fumante! 😉

  • Cristiana Bruno

    Sobre a adoção por casais gays, confio no trabalho das assistentes sociais e psicólogos na questão da adoção. Não é que um gay vai chegar lá e vão entrar a criança. Todo um estudo sobre a pessoa e preparo será feito.
    Se a pessoa não tem uma estrutura para criar, e em estrutura falo sobre o preparo de criar uma criança num mundo preconceituoso, acredito que a adoção não será permitida.

    • Randal Bergamasco

      Eu não argumentei durante o programa porque o assunto já estava ficando muito extenso e eu não quis alongar ainda mais. Resumidamente, acho que existe ainda muito preconceito em relação ao homossexuais; o mundo colorido e tolerante que vemos no Facebook não é a realidade. Assim, para proteger a própria criança, não acho que ainda é o momento disso. Acredito que, no futuro, quando esse preconceito já estiver diluído, podemos sim falar sobre o assunto. Mas tudo é gradativo, pois o casamento homem e mulher é um dos maiores paradigmas sociais e que não será jogado de uma hora para outra como muitos querem. Repetindo, não sou contra esse tipo de adoção pelo homossexualismo, mas sim pelo preconceito que ainda existe.
      E quanto os argumentos apontados pelo Márcio, não tenho nem como discordar dele.

      • Cristiana Bruno

        E o preconceito que uma criança negra tem ao ser adotada por um casal branco?
        Vide o caso da Madonna que foi taxada de racista por seus 2 filhos adotados estarem fazendo massagem em seus pés.
        O preconceito racial é tão violento quanto

        • Jessi Zanelato

          Concordo. Os assistentes sociais que tem que dizer se a família tem condições ou não de criar uma criança. Independente da orientação sexual dos pais. Desculpa, Randal, mas o que faz mal pra uma criança é não ter uma estrutura e isso independente da orientação sexual dos pais, mas sim de como essa família se relaciona. Além disso, dizer que tem amigos que são gays não é argumento pra nada. Melhor nem dizer isso.

          • Randal Bergamasco

            Mas eu, Randal Bergamasco, não tenho absolutamente problema algum com isso. Só volto a dizer que ainda não é o momento. Acredito que deve-se primeiro derrubar os preconceitos pra depois falarmos sobre adoção. Por isso me coloco contra. Ainda.

            • Alex Ferreira

              Cara, não vejo muito sentido nesse argumento. Paradigmas na maioria das vezes são quebrados com a inserção de sua contraparte em nosso cotidiano. Como vamos quebrar o preconceito apenas esperando ele ser quebrado? Entendo a questão da proteção da criança, porém não creio que seja um fator contra a adoção. Acredito que os pais em questão devam preparar a criança pro mundo e seus preconceitos e como enfrentá-los, como qualquer pai. Fazendo uma comparação contra o argumento de “esperar o momento” e “esperar o preconceito ser quebrado”, imagine o caso da Ruby Bridges, uma menina americana que foi a primeira aluna negra em uma escola de brancos no sul dos EUA em pleno anos 60 e preparou terreno pra integração, imagine se os pais não tivessem apoiado a ideia de matricula-la na escola por medo do preconceito… Essas barreiras demorariam mais para cair… É assim com tudo em nosso mundo, infelizmente.

              • Randal Bergamasco

                Acredito que já estamos no caminho certo, Alex. Porém, essa quebra de paradigma não acontece de uma hora para outra. Acho que dois exemplos disso são acerca das mulheres e negros, que até meados do século XX eram tratados como inferiores. Não que o machismo e o racismo tenha se extinguido, mas pode-se dizer que ambos já conseguiram seu “lugar ao sol”. Acredito que o paradigma é quebrado a partir de debates como esse.

  • Cristiana Bruno

    A punição pra quem dirige bêbado não daria ao atropelado sua vida de volta.
    Se a pessoa quer beber, não dirija. Beba em casa, beba perto de casa
    Mais uma vez, o povo só respeita quando sente no bolso.
    Educar? Mais? Várias campanhas são feitas
    São anos de campanha e ainda pegam no volante totalmente embriagados
    Injusto é a pessoa ser punida somente se atropelar.
    Seria o famoso por a tranca após a porta arrombada

    • Randal Bergamasco

      Não sou contra punição a motoristas embriagados que matam pessoas; o que questionei durante o programa é o quão é possível a locomoção na maioria das cidades brasileiras sem seu carro próprio. Mas é isso aí, participe mesmo com opiniões contrárias. Debates sadios são sempre, sempre bem-vindos!

    • Oleno Petrere Ndox

      e multar um indivíduo voltando pra casa porque ele tomou 1 ou 2 latas de cerveja vai trazer a vida de alguem de volta? esse é o ponto, o crime tem que ser punida, na medida em que ele acontece, como disse ali em cima, nós não multamos torcedores de torcida organizada por violência só por estarem uniformizados, punimos quando o caso ocorre…

      é um assunto bem complicado, mas mais importante que estar certo ou errado, é toda a reflexão que isso gera e nesse sentido estou muito feliz de ver a participação da galera aqui.

      abraço!!!

      • Não traz ninguém de volta, mas inibe que um acidente aconteça da próxima vez porque dói no bolso colocar a vida dos outros e a sua em risco.

  • leonardopassos

    Não estou conseguindo baixar este episodio pelo feed(agregador)
    . Failed: url not be found.

    • Randal Bergamasco

      Eu lancei esse episódio por volta das 06h00 da manhã e, realmente, o feed apresentou problemas. Peço que dê um “unsubscribe” (deixar de assinar) em seu agregador de feed, feche o aplicativo, abra-o e assine novamente. Mesmo no meu aplicativo, aconteceu o mesmo hoje.

      • leonardopassos

        Randal,

        Em outro celular eu consegui baixar, mas no meu com o “Podcast Republic” este episodio não baixa. O episodio anterior baixei normalmente. Alguma Zika!

        • Randal Bergamasco

          Deu um “unsubscribe”, fechou o aplicativo, abriu e assinou novamente? Conseguiu?

          • leonardopassos

            Fiz o procedimento mais de uma vez e não funcionou.Baixa os anteriores, mas apresenta o mesmo erro de URL.

  • Como não-fumante e músico (de blues e discordo que uma coisa puxa a outra. O que puxa é o HÁBITO que cada um cultiva, não a música ou o ambiente), acho completamente sem fundamento comparar a lei anti-fumo com o controle do estado ao sal. Um dos participantes disse: “deixei de ir em balada depois da lei anti-fumo”. O outro disse que “quem deveria decidir isso é o dono do estabelecimento”. Juntando uma com a outra temos o mundo real: o dono do bar quer LUCRO. A lei anti-fumo faz com que tenham menos lucro, e óbvio que voltaria a ser um ambiente fumacento envolvendo fumantes e não fumantes(leia-se fumantes passivos). O não-fumante não pode se dar o luxo de usar uma roupa hoje sem colocar para lavar quando chegar em casa, porque a roupa fica toda fedorenta. Os que têm problemas respiratórios como eu simplesmente fazem o que vocês fazem: deixamos de ir a certos lugares por causa do cigarro alheio, aliás, do vício alheio.O que é justo? Nós deixarmos de ir a certos lugares por causa do vício alheio que nos faz um mal REAL, ou o fumante deixar de ir a esses mesmos lugares porque “não consegue ter uma experiência completa de lazer” ao ter de sair para fumar? Estamos errados em não sermos fumantes? Comparar com o sal só seria razoavelmente válido se as pessoas enchessem copos de sal e saíssem derramando nos pratos de comida de todos ao redor, contra a vontade deles. Já pararam pra pensar como a saúde dos garçons é afetada? Sou cantor e aqui na Bahia ainda há lugares que não respeitam a lei anti-fumo. Quando toco num lugar desse, minha voz simplesmente some(o que atrapalha meu trabalho,meu ganha-pão), meu nariz começa a escorrer sem parar e minha roupa precisa ser jogada na máquina de lavar quando eu chegar em casa, porque o cheiro fica impregnado até na alma. Fora o lindo hábito de todo fumante de jogar suas bitucas no chão. Tive de pedir a meus amigos que não fumassem na minha casa, porque ela simplesmente ficava cheia de bitucas pelo chão, todos os cômodos tinham de ser trancados para que eu não ficasse com meu cobertor, toalhas, roupas, cortinas fedendo. Eu também já abri mão da minha saúde em nome da amizade, como um dos participantes disse, mas por que meus amigos fumantes não poderiam ceder também? (a única vez em que tiveram de ceder foi nesse caso de ser dentro da minha casa) O que é mais importante, o conforto do fumante ou o bem-estar do não-fumante? Sempre ouço dezenas de desculpas e justificativas dos fumantes, mas a real é: seu vício é só SEU. Não obrigue o resto do mundo a se afundar com você. Fumar em público é como o alcoólatra obrigar todos aos seu redor a beber com ele, como o viciado em heroína sair dando “picos” em todos por perto. Pare de inventar desculpas: você tem um VÍCIO e isso NÃO é a coisa mais natural do mundo. Se essa lei não existisse, a ditadura da fumaça continuaria imperando e fazendo vítimas como eu. Nesse caso, é obrigação do estado intervir, porque as pessoas simplesmente NÃO usam o bom-senso se não forem forçadas a isso. Não sejamos ingênuos.

    • Randal Bergamasco

      É o velho embate não-fumantes vs fumantes. E sim, depois da introdução da lei, eu não frequento lugares fechados que não é possível sair. Esse é o problema: não há meio termo (e acho que não é possível), pois os que não fumam não querem ter contato com a fumaça e os fumantes querem ter o direito de poder fumar. No final das contas, um dos lados é sempre muito prejudicado. Até 2009 (aqui em São Paulo), eram os não-fumantes. Agora, são os fumantes. E como fumantes, eu sou totalmente parcial e acabo naturalmente defendendo o direito de fumar.
      Por outro lado, também acho que pessoas que não fumam tem não são obrigadas a ter contato com a fumaça do cigarro. Tá vendo? Dificílimo entrarmos num consenso!

      • Sim. Nesse caso acho que a balança deve pesar para os não-fumantes, já que a presença do cigarro não é responsabilidade deles e a fumaça é muito mais que um simples incômodo. De qualquer forma, apesar de eu também ser contra a intromissão exagerada do estado na vida das pessoas, este é um caso que considero necessária. Tive um certo contato com o Direito quando estudei para concursos, e uma das frases que os professores mais falavam é: “não existe bom-senso. As pessoas fazem certas coisas apenas por serem forçadas”, como por exemplo a contribuição previdenciária que, se houvesse confiança no bom senso, não seria obrigatória. A isto chamam “miopia social”. Se deixarmos casos como este do cigarro só por conta dos donos de estabelecimento, é óbvio que eles vão decidir por ter o máximo possível de clientes na casa (como era antes da lei), ainda mais em tempos de crise como este. Indo um pouco mais além, acredito que se houvesse uma educação de boa qualidade, desde a alfabetização até a universidade, com noções sólidas de cidadania, direitos e deveres, TALVEZ o estado não precisasse intervir em casos como este e as pessoas agiriam com bom senso por conta própria, mas… Estamos no Brasil. Nunca houve isso em nossa história. =/

  • Parabéns pelo episódio, gosto da participação do Etiano com o Oleno no mesmo episódio, sempre tem ótimas argumentações, embora não concorde com algumas, são bem embasadas.
    Tenho mais respeito agora pelo @randalbergamasco:disqus , ter um podcast e dar uma opinião(completa ou parcial formada), que vai contra a “moda do politicamente correto” pode queimar sua imagem, mas isto também mostra que você confia no seu público.
    Sobre os alguns temas abordado, não consumo bebida alcoólica ou cigarro. Acredito que a maneira certa para diminuir o consumo deste produtos não é proibir o consumo ou a venda, mas sim restringir o marketing. Veja por exemplo o número de fumantes no público mais jovem, é bem menor que na década passada. Por este motivo que mesmo sendo careta, sou a favor da liberação de algumas drogas, mas com restrições no consumo e marketing.
    Randal, entendo seu ponto de vista sobre a Lei Seca e o transporte público no interior. Mas, uma pessoa de São Paulo por exemplo alegaria, a má qualidade, superlotação e até segurança ao utilizar o transporte público.
    Para terminhar, este episódio poderia ser dividido em vários para cada um dos temas ser abordado individualmente.

