NPC 62 – Versão Brasileira

Randal Bergamasco 30 de junho de 2015 65
NPC 62 – Versão Brasileira
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Guten Morgen, Good Afternoon, Buenas Noches! E damos o “start” na edição 62 do Na Porteira Cast! E no programa de hoje, Randal Bergamasco (@randalberga) e Alexandre Sacutti (@IzavanSacutti) recebe os “americaníssimos” Igor Alcantara (@Luzzifuge)e Kika Lindoso (@Chef_KikaPDX), além do “teuto-hispaníssimo” Luciano Fernandes (@kleternman) para falarmos sobre TRADUÇÃO. Afinal de contas, como entender e fazer-se entender bem? Quais as dificuldades de transformar algo em outra língua para uma “versão brasileira” compatível? No programa de hoje, entenda o que são falsos cognatos e expressões idiomáticas; saiba quais as principais dificuldades ao traduzir algo; aprenda, de uma vez por todas, por que você deve empurrar a porta indicada com um “push”; falamos também sobre tradução de títulos de filmes ou versões nacionais de nomes de personagens. Além disso, você prefere filmes/séries dublados ou legendados? Isso é um “only” um “kein” resumo do que vamos “hablar” hoje. Enjoy it!

:-: NÃO QUER OUVIR A LEITURA DE E-MAILS? :-:
Caso não queira ouvir o “Correio da Roça”, pule para 17:46 minutos.

:-: SITE DOS CONVIDADOS: :-:
– Igor Alcantara – Site pessoal de Igor Alcantara
– Temacast e Mundo Freak Confidencial – Podcasts onde Igor Alcantara participa

– Blog de Escalada – Revista online do Luciano Fernandes sobre montanhismo
– Tá Na Mesa Podcast – Podcast da Kika Lindoso

:-: COMENTADO NESTE EPISÓDIO: :-:
– Pesquisa NPC 2015 (Encerrada)
– Galera NPC – Grupo do Na Porteira Cast no Facebook
– Série “Saiba o que você está ouvindo” do Galo Frito (YouTube)
– Exemplo de texto em Simple English (Wikipedia)
– Os 100 maiores falsos cognatos em Espanhol (Blog Cultura Espanhola)
– False Friends: falsos cognatos em inglês (Englishtown)
– Airbnb (Site oficial em Inglês)
– 15 expressões idiomáticas comuns em inglês (Englishtown)
– Expressões idiomáticas em Espanhol (Bom Espanhol)
– Você já pode se inscrever para testar a tradução simultânea de voz do Skype (Tecnoblog)
– Traduções bizarras de títulos de filmes (Uol Cimena)
– As 10 traduções mais engraçadas de títulos de filmes (Spark English)
– 16 nome de desenhos que tiveram os nomes alterados na versão brasileira (IG)
– Desenhos animados em espanhol (Blog Aires Buenos)
– Os Muppets: Kermit O Sapo explicando seu nome (YouTube)
– Você sabia que perde 1/4 do filme enquanto lê as legendas? (Megacurioso)
– Duolingo – Android, iOS e Windows Phone

:-: PRÓXIMO NA PORTEIRA CAST: :-:
Previsão da publicação do próximo episódio: 20 de julho de 2015.

  • Renan Cirilo

    Opaaa… ansioso por mais um bom episódio. Baixando agora. Graças ao NPC hoje sei que “klein” é pequeno 🙂

    • Randal Bergamasco

      Espero que tenha gostado!

  • Whatsapp do Costinha

    Baixando agora. Kansas City, 1962

    • Randal Bergamasco

      Kansas City, 1962? Não entendi a referência. Parece até nome de time de Baseball!

      • Whatsapp do Costinha

        Aqueles introdutórios, que são falados em filmes dublados

  • Alex Rocha

    Olá, meus caros. Dei pausa no programa de hoje pra fazer um comentário sobre a propagação do Podcast.

    Acredito que o que falta nessa divulgação da mídia é um pouco de ações dos softwares e app agregadores de feeds e podcasts.