    • Randal Bergamasco

      Sem dúvida, Bruno, o assunto renderia vários episódios. E só não quis ser hipócrita, expor apenas o que eu penso, sendo politicamente correto ou não. E quanto ao número de fumantes, essa queda já aconteceu. Quando eu comecei a fumar em meados dos anos 90, a maioria dos meus amigos eram fumantes. Atualmente, só para exemplificar, somos apenas 4 fumantes dentre quase 100 pessoas no meu trabalho. Em reuniões com a família da minha esposa, dentre umas 80 pessoas, apenas 4 fumam. Acredito que até o meio do século XX, o cigarro estará praticamente extinto.
      A Lei Seca é um capítulo a parte. Não sou contra ela – muito pelo contrário, encheu a cara e prejudicou alguém, deve ser punido – apenas não vejo como ela se funcional tanto pela falta de fiscalização como pela deficiência nos meios de locomoção.

    • Oleno Petrere Ndox

      valeu cara!!!

      eu acho que as pessoas precisam debater mais, discutir mais sempre de forma produtiva, o etiane mesmo foi um amigo que fiz na internet e nós raramente concordamos com algo. mas justamente esses embates que me fazem ter tanto respeito por ele.

  • Roman Schossig

    Muito bom o episódio! Reflexões sobre esses assuntos sempre geram boas discussões e polêmicas. Imagino como deve ter ficado o material bruto do programa, fiquei curioso! Achei que vocês iriam também falar sobre questão de cotas, que também é uma lei do século XXI.

    Sobre a questão da adoção de criança por pais homossexuais, vale a pena ler essa pequena entrevista, dada por um menino de 14 anos adotado por pais homossexuais aqui em Curitiba, e que inclusive escreveu um livro sobre o assunto. Segue o link

    http://oglobo.globo.com/rio/dois-guaranas-a-conta-com-alyson-reis-17119013?utm_source=Facebook&utm_medium=Social&utm_campaign=compartilhar

    • Randal Bergamasco

      Obrigado pela recomendação de texto, Roman.
      Não teria a mínima condição de lançar o episódio total, com todas as opiniões. Aí sim, aqui se tornaria uma praça de guerra.

      • Oleno Petrere Ndox

        e quem diria que em um podcast comigo e com o etiane, o polêmico seria O RANDAL rs

    • Randal Bergamasco

      Li a matéria agora, Roman. Muito interessante e casa completamente com a discussão aqui.

  • Alex Ferreira

    Discordei fortemente com muitas opiniões expostas no programa, contudo achei corajoso expor opiniões fortes a respeito de questões delicadas como foi feito, poucos podcasts fariam o mesmo, parabéns.

    • Randal Bergamasco

      Bem, eu falei sem o mínimo de demagogia e expus o que eu penso, independente de ser contrário a maioria. E também aceito perfeitamente as opiniões contrárias.

  • Sobre as leis como a do cigarro e o governo, realmente, o ponto levantado pelo Oleno é muito interessante, o estado querendo sem envolver em todos os aspectos que as vezes nem precisaria, mas o povo brasileiro mal educado precisa que sejam feitas leis pra regularizar as paradas, talvez um dia não seja mais necessário, mas como o cigarro, muita gente não respeitaria se não fosse lei, hoje já tem muitos que não respeitam imagina se não fosse lei.

    Sobre beber e dirigir. Claro, vamos deixar todo mundo andar bêbado de carro E SE o cara atropelar alguém, matar alguém, vamos dar uma punição ao sujeito? O gente, por favor, vamos voltar pro mundo real, esperar dar uma merda pra punir o cara eu acho mais injusto do que a lei em si e vou mais além, se eu fosse da guarda de transito, faria blitz nas saídas de bares, festas, qualquer lugar envolvendo bebida alcoólica, só pra ferrar ainda mais, e assim faria doer o bolso do povo que quer andar bêbado. Randal, com todo respeito, UMA LATINHA de cerveja muda o comportamento de uma pessoa atrás do volante, pode parecer pouco e pode nem acontecer nada, mas muda. Por isso sou totalmente a favor, quando a gente vê acidentes ai na TV envolvendo bebida é sempre um horror, não da pra acreditar no que o povo faz atrás do volante. E estou dando esse relato com conhecimento de causa, já me envolvi num acidente embriagado que foi culpa minha, poderia ter causado a minha morte? Não, foi algo “leve”, digamos assim, mas envolvia outras pessoas, e eu não me perdoaria se matasse alguém dirigindo bêbado.

    • Ana Carolina Borges de Oliveir

      falou tudo que eu penso!

    • Oleno Petrere Ndox

      fala léo blz?

      Mas então brother, sabe porque não concordo com vc?

      A gente não pune um assassinato depois que ele acontece? pois é, o que você está fazendo com esse raciocínio é justamente o contrário…. é ver o suspeito e punir porque ele “poderia matar”.

      por esse raciocínio, assim que duas pessoas tiverem um briga num bar, jpa corre e prende ambos, pois eles podem matar um ao outro, ou de repente vamos prender todos os membros de qualquer torcida organizada pois eles podem agredir pessoas, e por ae vai,,,,

      • O problema é que um assassino é algo totalmente aleatório, por mais que a polícia patrulhe pode ocorrer um assassinato ali na hora ou dias, anos depois, a mente de um louco não segue um padrão, já uma pessoa bêbada atrás do volante, a chance de dar merda é imediata, a chance de um “acidente” que pra mim não é p0rr4 nenhuma, uma pessoa bêbada não causa um acidente e sim um crime, é muito maior.
        Mas Oleno, por mais que eu argumente, você é irredutível, tens a tua opinião aí que é muito justa, só acontecendo alguma coisa com você ou alguém da sua família pra que tanto você como o Randal passem a ver o tema como preventivo e com a seriedade que ele merece, se a polícia não tem braço pra fiscalizar, isso não tem, mas A LEI diz que não pode dirigir bêbado e cabou, se eu ver alguêm que tomou uma latinha dirigindo e se eu tiver condições na hora, eu denuncio sem dúvida.

        • E só pra complementar uma coisa que eu lembrei agora, muito se fala da indústria da multa, que é um absurdo e falaram isso no episódio, só uma coisa, pra quem anda direitinho, não excede a velocidade, não faz barbeiragem no trânsito, está com os documentos em dia, etc, não tem multa meus queridos, a multa é pra arder no bolso do povo asalariado que vai sofrer pra pagar aquela multa e talvez, que a gente sabe que não acontece, aprenda com aquilo ali. Por experiência, tenho carteira a 12 anos, e só levei uma multa até hoje de moto onde estacionei em local proibido e isso ainda porque mudaram o estacionamento e eu não tinha prestado atenção, então, pra quem anda dentro da lei, a multa não pega, é simples!!!

          • Gharcia

            Alias, já estava na hora de implementar na Lei averiguação de remédios e outras condições como perturbação por raiva (brigou a namorada e saiu cantando pneu ou algo do gênero). O motorista que conduz sob o efeito de tarja preta é tão irresponsável quanto quem o faz sob o efeito de álcool.
            Quanto ao argumento de “prendemos o assassino depois do assassinato”, não concordo. Tentativa de Homicídio é previsto no código penal. Compreende-se que, quem está sem condições de e, mesmo assim, conduz um veículo, atenta contra a vida de terceiros.
            É como disparar arma de fogo da sua janela. Vc não está atentando contra alguém em específico mas coloca em risco a vida de alguém.

            • E a liberação da maconha ta vindo aí, eles precisam urgente pensar nisso também!

              • Randal Bergamasco

                Realmente, podem todos se preparar, pois acho que em menos de 10 anos isso estará liberado. Bem, confesso que sou totalmente a favor. Mas isso é debate para outra longa discussão!

                • Acho que você não tá ligado nisso aqui Randal

                  http://www.ebc.com.br/noticias/2015/08/julgamento-no-stf-pode-levar-brasil-descriminalizar-porte-de-drogas

                  A parada pode sair logo, daqui a 2 dias praticamente!

                  • Randal Bergamasco

                    Sim, eu vi isso sim. Mas a Lei não vai considerar o usuário como criminoso, não vai regulamentar a venda.

                    • Gharcia

                      Mas tem algum impacto a legalização da maconha? Faz mesmo alguma diferença ser legal ou não?
                      Pq eu não acho mesmo que, depois da lei anti fumo, vá ter uma ampla divulgação. Fica mais com cara de “Ah.. que saber? Desisto… se acaba ai no beck seu fumerinho mequetrefe”…
                      No mais, existe algum lugar em que crack, cocaína, ácido seja legalizado?

              • Oleno Petrere Ndox

                e que venham muitas outras liberações, pois as proibições só pioraram tudo. :p

          • Oleno Petrere Ndox

            andar direitinho sob os critérios de quem? esse é o ponto.

            porque eu tenho que aceitar que 1 burocrata lá sentado no detran é mais capaz de decidir por tudo do que todo o conjunto de motoristas do estado de são paulo?

        • Oleno Petrere Ndox

          Discordo.
          milhares podem tomar cerveja e dirigir, 1 ou 2 cometerão “acidentes” tal qual milhares podem passar por dificuldades econômicas, 1 ou 2 vão roubar… milhares podem fazer parte de uma torcida organizada, 1 ou 2 vão arrumar briga… não existe razão de grandeza que identifique isso.

          punir “preventivamente” alguém porque bebeu é A MESMA coisa que punir preventivamente alguém de uma torcida organizada, afinal cientificamente já está comprovado que pessoas em grupos deste tipo quando em conjunto perdem parte da capacidade de raciocínio e ficam mais violentas.

          e eu não dou a mínima pra algo só porque A LEI diz, a final, o apartheid estava na lei, a segregação de judeus estava na lei, existem leis até hoje que punem com morte a homossexualidade então uma lei por si só não diz nada pra mim.

          abraço!