    Isso porque, por mais que explicamos o que é podcast para um leigo entender, é complicado demais explicar o procedimento de ouvir e procurar por podcasts novos.

    Sempre digo para as pessoas usarem o Podcast Addict, que é o que eu uso. Justamente pra facilitar a vida dessa pessoa quando ela quiser descobrir novos podcasts. Mas esse meio de campo entre falar o que é podcast e a pessoa de fato ouvir, ainda está muito embolado e acredito que as empresas desenvolvedoras de agregadores precisam dar uma mãozinha.

    Enfim. Abraço e vou voltar para o cast.

    • Randal Bergamasco

      Eu já penso diferente, Alex: devemos facilitar ao máximo o acesso à mídia. Muitos ouvintes potenciais não dominam tecnologia, e ainda acredito que o mais acessível seria consumir ou pelo site, ou download convencional.
      Bem, esse é um assunto longo. Dá um belo debate!

  • Lucas F. Zurwellen

    Ótimo programa, faz a gente perceber como achamos que falamos bem uma língua e na verdade é só um monte de enrolação. Hahahaha…

    Quando vocês falam do Alemão qual é a palavra que citam como sendo de uso amplo?

    Eu entendi “DOR (DÓHR)” mas não tem isso em alemão, acho que vocês se referiam a “Der (Déhr)”, correto?

    Sobre os artigos Masculino e Feminino no alemão, eu concordo que é bem difícil mas não necessariamente é ao contrário do nosso, rs.

    Portanto o correto é “Das Bier” e “Der Wein”, uma boa ferramenta para saber qual artigo usar é este site:
    http://www.welcherartikel.de/

    Bom é isso, valeu por mais um programa e um abraço.

    • Oi Lucas…. Valeu pela mensagem !!! Então a palavra a qual nos referíamos era “Doch” que por algum motivo eles falam como um erre “delicado”, Diferente do RR forte que usam normalmente.

      Abs

      • Lucas F. Zurwellen

        Luciano obrigado, como falei acima pro Randal, o mais correto é vc arranhar a garganta… pigarrear.

    • Randal Bergamasco

      Como o Luciano já elucidou aqui, a palavra é escrita como “Doch”. Sei que às vezes ela significa “ainda”, “também”, “mas” ou “porém”, nunca faz sentido pra mim!
      Quanto aos artigos em alemão, isso é outra história. Realmente, eles não são necessariamente o gênero oposto; porém, essa dificuldade acontece com frequencia.

      • Lucas F. Zurwellen

        Randal valeu a resposta… agora sim ficou claro qual era a palavra, rs.

        Realmente, “Doch” é versátil mas o CH dessa palavra tem que ser um arranhão na garganta, quase como puxar catarro (eu sei, péssimo mas vdd).

        Por isso não tinha entendido ela mas sem dúvida CH e SCH são as coisas mais difíceis de se aprender no alemão.

  • Mais umexcelente episódio.

    Eu também, apesar de falar ingles fluentemente, prefiro filmes dublados
    E não é por não conseguir ler as legendas, mas sim pelo fatro de que perde-se sim muitos detalhes dos filmes, pricipalmente em filmes de ação.
    Por isso desenvolvi uma “estratégia” para assitir filmes legendados no cinema, que é a seguinte: tento sentar sempre no meio do cinema e deforma que a linha das legndas fique perfeitmente na altura das minha boca de fomra que não seja necessário baixar a cabeça nem devsiar muito o olhar para baixo e assim eu consigo assitir o filme e ler as legendas ao mesmo tempo

    Sobre a gíria “TIRA” para se ferir ‘a policial, essa é uma gíria MUUUUIIIIITTTTTTOOOOOOOO antiga da malandragem e que usava essa gíria era um Tio Avô que foi ivestigador de polícia nentre 1940 e 1980. Foi a única pessoa “de verdade” que ouvi usando essa gíria na vida real.

    • Randal Bergamasco

      Bem, como eu disse no programa, os americanos estão certos: é um saco legendas! Eu prefiro assistir os filmes do que lê-los.

  • Uma curiosidade: vocês já assistiram um filme dublado em portugues com as legendas também em portugues ?
    Jã perceberam que a dublagem não coincide com os textos das legendas ???

    • Hauhauhau sim Márcio. Já vi dublador explicando isso, é preciso sincronizar a fala com o movimento labial, então a frase sofre mudanças para permitir essa sincronização.

      • Ok. Adpatar as palvras ao movimento dos lábios faz todo sentido.
        Mas porque o texto das legendas é diferente do que é falado ? N”ao faz sentido isso.

        • Jessi Zanelato

          A dublagem é feita por uma empresa de dublagem e a legenda por um legender (ou legendador). Por isso, são coisas diferentes.

        • Randal Bergamasco

          As legendas também são adaptadas, Márcio. Mas dependendo do ponto de vista, realmente não faz sentido.

    • Gislaine Caprioli

      Marcio, faltou falar da questão tempo, a legenda precisa ser reduzida porque a capacidade de velocidade na leitura é inferior a da audição. Há várias regras sobre tamanho da legenda e tempo de exibição na tela, por isso vai sofrer muitas alterações em relação ao que seria ouvido (no idioma original e na dublagem).

      Tem um caso especial que acho curioso. A HBO é a única emissora que conheço que permite palavrões na dublagem e legendagem deles. Só que um xingamento na dublagem é sempre mais “forte” do que na legenda. Eu acho que seja por uma regra de que ler p*ta na legenda seja mais forte e chocante do que ouvir esta palavra no áudio. Então nas legendas vemos as palavras “amenizadas”. E também são tradutores diferentes que traduzem ambos os recursos.

  • Se não me engano, quem fala espanhol e está aprendendo português, tem muita dificuldade em falar “Cair no poço não posso”.

    • Randal Bergamasco

      Eu arrisco dizer que é impossível para um hispanohablante dizer essa frase, Emílio!

      • Oi Randal… Tenho até uma lista de palavras que hipanohablantes passa mal… A mais recente é que Confundem Canja com Canjica.

        abs

  • Jessi Zanelato

    Eu ouço o podcast da Kika!!!!! Não sabia que era ela rsrs
    Sobre o episódio, adoro esse tema e ficou ótimo. Me diverti com as versões do Frango Frito!

    • Randal Bergamasco

      Eu até já relatei num episódio anterior, mas também já legendei amadoramente. No passado, alguns amigos conseguiram Dragon Ball GT com legendas em inglês, e eu traduzi vários episódio. É algo bastante legal, aliás!
      Quanto as dificuldades em traduzir piadas, por exemplo, é algo bastante recorrente nesse tipo de trabalho, não é?

      • Jessi Zanelato

        Oi, Randal. É mais recorrente em séries de comédia, que considero o gênero mais complicado de legendar. Até mesmo porque é onde aparecem mais gírias e termos “diferentes”. Então, além de traduzir as piadas, você acaba conhecendo muitos termos novos.
        Fica a dica pra quem quer melhorar vocabulário, façam legendas!

        • Gênero de comédia é bem complicado mesmo, muitas vezes estava assistindo alguma tv show e tive que pausar para procurar por uma determinada frase ou gíria (urban dictionary, um abraço!). Acho que o anime é muito mais difícil, pois eles são cheios de citações à cultura japonesa. Já vi muito anime que tinha legenda (amadora) e notas informativas explicando alguma coisa, seja um evento comum no japão (ex.: Golden Week), ou alguma explicação com algum jogo de palavra (ex. os Kanjis do nome de um personagem são os mesmo para escrever outra coisa). Boa dica! Não só para melhorar o vocabulário, mas pra aumentar o conhecimento sobre uma determinada cultura. =D

  • Filmes dublados seria bom para Cegos e disléxicos. Os cegos porque não veriam as legendas e os disléxiscos tem dificuldade para ler e as legendas porque ficam pouco tempo na tela e eles tem dificuldade de ler. Alias legenda tem o problema da cor. Se a legenda é branca ai passa um carro branco no fundo ai você não consegue ler a legenda. Por isso se tiver de ver legendado que elas sejam amarelas.