    • Randal Bergamasco

      Só quero deixar claro uma coisa. Percebi que muitos ouvintes entenderam que eu sou CONTRA a Lei Seca. Não é isso: primeiro, acredito sim que se for pego dirigindo embriagado, deve ser punido sim. Só bato na mesma tecla: como não há um sistema de transporte público de qualidade, as pessoas vão continuar se arriscando, pois senão não saem mais de casa. Além disso, a fiscalização é bastante rara, o que corrobora ainda mais pra isso. E quanto os efeitos de uma lata de cerveja numa pessoa, concordo que, em raríssimos casos, ela pode interferir na direção. Isso varia de pessoa pra pessoa, e isso é nivelar no mais baixo grau. A maioria das pessoas que conheço não se alteram com uma mísera lata de cerveja.

  • Gharcia

    Olá NPC! Cheguei aqui através da indicação do Gustavo Faria (CocaTech) q esclareceu q este não é um podcast de games (sempre vi como NPC – No Personal Caracter A-ha-ha! ). Enfim, é o segundo episódio que escuto e fico feliz com aposição de vocês sobre debater. Não temos uma posição ou uma opinião formada e todos tem direito a idéias. Isto reflete este espaço de comentários onde o debate continua. Parabéns.
    Sobre o episódio: Eu sinceramente não entendo porque alguém tem filhos. Que dirá adotar. Então creio que este debate não deve contar com minha opinião.
    Como sou homem, branco, classe média, cis-hétero, agnóstico e sem descendência nordestina, penso que sei muito pouco sobre preconceito para opinar.
    No mais, vcs me fizeram lembrar que eu fumo desde antes da Lei. E sempre levantei e procurei ar puro para fumar. Não foi uma mudança pra mim.
    Mas, mesmo assim, tenho saudade do Cafè con Piernas, no Tatuapé – SP, que tinha uma ótima charutaria e um espaço interno com poltronas e whisky para fumar seu bom charuto e prosear ou ficar quieto. Abs e sucesso. Eu, Gharcya, 33 anos SP-SP (mas nascido numa cidadezinha aqui no interior de SP.. Osasco, conhecem?) vou aqui começar a maratona e iscuitá mais dessa prosa aí doceis.

    • Randal Bergamasco

      Como fumante, não tem como eu ser imparcial sobre o assunto da Lei Antifumo e não exigir meu Direito de fumar. Esse é o motivo de toda essa discussão aqui!
      Quanto a ter filhos, um comentário totalmente aleatório, mas eu tenho 38 anos e não tenho a mínima vontade de arrumar um. Bem, isso pode mudar algum dia.

      • Gharcia

        Sim. Parece que tem um esquema de ter que arranjar a pessoa certa… ou algo assim. E diz que não precisa estar preparado e coisa e tal… mas as pessoas te cobram ou vc se cobra de não ter filhos?

    • Olá Gharcia. Da mesma forma que você não entendo esta necessidade que algumas pessoas tem de buscar a felicidade e a realização pessoal num projeto exclusivamente ou preponderantemente centrado em ter filhos.
      Vejo pessoas que fazem de tudo para ter filhos, como se isso fosse condição sine qua non para a felicidade e realização pessoal.

      Outras pessoas apenas tem filhos por que isso é um dado da natureza e por não tomarem as devidas precauções para evitar a concepção e neste caso eu me encaixo.

      Tenho três filhos e nenhum deles foi planejado, desejado ou esperado, Muito pelo contrário vieram de maneira totalmente inesperada e até mesmo em momento em que a última coisa que eu precisava era um filho.

      Ter um filho com alguém que se ama e com quem se tem um projeto em comum já é complicado, então imagine ter um filho com alguém que você manteve uma relação esporádica sem nem mesmo conhecer a pessoa e depois, sendo solteiro ter que mudar toda a sua vida para se tornar pai e assumir sozinho a criação de uma criança que você não queria…

      Mas o tempo passa e você descobre que apesar de tudo essa criança transformou você e sua vida, e te mostrou uma forma de amar e ser amado que você nem imaginava que era possível ou no máximo que era coisa de filme tipo Sessão da Tarde.

      E quando você pensa nisso a única coisa que vem à sua mente é que se você pudesse voltar no tempo, você faria tudo de novo, pois simplesmente não consegue imaginar sua vida sem esse filho.

      Agora multiplique isso por 3.

      Infelizmente tem coisas que você só vai saber quando tiver seus próprios filhos ou jamais vai saber.

      Talvez por isso algumas pessoas tenham essa necessidade de ter filhos, porque elas, de alguma forma, tem essa consciência, de que ter filhos simplesmente faz parte da vida, não fosse assim a natureza não no teria dotado de órgãos reprodutivos ou nos teria feito seres ovíparos e com fecundação externa talvez …

      • Gharcia

        Sim… sempre me falam que a visão sobre paternidade muda automagicamente quando se cria um laço com aquele ser humano que ainda não fala… e que estes laços vão se estreitando conforme o tempo passa… Eu acredito p, de fato, eu nunca pensei que iria amar minha atual parceira… e de vdd estávamos muito bem sem o outro e algo “deu ruim” e lá se vão 3 anos de história.
        Ei… mas de vdd parabéns. Eu acho que amor é muito pouco pra criar três filhos… precisa ter garra, fé, determinação, paciência e um bom convênio com o supermercado. Saúde pra todos vcs.

  • Ana Carolina Borges de Oliveir

    Concordo com O Randal quando ele diz que a cidade não tem estrutura de transporte para os que bebem, mas não acho que isso deva ser uma “desculpa” para beber e dirigir. Veja bem, o efeito rebote também existe: os taxistas podem não circular tanto a noite perto de barzinhos, baladas e casas de festas pois sabem que as pessoas vão no seu carro e dirigem mesmo bebendo. É uma questão de oferta e demanda. Logo que surgiu a lei eu via vários táxis na cidade e você poderia sair tranquilo que você achava um táxi na porta da festa, hoje em dia? não mesmo! Na minha cidade quase não tem blitz (acho isso um absurdo) e não é espaçada as noticias que tenho de acidentes provocado por motorista bêbado. Eu, meu esposo, minha família, meus amigos, todos bebemos e já é costume alugarmos uma van para ir a festas juntos e dormir todo num só lugar quando voltar para ngm dirigir bebendo. Eu mesma já cansei de ir pra festa e não beber pq todos queriam beber e acabou sobrando pra mim kkk
    A primeira briga que tive com meu esposo, quando ainda namorávamos, foi que ele me pegou em casa e ele tinha uma mão no volante e outra na garrafa de cerveja. Falei logo que se fosse assim eu ia no meu carro, pegava ele, deixava ele em casa CONTANDO que quem dirigisse não bebesse, no começo ele disse: “sou acostumado” eu disse então que parasse o carro que eu descia kkk (to rindo mas foi tensa a situação rs) e ele logo percebeu que eu não estava de brincadeira, parou o carro e me deu o volante. Já sofri um acidente sério de carro, não foi por causa de bebida, mas sei que com carro não se brinca.

    • Randal Bergamasco

      Confesso que aqui no interior de São Paulo, se eu depender de transporte público ou taxi num final de semana a noite, eu estou ferrado! Deveriam implantar carroças de aluguel!

  • Marcos Vinícius

    Fala pessoal blz? Gostei muito do Cast e como somos pessoas normais não concordei com tudo, sobre a parte que falaram sobre Jesus e o casamento gay, que ele revogou a lei e tudo mais, acho que colocaram de uma maneira bem superficial e entendo por esse não ser o tema do programa. Jesus não falou nada sobre casamento gay diretamente, mas foi claro em afirmar qual era o padrão que ele defendia. Segue referência:

    “Porém, desde o princípio da criação, Deus os fez macho e fêmea. Por isso deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á a sua mulher, E serão os dois uma só carne; e assim já não serão dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.” (Marcos 10:6-9)

    Grande abraço pra vocês e parabéns pelo trabalho!

    • Gharcia

      Marcos Capítulo 10 não era sobre divórcio?

      1 Então Jesus saiu dali e foi para a região da Judeia e para o outro lado do Jordão. Novamente uma multidão veio a ele e, segundo o seu costume, ele a ensinava.
      2 Alguns fariseus aproximaram-se dele para pô-lo à prova, perguntando: “É permitido ao homem divorciar-se de sua mulher?”
      3 “O que Moisés ordenou a vocês?”, perguntou ele.
      4 Eles disseram: “Moisés permitiu que o homem lhe desse uma certidão de divórcio e a mandasse embora”.
      5 Respondeu Jesus: “Moisés escreveu essa lei por causa da dureza de coração de vocês.
      6 Mas no princípio da criação Deus ‘os fez homem e mulher’.
      7 Por esta razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher,
      8 e os dois se tornarão uma só carne’. Assim, eles já não são dois, mas sim uma só carne.
      9 Portanto, o que Deus uniu, ninguém o separe”.
      10 Quando estava em casa novamente, os discípulos interrogaram Jesus sobre o mesmo assunto.
      11 Ele respondeu: “Todo aquele que se divorciar de sua mulher e se casar com outra mulher, estará cometendo adultério contra ela.
      12 E, se ela se divorciar de seu marido e se casar com outro homem, estará cometendo adultério”.

    • Randal Bergamasco

      Tá aí algo que é completamente pessoal e como destaquei no podcast, ainda está em pleno debate. Como deixei claro, sou totalmente favorável a união civil de pessoas do mesmo sexo, mas contra a adoção de criança. Já até argumentei num comentário anterior.
      Mas é isso aí, acho que o que vale é o debate amplo, algo que todos estão fazendo aqui.

    • Me perdoe discorda de você Marcos Vinicius, mas você como a maioria absoluta das pessoas que se dizem cristãos acabam se apegando a textos da Lei de maneira isolada e fora do contexto do ensinamento que Jesus transmitiu devido à “DUREZA DE VOSSOS CORAÇÕES”.

      Senão vejamos Marcos 10:1-5 e analisemos o contexto e as palavras EXPLÍCITAS de Jesus que disse “Por causa da dureza do vosso coração, ele vos deixou escrito esse mandamento”.

      E,
      levantando-se dali, foi para os termos da Judéia, além do Jordão, e a
      multidão se reuniu em torno dele; e tornou a ensiná-los, como tinha por
      costume.
      E, aproximando-se dele os fariseus, perguntaram-lhe, tentando-o: É lícito ao homem repudiar sua mulher?
      Mas ele, respondendo, disse-lhes: Que vos mandou Moisés?
      E eles disseram: Moisés permitiu escrever carta de divórcio e repudiar.
      E Jesus, respondendo, disse-lhes: Pela dureza dos vossos corações vos deixou ele escrito esse mandamento;
      Marcos 10:1-
      1 Levantando-se Jesus,
      foi dali para o território da Judéia, além do Jordão. E outra vez as
      multidões se reuniram junto a ele, e, de novo, ele as ensinava, segundo o
      seu costume.

      2 E, aproximando-se alguns fariseus, o experimentaram, perguntando-lhe: É lícito ao marido repudiar sua mulher?

      3 Ele lhes respondeu: Que vos ordenou Moisés?

      4 Tornaram eles: Moisés permitiu lavrar carta de divórcio e repudiar.

      5 Mas Jesus lhes disse: Por causa da dureza do vosso coração, ele vos deixou escrito esse mandamento;

      Ora qualquer pessoa com uma capacidade mínima de leitura e interpretação de textos seria capaz de perceber que Jesus não pregava contra a Homossexualidade e sim contra a prática de Homens Heterossexuais que abandonavam suas esposas sob qualquer pretexto e alegava fazer isso acobertados pela lei que permitia o Divórcio, mas na verdade, movidos por desejos carnais e mundanos rompiam o compromisso assumido perante suas companheiras, a comunidade e perante Deus.

      Então PELA DUREZA DE VOSSOS CORAÇÕES sois incapazes de ler a lei e alcançar seu espírito e ao fazer isso VÓS ENCARNAIS O ANTI-CRISTO pois agem contra os ensinamentos de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

      Que a Paz do Senhor esteja convosco e amoleça vosso corações endurecidos.

      Então
      Jesus saiu dali e foi para a região da Judéia e para o outro lado do
      Jordão. Novamente uma multidão veio a ele e, segundo o seu costume, ele a
      ensinava.
      Alguns fariseus aproximaram-se dele para pô-lo à prova, perguntando: “É permitido ao homem divorciar-se de sua mulher? ”
      “O que Moisés lhes ordenou? “, perguntou ele.
      Eles disseram: “Moisés permitiu que o homem desse uma certidão de divórcio e a mandasse embora”.
      Respondeu Jesus: “Moisés escreveu essa lei por causa da dureza de coração de vocês.
      Marcos 10:1-5
      Então
      Jesus saiu dali e foi para a região da Judéia e para o outro lado do
      Jordão. Novamente uma multidão veio a ele e, segundo o seu costume, ele a
      ensinava.
      Alguns fariseus aproximaram-se dele para pô-lo à prova, perguntando: “É permitido ao homem divorciar-se de sua mulher? ”
      “O que Moisés lhes ordenou? “, perguntou ele.
      Eles disseram: “Moisés permitiu que o homem desse uma certidão de divórcio e a mandasse embora”.
      Respondeu Jesus: “Moisés escreveu essa lei por causa da dureza de coração de vocês.
      Marcos 10:1-5
      Então
      Jesus saiu dali e foi para a região da Judéia e para o outro lado do
      Jordão. Novamente uma multidão veio a ele e, segundo o seu costume, ele a
      ensinava.
      Alguns fariseus aproximaram-se dele para pô-lo à prova, perguntando: “É permitido ao homem divorciar-se de sua mulher? ”
      “O que Moisés lhes ordenou? “, perguntou ele.
      Eles disseram: “Moisés permitiu que o homem desse uma certidão de divórcio e a mandasse embora”.
      Respondeu Jesus: “Moisés escreveu essa lei por causa da dureza de coração de vocês.
      Marcos 10:1-5
      E,
      levantando-se dali, foi para os termos da Judéia, além do Jordão, e a
      multidão se reuniu em torno dele; e tornou a ensiná-los, como tinha por
      costume.
      E, aproximando-se dele os fariseus, perguntaram-lhe, tentando-o: É lícito ao homem repudiar sua mulher?
      Mas ele, respondendo, disse-lhes: Que vos mandou Moisés?
      E eles disseram: Moisés permitiu escrever carta de divórcio e repudiar.
      E Jesus, respondendo, disse-lhes: Pela dureza dos vossos corações vos deixou ele escrito esse mandamento;
      Marcos 10:1-5
      E,
      levantando-se dali, foi para os termos da Judéia, além do Jordão, e a
      multidão se reuniu em torno dele; e tornou a ensiná-los, como tinha por
      costume.
      E, aproximando-se dele os fariseus, perguntaram-lhe, tentando-o: É lícito ao homem repudiar sua mulher?
      Mas ele, respondendo, disse-lhes: Que vos mandou Moisés?
      E eles disseram: Moisés permitiu escrever carta de divórcio e repudiar.
      E Jesus, respondendo, disse-lhes: Pela dureza dos vossos corações vos deixou ele escrito esse mandamento;
      Marcos 10:1-5
      E,
      levantando-se dali, foi para os termos da Judéia, além do Jordão, e a
      multidão se reuniu em torno dele; e tornou a ensiná-los, como tinha por
      costume.
      E, aproximando-se dele os fariseus, perguntaram-lhe, tentando-o: É lícito ao homem repudiar sua mulher?
      Mas ele, respondendo, disse-lhes: Que vos mandou Moisés?
      E eles disseram: Moisés permitiu escrever carta de divórcio e repudiar.
      E Jesus, respondendo, disse-lhes: Pela dureza dos vossos corações vos deixou ele escrito esse mandamento;
      Marcos 10:1-5
      E,
      levantando-se dali, foi para os termos da Judéia, além do Jordão, e a
      multidão se reuniu em torno dele; e tornou a ensiná-los, como tinha por
      costume.
      E, aproximando-se dele os fariseus, perguntaram-lhe, tentando-o: É lícito ao homem repudiar sua mulher?
      Mas ele, respondendo, disse-lhes: Que vos mandou Moisés?
      E eles disseram: Moisés permitiu escrever carta de divórcio e repudiar.
      E Jesus, respondendo, disse-lhes: Pela dureza dos vossos corações vos deixou ele escrito esse mandamento;
      Marcos 10:1-5
      E,
      levantando-se dali, foi para os termos da Judéia, além do Jordão, e a
      multidão se reuniu em torno dele; e tornou a ensiná-los, como tinha por
      costume.
      E, aproximando-se dele os fariseus, perguntaram-lhe, tentando-o: É lícito ao homem repudiar sua mulher?
      Mas ele, respondendo, disse-lhes: Que vos mandou Moisés?
      E eles disseram: Moisés permitiu escrever carta de divórcio e repudiar.
      E Jesus, respondendo, disse-lhes: Pela dureza dos vossos corações vos deixou ele escrito esse mandamento;
      Marcos 10:1-5
      E,
      levantando-se dali, foi para os termos da Judéia, além do Jordão, e a
      multidão se reuniu em torno dele; e tornou a ensiná-los, como tinha por
      costume.
      E, aproximando-se dele os fariseus, perguntaram-lhe, tentando-o: É lícito ao homem repudiar sua mulher?
      Mas ele, respondendo, disse-lhes: Que vos mandou Moisés?
      E eles disseram: Moisés permitiu escrever carta de divórcio e repudiar.
      E Jesus, respondendo, disse-lhes: Pela dureza dos vossos corações vos deixou ele escrito esse mandamento;
      Marcos 10:1-5
      E,
      levantando-se dali, foi para os termos da Judéia, além do Jordão, e a
      multidão se reuniu em torno dele; e tornou a ensiná-los, como tinha por
      costume.
      E, aproximando-se dele os fariseus, perguntaram-lhe, tentando-o: É lícito ao homem repudiar sua mulher?
      Mas ele, respondendo, disse-lhes: Que vos mandou Moisés?
      E eles disseram: Moisés permitiu escrever carta de divórcio e repudiar.
      E Jesus, respondendo, disse-lhes: Pela dureza dos vossos corações vos deixou ele escrito esse mandamento;
      Marcos 10:1-5

    • Sobre a revogação do Levítico vejamos Mateus Capítulo 5:

      20Pois eu vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus.
      21Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; e, Quem matar será réu de juízo.
      22Eu,
      porém, vos digo que todo aquele que se encolerizar contra seu irmão,
      será réu de juízo; e quem disser a seu irmão: Raca, será réu diante do
      sinédrio; e quem lhe disser: Tolo, será réu do fogo do inferno.

      Ora uma básico exercício de hermenêutica basica é capaz de demonstrar que quando uma nova lei é posta e modifica a lei anterior ocorre ou a Derrogação, (que é a revogação parcial) ou a Ab-Rogação (revogação total da lei) sendo que isso é assim desde antes do Cristo vir ao mundo e o Judeus seguiam esses princípios hermenêuticos, apesar de não terem sido por eles elaborados.

      Na verdade são princípios de lógica Aristotélica que foram incorporados pelos Hebreus e portanto, plenamente aplicável ao Antigo e Novo Testamento.

      Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus.
      Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; mas qualquer que matar será réu de juízo.
      Eu,
      porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu
      irmão, será réu de juízo; e qualquer que disser a seu irmão: Raca, será
      réu do sinédrio; e qualquer que lhe disser: Louco, será réu do fogo do
      inferno.
      Mateus 5:20-22

  • Marcos Melo

    O cast sempre é parcial. Mas faz um desserviço ao atacar a fé e , consequentemente, a teologia ao dar voz a um leigo que acredita ser capaz de interpretar as palavras de Cristo. No entanto essa questão não é nova e calhou, inclusive, no sisma da igreja, então é só mais um revoltadozinho incapaz de ao menos compreender o conceito de pecado. Sobre a liberdade concordo que ninguém (menos ainda o Estado) pode cerceá-la, desde que não atente contra uma vida (pecadora ou não).

    Aproveitando o post, esse cast se posiciona sobre diversos temas controversos e se diz tolerante, desde que não discorde. Um exemplo claro é com relação ao patreon que muda, sim, a qualidade, forma e distribuição de um produto uma vez que parcela do publico alvo se torna mais relevante e influente. Nada errado se não fosse a mentira em negar.

    • Randal Bergamasco

      Vamos por partes:
      – Aqui você pode expressar o que você tiver em mente, seja cristão, islâmico, ateu, budista, cultos afros. Nunca reprendemos qualquer tipo de comentário por causa da orientação religiosa, pois cada pessoa tem seu modo de pensar. E no episódio, o Márcio expressou a opinião dele sobre o assunto. Ele está correto? Pra mim, depende do seu tipo de orientação;
      – Falar sobre temas controversos não significa ser intolerante, mas sim fomentar o debate. Tolerância é uma coisa, opinião é outra, mesmo que o ouvinte não concorde e tem o total direito de ser contra;
      – Gostaria que me apontasse apenas uma mudança no Na Porteira depois que aderimos ao Patreon. Caso exista, pode me informar que eu possa mudar a postura. Continuamos tratando todos iguais, não atrasamos nenhum episódio, damos espaço para todos falarem.

      • Gharcia

        Nota: Patreon do NPC U$ 48,00. Por regra o valor demonstrado é intenção. É sabido que o realizado (o dindin que chega na conta) pode ser diferente. Eu entendo que, diferente daquela cidade no leste europeu (no Film Euro Trip), Pederneiras não valoriza assim o dólar. ou valoriza? Se sim, é favor informar para que eu faça as malas.

        • Randal Bergamasco

          Patreon não é parâmetro pra nada. Muitos ótimos podcasts também aderiram e não recebem muitas doações. São poucos que conseguem um valor considerável. E no caso nosso, mesmo que fosse U$10,00 e de pessoas que querem nos ajudar de alguma forma, a ajuda é sempre muito bem-vinda.
          Mas não há nenhum tipo de segregação acerca a adoção dessa plataforma.

          • Gharcia

            Exato. Mas achei curioso o Patreon ser apontado no comentário… e, como em outros podcasts, as pessoas que estão mais próximas do podcast são as primeiras a ajudar.
            Então, já existia bastante contato antes do Patreon e ele continua depois do Patreon.
            Dai sempre aparece alguém pra falar: vc dá mais atenção pra fulano, cicrano, beltrano, mengano e até pra alano. Só pq eles ajudam no Patreon.
            Qdo na vdd já existia uma empatia antes do Patreon.

      • Marcos Melo

        Olá Randal, obrigado pela disposição em responder. Quanto a primeira parte, creio ter sido bem claro e não há mais o que discorrer.