    Outro exemplo é o Como se fosse a primeira vez? em Inglês é 50 first times que seria ao pé da letra 50 primeiros encontros. A franquia 007 também tem sérios problemas nas traduções dos titulos exceto nos filmes novos. Robin é Petirrojo. Problema que Dick pode ser pênis em inglês e o Robin é Dick Grayson.

    • Randal Bergamasco

      Rapaz, teríamos uma lista enorme de tradução de títulos de filmes bastante duvidáveis!
      E quanto a preferência por legendado ou dublado, acredito que isso seja bastante pessoal, Rafael. No programa, eu argumentei meus motivos por preferir filmes dublados, mas não vejo problema algum a preferência por legendado. Os próprios convidados preferem filmes com áudio original e com legendas. Aliás, a maiorias das pessoas que conheço preferem as “letrinhas”. É subjetivo.

    • Gislaine Caprioli

      Olá! Queria complementar também sobre filmes para quem tem deficiência visual. Nós temos um recurso chamado audiodescrição. Além do filme dublado, há um audiodescritor descrevendo as cenas para as pessoas (quando dá tempo). Neste recurso, é possível descrever as
      informações que não estão no áudio, como, expressões faciais e
      corporais que tenham significado para quem está vendo, informações sobre o ambiente, indicação do que foi um som (porque muitos efeitos sonoros são parecidos), etc.

      Já eu gostei da tradução do título de “Como se fosse a primeira vez” 🙁 Já me dá uma ideia melhor da perda de memória do que o título em inglês.

  • Alex Meira

    Parabéns pelo episodio, mais de 1h:30m de otimo conteúdo, adorei o tema!!!

    • Randal Bergamasco

      Se curtiu, objetivo alcançado! Valeu, Alex!

  • Daniel Mendonça

    Outro ótimo programa!

    • Randal Bergamasco

      Obrigado, Daniel!

  • Grande Randal, Grande Sacutti!

    Mais uma vez, muito legal o episódio. Gosto muito quando vocês fazem episódios sobre linguística. Aliás, sempre fiquei bastante curioso sobre como surgiu esse interesse da sua parte. A maioria das pessoas normais não dá a mínima para o assunto.

    Fiz Letras, o assunto já me encanta. Nunca morei fora, mas durante um tempo, dei aulas de inglês, o que me colocou em contato com situações engraçadas quando os alunos tentam compreender traduzindo ao pé da letra. Duas delas:

    1 – Turma de básico, turma de adultos, só homens na turma. O texto continha a palavra “teenager” e um aluno perguntou o significado da palavra. Expliquei em inglês, conforme solicitava o método da escola “Dos treze aos dezenove anos”. O aluno pensou, pensou, e perguntou: “NINFETA?”

    2- Turma de avançado (PASMEM): O texto em determinado momento usava o termo Iron Clothes (Passar Roupa). O aluno perguntou: “Teacher, Iron Clothes are the clothes of Ironman?” – JURO QUE É VERDADE!

    Abraço forte!

    • Randal Bergamasco

      Meu interesse por linguística vem desde minha adolescência, é difícil explicar o por quê. Sempre fui uma pessoa multicultural, acho que vem dessa característica
      Quanto a esses “causos” citados, imagino a quantidade deles que os professores de inglês devem vivenciar!