        Concordamos que tolerância é diferente de opinião. Mas recomendo ouvir um exemplo (conforme solicitado) o NP61 aos 6:51 que inclui os “panos quentes” do Sacuti ao término do desabafo. Me pareceu um caso clássico de “diga o que pensa, desde que não critique (‘atrapalhe’) o nosso Patreon”. De qualquer forma isso é muito pequeno.

        Quanto ao Patreon ele influencia na qualidade do produto. Exemplo, vocês provaram ser mais produtivos para atender aos novos patrões e manter a mesma produtividade aos demais (prazo de entrega). Percebe a diferença? Repito, isso não é um problema!
        Vocês merecem receber pelo trabalho, e mais ainda pelo aumento da produtividade (no exemplo).

        No mais sucesso

        • Randal Bergamasco

          Não, Marcos, nosso cronograma inclui processo de gravação e edição um mês antes do lançamento e assim conseguimos finalizar os episódios com antecedência. No caso, simplesmente disponibilizamos um áudio que mesmo antes do Patreon já estava pronto alguns dias antes (nitidamente você não nos segue no Facebook, lá sempre foi frequentemente divulgado isso). Quanto ao áudio citado, é um ótimo um outro exemplo do que está acontecendo nesse momento, mas em outra situação: você pede a contribuição, pede pra quem não quiser ajudar, que não atrapalhe e no final, jogar panos quentes pra patrulha do mimimi não encher o saco.

  • Nerdanderthal

    Primeiramente parabéns mais uma vez pelo bom e corajoso tema do cast.
    Evidente que muita polêmica foi (e sempre será) criada pelos assuntos abordados. Assuntos muito difíceis de serem debatidos e resolvidos, ao agrado de todos.
    Acho que a gente roda, roda e chega a conclusão que essas leis são criadas para mascararem a total falta de educação do povo.
    Os governos preferem a punição com MULTA$ do que investir na educação, Junto a família aos governos nessa parte.
    Meu pai foi fumante, tomava suas cervejinhas. Eu e meu irmão também fizemos as mesmas coisas, porém sempre tivemos uma educação disciplinar e exemplar que nos limitava a não incomodar os outros, respeitar os mais velhos, os de cor, os de outras religiões, os gays, as Leis de Trânsito e NUNCA passamos por qualquer constrangimento ou punição policial por isso.
    Acredito que a EDUCAÇÃO É TUDO. O respeito ao próximo e a si mesmo, no caso de dirigir depois de ingerir álcool, e outros assuntos abordados, certamente é consequência dessa educação e amor, dadas pela família e pelo governo.
    “O exemplo vem de cima” – dizia meu pai.
    “De cima” quer dizer. dos seus pais e de seus governantes.

    Acredito fielmente nisso e assim passei para meus filhos que possuem as mesmas atitudes e nunca me trouxerem qualquer problema.

    Ao ouvir a história contada pelo inteligente Marcio Etiane, a quem ouço sempre no LexCast, sobre o espanto de seu amigo da Polônia ao vê-lo tomar uma cerveja antes de dirigir, fiquei meio confuso quando o amigo advogado disse que essa atitude se deve à CONSCIÊNCIA que eles têm, mas, no mesmo texto, disse que lá na Polônia “a multa é altíssima, dá prisão e o cara ainda tem que prestar serviços comunitários”!!!
    Conclusão: também são mal educados como os brasileiros porque só adquiram essa “CONSCIÊNCIA” por receio às punições.

    Abraço a todos.

    • Randal Bergamasco

      Também tenho amigos neozelandeses que não saiam de casa por lá porque direção e álcool é expressamente proibido na lei local. Porém, lá tinha fiscalização: segundo eles, era impossível não ser parado por uma viatura durante a noite.

  • rafael colferai

    Apenas quero dizer obrigado pelo Cast, por trazer assuntos polêmicos e também diferentes pontos de vista sobre o mesmo. Parabéns pelo trabalho, e por favor, não parem de prestar esse serviço para a sociedade, que é fazer as pessoas pensarem e refletirem sobre seus próprios pontos de vista.

    Vlw Na Porteira!

    • Randal Bergamasco

      Obrigado, Rafael!

  • Pela primeira vez na história dessa industria vital venho fazer uma crítica negativa ao Naporteiracast. E mais direcionada ao Randal.

    O posicionamento de ser contra a adoção de uma criança por um casal homossexual é extremamente retrógrada e parece esconder um preconceito homofóbico por trás. Meu querido Randal, sabemos que esse posicionamento existe, principalmente em interiores do Brasil, mas passou do ponto de apenas opinião, isso lida com direitos desses casais.

    Se você buscar por exemplos de crianças que foram adotadas por casais homossexuais, em países onde é permitido, eu desafio a encontrar um caso mal sucedido. É tanta burocracia, tanto esforço para conseguirem a adoção, que é impossível a criança não ser amada e de forma alguma “mal influenciada”. Até porque homossexualidade não é má influência.

    Uma coisa é fato, ninguém se torna gay ao ver outro gay. Do contrário o mundo seria hétero.

    A gente edita podcast e sabemos que muita coisa que pode gerar coisas negativas são cortadas. Essa deveria ter sido uma delas.

    • Randal Bergamasco

      Quanto a discordar, tudo bem; mas homofóbico? Eu sou contra a adoção nesse momento, como o “AINDA” evidência no podcast. Realmente, faltou meu argumento no episódio. Quanto ao sucesso em outros países – e tenho ceteza disso – pesquise primeiro o fator preconceito e tolerância dessas sociedades. Já argumentei acima o por quê dessa minha posição. Quanto a cortar essa parte na edição, só quis mostrar minha opinião. Mas nos dias de hoje, qualquer adendo que você fala sobre o assunto te torna homofóbico. Uma pena.

      • Randal, eu taxei você de homofóbico. Eu disse que esse tipo de opinião esconde parece esconder uma homofobia no fundo.

        É similar ao cara dizer aos quatro cantos que não é racista, mas na rua ao ver um negro vindo em sua direção ele mudar de calçada por achar que é um ladrão. É inconsciente.

        No cast você falou que não sabia o suficiente para ter uma posição a favor. O Marcio Etiane deu mil argumentos. E como ele disse, só precisa refletir.

        • Randal Bergamasco

          Isso é taxar de homofóbico sim. E como dissemos no próprio podcast, é difícil portar sua opinião numa sociedade que, caso você apresente qualquer ponto contra, você é taxado como intolerante. Acredito que várias pessoas devem rever esses conceitos de intolerância.

          • Me desculpe se fui agressivo no comentário. =)

            Meu ponto de vista é de que ser contra algo que beneficie pessoas, ainda mais no ponto que você em nada será prejudicado, não faz sentido.

            Apesar da minha crítica negativa, tô gostando de ver o debate em diversos lugares além do site.

          • não acho que o Randal seja homofóbico.

            o que ocorre é que sempre depois do “não sou…MAS,,,” vem alguma coisa homofóbica, machista ou racista como se colocar o ‘não sou’ fosse uma licença para poder usar um comentário deste tipo.

            não é e na verdade, deveríamos nos policiar sobre isso porque se alguém se ofende, talvez tenhamos que nos empatizar com ela e tentarmos entender porque ela se ofendeu. e isso não é fácil, leva tempo e muitas quebras de paradigmas.

            não são sobre isso as discussões? querer levar uma mudança ou novas idéias para os outros? e por que não mudarmos nós mesmos e procurar ‘compreender’ porque o outro se ofendeu.

            gosto de pensar que estou pelo menos tentando ser melhor e isso ficou claro para mim no episódio. que não tem nada escrito em pedra e o Rands está tentando entender esse monte de mudanças sociais, como todos nós.

    • Oleno Petrere Ndox

      Discordo chefe.

      sinceridade e transparência são o que diferenciam um bom comunicador de um bunda mole na minha opinião. se for pra ficar sempre naquele tom morninho, nem se posicione na minha opinião.

      o grande problema é que vivemos num pais onde tudo é flaflu, a gente ainda não se acostumou a ouvir opiniões divergentes, a fazer auto-crítica e etc.

  • Caco de Paula

    Eu postei isso no grupo do Facebook, mas como nem todos fazem parte do grupo, vou colar aqui o texto que postei lá:


    Randal, eu confesso que quando ouvi você expressando sua opinião soltei um sorriso de canto de lábios. Explico por quê:Acompanho o NPC desde o episódio #3, assim como interajo contigo nas redes sociais. Isso já me basta para saber que você não é nenhum pouco homofóbico. Não sou homofóbico e não vejo problemas na união homo-afetiva nem na adoção de crianças por estes casais, porém, gostei de ver que você expressou A SUA OPINIÃO! Isso é fundamental! Eu posso dizer em público que não tenho nada contra os LGBT, porém, se eu disser que sou heterossexual, automaticamente sou homofóbico. Estamos em um momento que ninguém pode ter opinião. E se as tiver, deve guarda-las como se fossem um segredo! Não sou precoseituoso, porém, não teria uma relação com alguém do mesmo sexo! Isso me faz homofóbico??? Achei nobre sua explicação acima, porém, desnecessária. É sua opinião, não foi ofensiva e você tem TOTAL direito de expressá-la. Se a opinião do – pessoal – do podcaster faz alguém parar de ouvir o programa, esta pessoa deve abandonar por completo a mídia. É impossível concordar com tudo! Uns podcasters são cristãos, outros ateus, outros judeus, outros agnósticos… E agora? Paro de ouvir todos que não creio no mesmo que eu, pois, em algum momento eles podem expressar sua opinião pessoal em forma de comentário, mesmo sem ser ofencivo? Parabéns por ter dado sua opinião (concordando eu com ela ou não). Parabéns por não fingir ser o que você não é. E lembre-se: – Você não é CULPADO por hetero e branco, e isso também não te impede de falar para gays ou negros!

    Abraços!

    • Randal Bergamasco

      Obrigado, Caco. E, definitivamente, você entendeu perfeitamente o que eu quis dizer.

    • Faz muito sentido.

      Parece que ter uma posição NEUTRA já é ser Homofóbico.

      E se sair por aí dizendo que EU PREFIRO SER HETEROSEXUAL então… aí já vai se enquadrar em algum tipo de grupo de extermínio.

      O que não entendo é:
      Por que o assassinato de uma pessoa homossexual é mais repudiado pela sociedade do que o assassinato de um heterossexual?

      E se for ao contrário? Como fica?

      • Igor

        Pq querendo ou não, heteros não sofrem nenhuma violência por ser hetero. Não se tem notícia de um hetero ter morrido por ser hetero

  • Lucas F. Zurwellen

    Boa pessoal, ótimo programa.

    Expressar sua opinião é muitas vezes mal visto atualmente, sem contar os xiitas que não gostam das opiniões alheias, não tem opinião própria e são contra aceitar qualquer linha de pensamento.

    Vejo muito isso, sou um pequeno formador de opiniões no que tange a cerveja artesanal e variações no Brasil. Conheço pessoas que me seguem só pra ver o que eu digo sobre determinado assunto e isso as vezes até me assusta, pois é uma responsabilidade grande.