  • Mari Soares

    Estou gostando bastante do Na Porteira Cast! Excelente! Estou muito viciada! Quero ouvir o dia todo, hahaha… O trânsito nunca se tornou tão confortável e bem-vindo. Hahahaha… Ressalto que sinto falta de postcast administrados por mulheres. Não ouço nenhum podcast de origem feminina. Gostaria que existisse ou existissem mais. Detalhe: quando digo podcast de origem feminina não me refiro a assuntos que as pessoas preconceituosas pensam sobre as mulheres, ok, exemplo: cabelos, moda, cozinha, casa… Hahaha… Me refiro a assuntos diversos! Muito obrigada pela companhia diária, Randal! E de alimentar meu cérebro com conhecimento! 😀

    • Oi Mari. Um “podcast feminino” de grande qualidade na atualidade é o “mamilos podcast”, sempre tratando de assuntos mais sérios como preconceito, feminismo, inclusão social, racismo entre outros assuntos polêmicos

      Abraços

      Luciano

      • Mari Soares

        Obrigada, Luciana! Já comecei a ouvir aqui!

    • Jessi Zanelato

      O mamilos é maravilhoso. As meninas são super inteligentes e sabem falar de assuntos super delicados. Outro podcast feito por mulheres é o da Kika, que participou desse episódio do Na porteira.

      • Mari Soares

        Muito obrigada pela dica, Jessi Zanelato!
        Grande abraço!

    • Randal Bergamasco

      Nem deu tempo de eu recomendar o Mamilos Podcast, pois a Jessi e o Luciano já o fizeram! E como a Jessie disse, o Tá na Mesa Podcast, da participante Kika Lindoso, fala de culinária de uma forma diferente. Ficam as dicas.

      • Mari Soares

        Obrigada, Randal pelas sugestões. Já estou acessando todas indicações!
        Grande abraço.

  • Nick Lassard

    Ótimo programa Randal, só gostaria de adicionar uma pérola – a maior na minha opinião-, da tradução de nome de filme: “Cast Away”, no qual o personagem do Tom Hanks, sofre um acidente de avião. Na versão brasileira, parece que foi de navio, pois virou “Náufrago”.

    • Randal Bergamasco

      Eu não tinha ideia disso, Nick. Obrigado pela informação!

  • Ótimo episódio pessoal! O links no post são uma diversão a parte ahahah

    Sobre “pensar” em outra língua, para aprender mais fácil, vejo que é a melhor forma. Fiz um curso de inglês (aulas particulares) por 1 ano e meio onde eu só podia falar em inglês (mesmo no início do curso) e qualquer significado de palavra deveria ser visto no dicionário em inglês. A ideia era bem esse, pensar em inglês. Isso facilita muito. Quando tentamos traduzir, além de perder tempo, nos confundimos em alguns casos. Pensar em inglês é mais rápido e mais confiável, mas é necessário treino.

    Obrigado por mais esse episódio!

    Abraço
    EddieTheDrummer (PADD)

    • Randal Bergamasco

      Pensar em outro idioma é o mais difícil, Eduardo. Quando se atinge esse estágio, daí sim deixamos de traduzir em 3 fases para entender em apenas duas, assim como nós falamos nosso idioma nativo.

  • Lucas Rafael Ferraz

    E aí pessoal!

    Ótimo cast! Custi bastante.

    Olha um exemplo de tradução que me deu vontade de chorar, uma chamada que passava na Warner sobre Big Bang Theory, passava o pedaço de um episódio que o Sheldon está tendo uma discussão com algum deles se múmias poderiam ser consideradas zumbis, e ele diz mais ou menos isso, no original:

    “… like a zombie who has been eaten from the waist down you have no legs to stand on”

    A legenda lia: “… como um zumbi que foi comido da cintura pra baixo, você não tem pernas pra ficar em pé”. Tradução literal.

    “not have a leg to stand on” é um expressão que quer dizer que a pessoa não tem como provar uma opnião, não tem argumentos.

    Esse tipo de coisa é foda, porque fazer uma legenda dessa é MUITA porquice. Traduzir não é transcrever palavras no outro idioma, mas comunicar o que foi dito passando a mesma coisa que o original quis passar, e, no meu entender, muitas vezes é necessário reescrever um texto, não apenas traduzi-lo.