    Costumo ser ponderado, analiso ante de falar e apresento dois pontos, negativo e positivo, quando é pertinente. Porém diversas vezes sou xingado e criticado supostamente defender algo que a outra pessoa toma como vdd absoluta a negação pelo assunto. Caso pratico é quando eu falo da empresa AmBev, com as recentes aquisições dela no mercado de cerveja artesanal e o que isso representa para o mercado atual.

    Temos milhões que pontos para analisar mas os haters simplesmente preferem o lado fácil e criticar. Olha realmente é difícil argumentar com alguém que fala com a parede e neste caso não sou eu falando com ela.

    Enfim, opinião cada um tem que ter a sua, por tanto que consiga fazer uma avaliação de pesos, igual o caso da adoção sitado no programa. Tem que se pensar muito além, se colocar no papel do caso e sair da zona de conforto.

    Em relação ao exemplo do governo “tomar conta da saúde”, acredito que toda ação é válida se ela de fato traz comprovadamente algum benefício para a saúde pública. O caso do cigarro é uma realidade, o consumo diminuiu em muito, a exposição a este então nem se diga e em futuro quem sabe a área da saúde poderá concentrar forças em outras doenças que não sejam as causadas pelo cigarro. Quero dizer com isso que com ações “globais” o governo pode ajudar na saúde e concentrar força aonde ele não pode interferir, concentrando recursos que antes iriam para o cara que escolheu destruir o pulmão para alguém que nasceu com um problema no pulmão.

    Bom mas opiniões cada um tem a sua!

    Abraços

    • Randal Bergamasco

      Você se lembra que durante o episódio eu reclamei dos vários “xiitas” que querem impor padrões? Quando um defensor de algo parte pra esse lado – deixando muito, muito claro que não são todos – se tornam tão intolerantes quando a suposta intolerância que eles combatem. Paciência.

      • Lucas F. Zurwellen

        Exatamente, assim e o pior que tem cara por trás disso que faz isso por prazer e este realmente não ajuda em nada numa discussão.

    • Oleno Petrere Ndox

      Eu entendo teu argumento, mas ainda sim acho que deve-se respeitar em última instância o livre-arbítrio.. como disse no cast, se o Estado me tributa em mais da metade da riqueza que eu produzo com a promessa de me fornecer tratamento, ele que o faça, ou que não me tribute pra isso.

      já pensou se amanhã eles decidem que bebida alcoólica é ruim e pra diminuir doenças e violência vão proibir o consumo? não faz sentido.

      Abraço!!

      • Lucas F. Zurwellen

        Essa parte da tributação que é o gargalo no Brasil, por que é difícil de ver o retorno do que pagamos. Acredito que se fosse mais transparente e claro que o tributo está indo aonde deveria o controle pelo governo seria mais bem visto. Talvez não seria o caso de proibição, mas como no exemplo do cigarro na Alemanha, uma forte tributação em cima desta para justificar que você será tratado caso aconteça algo mas vai pagar caro por isso por que foi sua escolha se prejudicar.

        Contudo, antes de proibir tem que haver um consenso, quase que mundial, de que aquilo realmente faça mal e bata 3x vezes na madeira pra não proibirem a cerveja rs.

        • Oleno Petrere Ndox

          éééé, ta vendo, no dos outros é refresco rs.

          mas então, é exatamente disso que eu falo…. e olha que eles podem usar o mesmo argumento do cigarro…. faz mal, gera mto custo pro sus e com certeza o número de mortes causadas direta ou indiretamente pelo álcool (seja por doenças, violência, trânsito e etc) é bem maior que o do cigarro…

          por esse tipo de coisa que eu acho que o Estado nunca deve decidir isso por todos…. senão daqui a pouco estamos todos escravos de meia dúzia de caretas que vão dizer o que a gente pode ou não fazer

          • Lucas F. Zurwellen

            Vdd, tendo a concordar em boas partes.

    • Oleno Petrere Ndox

      outra coisa que esqueci, quanto a sermos formadores de opinião, eu também me preocupo com isso, mas penso que antes de qualquer coisa que possa pautar minhas opiniões eu devo ser sincero com o público e sempre me posicionar com firmeza e ter argumentos que sustentem minhas posições, haters sempre existirão, mas ao fazer isso, fazemos com que pessoas reflitam sobre o assunto e independente delas concordarem comigo ou não, um bom debate é sempre bom pra todas as partes e ao ver is comentários desse cast como estou vendo aqui já fico com a sensação do dever cumprido. :p

      • Lucas F. Zurwellen

        Ah sim concordo, primeiro eu defendo o meu ponto de vista mas eu gosto de sempre colocar em pauta a ponderação, pró e contra, principalmente em relação ao o que eu disse e em contra argumentação.

  • leandro flaiban

    Olá, sou médico e tenho 37 anos. ouço o npc há pouco tempo mas já ouvi muitos programas e gostaria de dar os parabéns pelo programa . quanto à questão da homofobia o mais correto seria esse assunto ser ignorado, explico, deveria e creio que no futuro será, tratado de uma forma tão insignificante quanto se vc gosta ou não de um alimento ou qual é a sua cor preferida. com o avanço da sociedade e educação das pessoas espero que evoluamos para uma sociedade onde os direitos individuais são tão óbvios que não entram mais em pauta. e hoje em dia já creio que o melhor posicionamento seja esse , quando o assunto chega a mim deixo bem claro que acho um absurdo alguém achar que tem direito de ter uma opinião sobre o que outra pessoa vai fazer com o próprio corpo.
    quanto às redes sociais, abandonei todas, adoro cultura geral e discutia os mais diversos temas principalmente no Facebook , porém , quando ficou muito evidente como as pessoas são movidas por paixões e não estão abertas a mudança de opinião mesmo que encurralada pelos argumentos perdi o tesão pelo ambiente da rede. Não acho que a rede muda as pessoas, porém ,como as pessoas acabam ficando muito tempo conectadas elas acabam relaxando e deixando transparecer suas reais opiniões. e como temos acesso a esses pensamentos aos montes acabamos percebendo mais rapidamente a dinâmica de cada indivíduo. antigamente era muito mais difícil conseguir traçar o perfil de uma pessoa e saber detalhes de como está se comporta que hoje.
    Obrigado pelos podcasts.
    leandro

    • Randal Bergamasco

      Sabe, Leandro, eu acho que estamos em constante mudança de opinião. Eu mesmo sou completamente diferente do Randal de 10 anos atrás. Sabe o que proporcionou isso? Sempre gostei de ler e falar sobre tudo; resumindo, o que me mudou foi o DEBATE. Sou aberto sim a novas ideias, argumentos, qualquer coisa discutida de maneira civilizada. Mas imposições do tipo “não, você está errado e eu estou certo”, ou “você é isso ou aquilo”, aí você me perde. Radicalismo não é debate, é imposição. Obrigado pelo comentário!

      • leandro flaiban

        Olá randal, sou uma pessoa sem convicções rígidas.nao acredito em nada que as evidências científicas me contradigam e frequentemente mudo radicalmente de opiniao após uma boa conversa. o que me cansava na rede social é que muitas vezes eu percebia que poucas pessoas são assim abertas ao debate. dessa forma eu me divertia com o exercício de dialética mas me decepcionava muito com pessoas conhecidas . comecei a ver que não dá pra discutir temas polêmicos com muita gente e meu tempo era mal aproveitado.
        creio que foi nesse ponto que vc viu radicalismo na minha opinião. Não?
        grato

  • Opa,

    gostei do episódio. parabéns.

    realmente posicionar-se atualmente parece um problema mas sinto falta disso. mas não apenas ser ‘do contra’ e sim ter inteligência para debater, trazer pontos de vistas e posicionar-se.

    nessa época de ‘felipe netos’ , fica vociferando igual a um cachorro louco ta fácil, afinal, falar até o papagaio fala. ter conteúdo e EMPATIA, é outra cerveja.

    sdds do area freak e q bom que o oleno participou desse. volta logo oleno!

    • Randal Bergamasco

      E se continuar desse jeito, a tendência são as pessoas se posicionarem cada vez menos. Há assuntos que são “proibidos”, e isso é péssimo até para o desenvolvimento da sociedade.

      • sim. e dá espaço para as piores pessoas possíveis. e estas vão ganhando mais espaço justamente porque povim tem preguiça de pensar e raciocinar. ainda bem que evoluímos, senão seríamos proibido de tomar frozen de manga até hoje.

    • Oleno Petrere Ndox

      Valeu cara!!!

      estou no processo de voltar.

      Abraço!!!

  • Apesar de discordar em alguns pontos e concordar em outros, curti o episódio. É importante expressarmos nossas opiniões e debatermos, algo que não vemos nas redes sociais, onde as pessoas simplesmente vomitam ideias e se agridem através do teclado. Temos que conversar sobre a atualidade e entender o que o outro pensa. E se não aceitar, bom, respeite. E escutar o episódio 63 do NPC para verificar as fontes antes de compartilhar hehehe

    E sobre os péssimos argumentos utilizando a Bíblia (veja que o péssimo é minha opinião ehehe), deixe-me dizer o que Jesus faria diante das questões políticas referente ao casamento homossexual: nada. Nem a favor, nem contra.

    Abraço
    EddieTheDrummer (PADD)

    • Randal Bergamasco

      Você tem – aliás, DEVE – concordar ou não com os argumentos religiosos apresentados, Eddie. Aqui não vigora nenhuma ditadura de opinião e tem o direito de ter suas próprias convicções. Esse é um direito humano primordial.

      • E isso é o que eu mais gosto no podcast de vocês Randal, o respeito, indiferente do assunto. Vocês debatem, claro, mas há uma busca pelo entendimento, mesmo que cada um continue com sua opinião. Por isso disse que, mesmo discordando em alguns pontos, curti. Discordância instiga a busca pelo conhecimento e desenvolvimento 🙂

  • NPC com cara de Mamilos. E isso não é uma crítica, é um elogio. Gosto muito Pautas Quentes e acho que vocês acertaram na escolha da pauta e isso mostra que o Na Porteira também pode se aventurar neste terreno inóspito Independente de eu concordar ou não com o que foi dito, ouvir PODebates como este sempre me enriquecem. Vi que o debate nos comentários está fervendo, mas não sei se tenho a agregar com a minha opinião, pois eu não diria nada diferente do que já foi dito por aí. Só acho que o Randal não pode desanimar fazer programas como este porque o debate é bacana e o nível da discussão foi bem legal. Aguardo ansioso pelos próximos.

    • Randal Bergamasco

      Certamente teremos outos episódios nesses moldes, Varlei. Obrigado.

    • Oleno Petrere Ndox

      eu costumo dizer (por normalmente ser sempre minoria nos debates onde participo) que se eu conseguir fazer com que as pessoas reflitam sobre o assunto eu já estou satisfeito. concordar ou não comigo é completamente irrelevante pra mim. e ao ver a galera debatendo com respeito aqui nos comentários fico com a sensação de dever cumprido ^^

      abraço!

  • Renato Moraes

    POhhha… que programa fantástico esse… gostei muito mesmo. Todos os posicionamentos são interessantes, o Etiene arrebenta mesmo, não desmerecendo a opinião de vocês, gostei de todas e respeito ambas. Fiquei curioso sobre o podçast gravado pelo Oleno sobre a adoção citada neste cast, existe alguma forma de ainda ouvi-lo? Procurei, mas não encontrei. No mais, parabéns pelos excelentes temas discutidos. Abraços…

    • Randal Bergamasco

      O Área Freak (o site do Oleno) está temporariamente fora ar. Deve voltar em breve e quando estiver no ar, não deixe de ouvir.

    • Oleno Petrere Ndox

      o site deve voltar ao ar essa semana ainda, assim que voltar volto aqui e te aviso

      abraço!!!

  • Homero Luz

    Olá primeiro otimo programa e os comentarios estão em um nivel muito parecido, tomara que eu não passe vergonha, bem vamos a uma opinião minha que é discordante das demais sobre a lei seca, eu trabalho no transito direto em curitiba que para muitos e exemplo de transito e transporte organizado então minha opiniao e bem parcial como todas.
    Sou a favor da lei seca so acho que deveria ter mais fiscalização pois eu mesmo dirigindo muito nunca fui parado, agora claro como todos os participantes gosto de uma cerveja mas a muoto tempo nao bebo fora de casa tenho medo de fazer uma merda no transito.
    Quanto a um limite que pode se beber sem alterar acho complicado pois cada pessoa reage diferente entao o nivel zero se justifica, acho embriagado forte podia ser utilizado motorista ingeriu álcool.
    Quanto ao transporte realmente e um problema aqui em curitba que para muit9s e modelo nao funciona na madrugada e mesmo durante o dia as empresas de onibus tiram onibus das linhas ao seu bel prazer. Mas transporte coLetivo e outro bom assunto abraços

    • Randal Bergamasco

      Como não acrescentar? Você trabalha com trânsito, poxa! É bem-vindo!
      Quanto a Lei Seca, eu sou a favor da aplicação da punição, mas, como eu disse, acho ela impraticável. Um dos problemas é exatamente a falta de fiscalização apontada por você. Ela existe, mas não acho que o Estado consegue fazer vale-la de verdade. Obrigado!

  • José Lages

    Prezado Randal,

    Ouço o podcast há muito tempo já. Como viajo muito sozinho de carro, é uma ótima companhia, faz o tempo passar bem rápido e ainda me informo bastante.

    Como o comentário é o salário, vai o meu pagamento (ironia):

    Parabéns pela coragem de fazer um podcast com cérebro do meio do nada, do fim do mundo. Também moro no fim do mundo, em Araraquara, portanto sei como é.

    Neste episódio específico a coragem ficou não só por discutir estes temas como vir aqui responder estes comentários malucos e sem embasamento (talvez o meu também seja hehe).

    Quando o convidado falou sobre as cartas de paulo, por exemplo, já imaginei a avalanche de comentários raivosos. Não concordo com absolutamente nada do que ele disse, mas não me importo nem um pouco com o fato de ele ter essa opinião.

    A única coisa que me incomodou de verdade foi quando você disse ser contra a adoção por casais homoafetivos. Os dois convidados foram além de colocar suas opiniões, mas argumentaram de um forma como se você estivesse errado. Colocaram como se você tivesse essa opinião por desconhecer a realidade da adoção no Brasil etc.

    Aí é que me incomodo. Quem se diz tolerante e que aceita opiniões diversas não fala como se o outro estivesse errado, mas tenta argumentar para fazer o outro refletir. Argumentos do tipo: “Se você conversasse com alguém que trabalha com isso…” “Se você soubesse o que acontece quando a pessoa…”. Esse tipo de coisa é o nascedouro da intolerância, pois parte do princípio de que elas estão certas e o outro é que não consegue ver o certo. Não há um certo e outro errado. são duas visões distintas de acordo com a vivência e princípios de cada um. E, infelizmente, não achei que os convidados agiram assim.

    Para finalizar, serei meio intrometido, mas você nos deixa à vontade: Gostaria de sugerir conteúdo como o do podcast da Alemanha. Falar sobre um País específico acho muitíssimo interessante. Minha esposa adora esse tipo de conteúdo que deixa nosso mundo maior ao final de ouvir!

    Ouço agora uma música ao fundo….

    Grande abraço!

    • Randal Bergamasco

      Tudo bem, Lages?
      Quanto ao caso do discurso dos convidados a respeito da minha posição, não concordo com você, pois acho que ambos embasaram-se muito bem. Acredito que um debate é feito exatamente disso, ou seja, cada um demostra suas impressões. Não achei que ambos tentaram impor suas opiniões, muito pelo contrário, eles argumentaram. E por isso que esse episódio foi um sucesso, pois demonstrou pluralidade.
      Quanto ao conteúdo solicitado, posso apenas mandar um leve spoiler: em nossa edição 66 (daqui dois programas), visitaremos uma região do planeta que gera bastante interesse das pessoas. A gravação já está marcada e garanto que você e suas esposa irão curtir.
      Obrigado!

      • José Lages

        Valeu Randal! Infelizmente essa pluralidade vem sendo dominada pelo “politicamente correto”. Fiquei feliz de ver o Oleno defendendo o direito de ele fumar. Não fumo, não gosto de cigarro, mas acho que assim que formamos nossa opinião, ouvindo opiniões “contrárias”. Mais um ponto para o Podcast.

        Só me estendendo mais um pouquinho…

        Em certo momento do Podcast foi discutido como as radicalizações são importantes. Não para dar tudo que um grupo radical pede, mas para dar luz aos direitos que essa parcela da sociedade reivindica. É claro, que nesses discursos há exageros (como dos grupos GLBT) mas são importantes para chegarmos ao meio termo, ao mais justo.

        Disse tudo isto, porque é essa minha justificativa por ter votado no Bolsonaro (nasci no Rio, ainda voto lá). É óbvio que não concordo com seus radicalismos, principalmente no tocante à ditadura militar, mas ele faz um contraponto ao pensamento esquerdista dominante. Como foi o caso das apostilas educacionais chamadas pejorativamente de “kit gay”. Não fosse seu contraponto, este exagero (na minha opinião) estaria nas escolas hoje. Portanto, vejo esse exemplo como típico caso de um extremo controlando o outro, e, no fim, chegando ao meio termo. Hoje não temos o “kit gay” e temos o casamento civil homoafetivo.

        Só falei tudo isso, porque estava meio engasgada essa minha opinião. No trabalho, quando comentava que votei no Bolsonaro, já me fuzilavam e nem queriam ouvir minha posição. Uma opressão muito forte.

        Grande abraço!

    • Oleno Petrere Ndox

      Fala José!!!

      Bom primeiramente gostaria de dizer que fico feliz que tenha gostado da nossa discussão, mais importante que convencer as pessoas, eu me sinto satisfeito se tiver conseguido gerar reflexões sobre os temas que abordamos.

      Quanto ao caso da adoção, sinceramente minha intenção não foi de forma alguma no sentido de repreender ou recriminar a posição do Randal, ele me conhece e sabe bem disso, se por um acaso passei essa imagem me desculpe, não foi intencional. é que este ponto específico da adoção é um tema que tenho bastante zelo pois fiz trabalho voluntário em abrigos e acompanhei de perto essa realidade (além de gravar um podcast sobre o assunto).

      De qualquer forma, se foi essa a impressão que passei, desculpe, fica como alerta para próximas gravações

      Abraço!.

      • José Lages

        Valeu Oleno, é por isso que comento pouco nessas “mídias”. Tento dizer uma coisa, aí já entendem de outra maneira, e aí a mariola desanda. Por esse motivo que ouço os podcasts “calado” e prefiro não comentar. Te entendo perfeitamente. E desculpe se fui eu que não compreendi direito. Grande abraço!

        • Oleno Petrere Ndox

          relaxa cara não tem motivo pra se desculpar!!! e não fique no anonimato, pode comentar sempre, uma das coisas mais legal pra quem faz podcast é olhar pra uma área de comentários cheia e civilizada como ta rolando aqui!!! Randal ta de parabéns!!

  • Kika

    Raramente comento no site (sou mais adepta aos comentários do Facebook), mas tive que passar aqui pra dar meus dois centavos.

    Somente agora terminei de ouvir o episódio (tava de ferias e só observando a polêmica), e gostaria de apontar algumas coisas. Hoje em dia, especialmente com a internet, as pessoas confundem liberdade de expressão com a obrigação de emitir sua opinião sobre TUDO. Especialmente sobre assuntos os quais não tem o menor conhecimento. Além disso, aliados a uma suposta anonimidade na internet, acabam soltando toda a sua intolerância e desrespeito juntamente com essa falta de informação.

    Gostei bastante do tom civilizado e tolerante do podcast, hosts e convidados. Como sempre, o NPC esta de parabéns. Discordo de varias coisas que foram ditas ali (como no caso do Randal e a adoção de crianças por casais homossexuais – a sociedade não muda com debates e sim com transformações praticas, na minha opinião – fim da escravidão, casamento inter racial, direitos das mulheres…) mas como não vivo em uma bolha – ainda bem – faz parte do meu exercício de cidadania conviver com posições diferentes da minha.

    Isso dito, minha posição sobre a liberdade de expressão mudou um pouco depois que sai do Brasil. Morando nos EUA aprendi o que significa liberdade de expressão SEM LIMITES. Um pais onde a Suprema Corte defende o direito de organizações como a KKK – Ku Klux Klan de não só existirem, mas se manifestarem e incitarem o ódio contra raças inteiras me fez querer um pouco mais de limites. Aquela expressão “Posso não concordar com o que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo” não condiz mas com o que penso. Passei a julgar mais as pessoas pelo que elas pensam ter o direito de dizer. Isso e meio triste, pois sempre fui uma ardorosa defensora das liberdades. Mas enfim. Essa sou eu agora.

    Mais uma vez, parabéns a todos.

    • Randal Bergamasco

      Mais do que um exercício de cidadania, Kika, você deve sim expressar sua posição a respeito de alguns assuntos. A grande maioria da população é contra a união de pessoas do mesmo sexo, quiçá a adoção. Assim, acredito que, na verdade, deve haver a junção de ações práticas e, principalmente, o debate. Você já imaginou quantas pessoas têm a mesma opinião apresentada por mim, ainda estão formando sua opinião sobre o assunto (assim como abertamente eu expressei) e estão tendo contato com argumentos contrários? Isso fomenta a reflexão! Imagino que, para esses casos, o debate é necessários. Porém, para aqueles totalmente intolerantes e nem disposto a conversa, pra esse só leis mesmo. E isso já está ocorrendo gradativamente, pois leis que regulamentam o casamento gay e a adoção já mostram essa evolução. Confesso que, devido aos vários fortes argumentos apresentados aqui pelos ouvinte, não me pronunciaria mais dessa maneira. E muita coisa que não dá pra deixar de levar em conta.
      Bem, conversarei mais sobre o assunto no Correio da Roça. E muito, muito obrigado mesmo por expressar sua opinião. Isso é o que definiu o sucesso absoluto dessa edição.
      E quanto a obrigação das pessoas expressarem sua opinião sobre qualquer assunto… bem, isso é tema para outro podcast!

  • Gharcia

    Off Topic: Do episódio 54 até este, 10 episódios. São todos os de 2015 praticamente. Mais ou menos um episódio por mês.
    A média de comentários deste período, gira em torno de 45/50 comentários.
    Este foi 125. Mais que o dobro. Quase triplo da média de comentários.
    E, pelo que vi, boa parte (senão todos) respondidos. E nem foi com resposta simples. Elaboraram textos e talz.
    E alguns últimos comentários com a frase> eu não sou de comentar…
    Este episódio teve algo de diferente? (este é o primeiro que ouvi. Estou na maratona ainda…)
    No mais, parabéns ao Cast e Ouvintes. Não esperava mesmo tudo isto de NPCs. ^_^)/

  • Alex Rocha

    Olá a todos.

    Sobre o cigarro, devo dizer que detesto. Inclusive até pouco tempo fui sócio de uma pequena empresa cujo critério de seleção de colaboradores era o candidato não ser fumante. Por ser um ambiente pequeno, por mais que a pessoa diga que não fuma em ambientes fechados, algumas delas (NÃO TODAS) tem o cheiro impregnado na roupa, no cabelo, no hálito e isso incomoda e muito.

    Não quero ser radical ao ponto de concordar com a proibição do fumo nas ruas, mas em alguns casos não seria má ideia. Vim de Manaus-AM e lá o hábito de fumar não é tão comum quanto o do sul do país, onde moro atualmente. E foi o primeiro choque cultural perceber que em cada 10 pessoas, pelos menos 4 fumam (estatística essa na base do olhômetro).

    Outro dia eu achei o cúmulo, no bosque da cidade, dividir o cheiro do ar puro com o de fumaça de cigarro. Saí de lá muito irritado.

    Por fim, não me interpretem como ofensa ou desrespeito com o que irei dizer: considero que cigarro sempre foi coisa de moleque. Isso porque NUNCA vi alguém começar a fumar depois dos 30 anos. Pode perguntar a qualquer fumante. Todos começaram na adolescência. Justamente aquela fase em que o cérebro ainda está em formação, onde há a necessidade de socialização e, para pagar de bonzão para os amigos ou se infiltrar em um grupo social, muitos adotam o hábito do fumo. Quando se percebe, já está entregue ao vício e o leva para toda a vida.

    Isso vale também para outros tipos de drogas, sejam elas legais ou ilegais.

    Excelente episódio e parabéns pela coragem. Liberdade de opinião é isso mesmo.

    Abraço!

    • Gharcia

      Não havia parado pra pensar nisto. Comecei a fumar com 26 anos e sou a exceção que confirma a regra. Não me lembro de ter conhecido alguém que, aos 30, tenha menos do que 10 anos de vício. Bem observado.

      • Randal Bergamasco

        Você é uma exceção forte, Gharcia!

    • Randal Bergamasco

      Olha, Alex, reforço o seu discurso quanto a idade que as pessoas começam a fumar; eu mesmo tive os primeiros contatos com o tabaco aos 15 anos e nunca mais larguei. Já vi uma matéria (eu procurei, mas não encontrei pra inserir o link aqui) que dizia que dificilmente uma pessoa começa a fumar após os 20 anos. Todos meus amigos fumantes adquiriram esse vício antes dos 18 anos.
      Eu acredito que o tabagismo deve reduzir bastante nos próximos 50 anos. Mas ainda reforço que os fumantes também devem ter espaço para fumar. Aí eu vejo uma enorme dificuldade em chegarmos a um consenso!
      Obrigado por participar do debate.

  • Nilda Alcarinquë

    Olás!

    Demorei a vir opinar aqui, e vou falar de algo que me incomoda sempre que é dito e que pautou muitas coisas neste episódio: a entidade sobrenatural que muitos chamam de O ESTADO
    Ao escutar: O ESTADO não pode me proibir de fazer isso, O ESTADO não pode me obrigar a fazer tal coisa, O ESTADO isso, O ESTADO aquilo…. a única coisa que me vêm à mente que este tal de O ESTADO é um alienígena que se instalou no mundo e, particularmente no Brasil, faz coisas sem que ninguém possa opinar.
    Será que é por ter esta idéia que muita gente só obedeça leis se houver quem as fiscalize? Se não tiver fiscal, pode-se dirigir bêbado, correndo o risco de tornar-se um assassino, pois só de deve obedecer leis se o fiscal estive por perto, e bem à vista?

    Pessoalmente acho esta idéia de tratar O ESTADO como uma entidade sobrenatural e estranha à sociedade como algo extremamente perigoso. E errada também, já que O ESTADO foi instituído por nós mesmos, membros da sociedade.
    Reforçar esta idéia de que ele é um elemento estranho a nós é dar muito poder a quem escolhemos para estar no comando da nossa sociedade. E também é tirar o nosso próprio poder.
    Dá a impressão de que nenhuma lei foi feita atendendo a demandas da própria sociedade.

    Bem, esta é a pequena reflexão que queria deixar aqui.

    abraços

    • Oleno Petrere Ndox

      Ainda que ele tenha essa característica, eu enquanto cidadão e indivíduo n´~ao preciso aceitar tudo que vem dele como sendo legítimo pois afinal o ESTADO é uma abstração que é gerenciada por PESSOAS, então em última instancia, o ESTADO representa interesses de certos grupos e não o coletivo puro como o conceito acadêmico nos diz.

  • Nilda Alcarinquë

    Olá de novo!

    Sobre a tal indústria da multa: felizmente isso não existe aqui em Jandira, onde moro.

    Então o que mais se vê é carro furando sinal vermelho, fazendo barbeiragens e, algo que me irrita e prejudica ao extremo, estacionando os carros em cima das calçadas.
    Na minha rua fazem isso constantemente, o que obriga os pedestres a competirem com os carros nas ruas, o que torna dirigir algo extremamente perigoso nesta cidade.

    Mas como não temos a indústria da multa, nem agente do ESTADO fiscalizando o trânsito, resolvemos o assunto entre nós mesmos. Há questão de uns 2 meses um indivíduo parou o carro bem em cima da calçada do meu portão (que é o de pedestre, já que não tenho carro), de tal maneira que fiquei sem espaço para passar. Quando cheguei, às 22:30 de uma noite fria e com garoa, por pouco não fui impedida de entrar em casa. Tive que fazer malabarismos para entrar. Mas tudo bem, porque estava com tanta raiva que risquei a capô e a porta do tal carro, além de quebrar o espelho retrovisor. Como estava sem meu canivete na bolsa não pude furar o pneu dianteiro.

    Então meus amigos, é assim que resolvemos as questões numa cidade onde além de não haver agentes do ESTADO, as pessoas decidem que só obedecerão as leis se houver um agente fiscalizador bem à sua frente, e que pensarão no individual e antes do coletivo.

    abraços

    PS: na verdade me contive muito xingando no tuíter, porque a vontade era levar meu mini-maçarico pra calçada e colocar fogo no tal carro.

    • Randal Bergamasco

      Mini-maçarico? Juro que eu imaginei isso:

    • Gharcia

      Achei curioso. Entendo que não tenha o CET em Jandira e, sinceramente, não parei pra pensar se existe um CET fora de São Paulo Capital.
      Mas, me impressiona não haver um Departamento de Trânsito (DETRAM?) que receba denúncias. O que me faz pensar que, em sendo contravenção de alguma Lei parar na calçada impedindo a circulação de pessoas, seria possível chamar a polícia?
      A polícia, flagrando ação de vandalismo ou depredação de bem de terceiros poderia dar voz de prisão?
      Situação complicada, sim? Espero que ocorra poucas vezes pra ti. Se possível nunca, de algum energúmeno parar em frente ao teu portão.

  • Henrique Tavares

    Concordaria bastante com o liberalismo se ele não fosse um tanto utópico. Pessoal teria bom-senso e respeito para com o próximo sem lei? Nem sonhando. Mesmo com lei pessoal explode no som alto de madrugada e provoca até alguém ter que chamar a polícia. É cultural, podemos resolver com educação, etc, mas até lá não respeitam sem alguém ter que apontar e dizer que tal coisa é contra lei. Ao mesmo tempo, as coisas só funcionarem por lei talvez seja um vício causado exatamente pela existência delas, mas talvez a partir daqui o assunto se torne mais filosófico.

    Sobre o cigarro, ele é como o som alto: extremamente invasivo, além do cheiro facilmente impregnar nas coisas. Eu sou pessoalmente contra pois meu pai é fumante compulsivo. A coisa que mais me lembra ele é o cheio de cigarro, e acho isso muito triste. Aliás, ele fuma no meu lado independente do problema de respiração que estou tendo, e eu costumo recusar caronas dele porque geralmente chego nos lugares com a roupa já fedida de cigarro, é bem desconfortável. MAS, concordo que poderia haver estabelecimentos onde o fumo é completamente permitido. Eu provavelmente nunca iria nesse lugar, mas nem tudo tem que ser feito para mim.

    Sobre o álcool, realmente há pessoas menos e mais resistentes ao álcool, mas controlar individualmente num registro pessoal de quanto álcool ingerido tá sossegado pra cada um parece um trabalho de outro mundo realizar. E outra característica bem marcante de uma pessoa embriagada é ela estar confiante de que está bem. Cigarro me agride muito mais, mas consumo de álcool é o que realmente pode alterar o estado da pessoa, e a chance de isso causar acidentes e fatalidades a outrem é bem maior do que a maioria dos prazeres auto-destrutivos que todos temos, então acho que a lei seca é bem necessária, mesmo que possa haver as revisões que vocês falaram. Acho que a pessoa pode aprender a não dirigir mesmo, mas realmente deve haver sempre opções alternativas de transporte.

  • Excelente programa!

    O Randal teve a coragem de se posicionar muito claramente em questões em que facilmente seria apedrejado.

    Concordo com as indagações levantadas pelo Márcio e acho que é assim que evoluímos.

    Sou a favor de casamento entre homossexuais e também da adoção de crianças por casais gays. Sempre pensei pelo lado da criança adotada e não de quem viria a ser os pais e mães.

    Acredito muito que isso já faz parte da nossa sociedade a muito mais tempo do que se permitia assumir.

    Não fumo, mas acredito que as regras atuais tendem a marginalizar o fumante.
    Vejo prédios comerciais em SP onde os fumantes devem ir até à calçada para tragar seus cigarros. Acho que isso deve aumentar consideravelmente as chances de roubo.

    Ainda assim, sou a favor de uma educação rigorosa aos jovens para quem possam conhecer os riscos do cigarro para decidirem se querem ou não adquirir este hábito.

    Em relação à beber e dirigir, sou claramente contra quem pratica este ato.
    Acho realmente perigoso.

    O problema é muitas pessoas não sabem a hora de parar. Tenho certeza de que eu poderia consumir uma latinha de cerveja e dirigir sem nenhum tipo de influência.

    Mas existem pessoas que são realmente muito fracas para bebida.

    Além disso, existe ainda mais gente que não sabe parar na primeira ou segunda lata. E depois da 25º não existe mais controle nenhum.

    E assim, os bons pagam pelos maus.

    Novamente, excelente cast! Parabéns!

    aLx
    Os Comentadores

  • 137 comentários?
    Parabéns, Randal… colocando o Disqus para trabalhar bonito, hein?
    Mérito do seu trabalho, cara!

    =)

  • João Victor ‘Snaga’

    Melhor programa do ano. Sem mais.

    • Randal Bergamasco

      Olha, Snaga, eu sou suspeito pra falar, pois gosto de todos! Mas, sem dúvida, é um dos melhores do ano sim.