    Qualquer coisa seria melhor que isso, dá pra resolver com “como um zumbi com o cérebro em decomposição, você está falando bobagem”, sei lá, qualquer coisa!

    Sobre aprender inglês, como já comentei isso em outros lugares mas acho interessante, coloco aqui abaixo:

    Eu não conseguia ler em inglês. Era muito vocabulário, e eu queria ficar pesquisando todas as palavras e não ia pra frente.
    Tudo mudou lá por 2008, mas foi vendo seriados. Em 2008, quando eu só estudava pela manhã, e não era uma pessoa muito social (ok, bastante retraído, na verdade), eu assisti seriados o ano todo. Via temporadas em um fim de semana. No final do ano contabilizei numa planilha tudo que eu assisti, e deu um tempo corrido total de 28 dias. Sim, equivalente a eu sentar o mês de fevereiro inteiro vendo séries.
    Pode parecer doentio (e foi mesmo), mas foi MUITO útil. No começo era tudo com legenda em português, lá pro meio do ano comecei a colocar legenda em inglês. No final do ano conseguia assistir várias coisas sem legenda sem grandes problemas. Intensivão mesmo.
    E não fiz isso para aprender inglês, é que me viciei mesmo em seriados. O legal é que eram todos estilos, sitcom, sci fi, criminal, todos mesmo. Britânicos, estadunidenses, todos os sotaques e entonações.
    Depois disso, em 2010, peguei American Gods do Neil Gaiman. E li! O vocabulário e construções de frases e gírias e tudo que peguei nas séries ajudou muito mesmo. Em 2011, já com um Kindle, li MUITA coisa em inglês. A cada livro minha compreensão melhorava. Nesse ano li os 5 livros de GoT.
    De lá pra cá não parei, e hoje para mim é tão natural como ler em português, e estou começando a ler algo em espanhol.

    Enfim, é isso, cada um tem sua trajetória, mas o importante é meter as caras, não se intimidar com o idioma e ir em frente!

    Abraços!

    • Randal Bergamasco

      Como os convidados apontaram, não há dúvidas do quão proveitoso no aprendizado de inglês podem ser as séries e outros produtos audiovisuais.

  • Cláudio Alves

    Randal xou de bola o programa.

    Padrão nota dez.

    Em relação ao filme dublado eu estou contigo cem por cento.

    Manda um grande abraço para o burrinha sacuti kkkkkkkkk, brincadeira.

    • Randal Bergamasco

      Mais um voto para os filmes dublados.

  • Zmaro Sobrinho

    Faltou vcs falarem 2 coisas:
    – O gringo que veio pro Brasil aprender Português e que foi querer dar uma de gostoso e foi corrigir uma criança que em desespero ao ver a mãe que havia caido no chão de bunda pra cima e que não conseguia levantar, gritava na rua:
    – Socorro, ACUDAM minha mãe…
    e dai o gringo falou:
    – Não é ACUDAM e sim O CÚ DA MINHA MÃE…

    Este mesmo gringo ainda passou anos no Brasil e quando pensou que estava totalmente fluente, comprou passagem para voltar a sua terra. Na saída do hotel deu de cara com uma criança que havia acabado de tomar uma ovada dos amigos em virtude de seu aniversário e em prantos a criança dizia:
    – Ô Mõ… ô cômô õ kô tô… (o mãe, olha como é que eu estou)
    Ai que o gringo desesperou pq num entendeu nada…

    • Randal Bergamasco

      Por mais que sejam piadas, isso realmente é bastante difícil no aprendizado do português,

  • Benedito Portela

    oi, muito bom cast! Eu sei um pouco de inglês por causa primeiro pela curiosidade dês de criança e por trabalhar com informática, mas não falo nada, entendo um pouco ouvindo, com certeza leio melhor, e uma coisa engraçada que aconteceu comigo uma vez, foi um vídeo que me mandaram no facebook com duas legendas uma em inglês e mesmo abaixo em português, eu comecei a ver, e meio que distraído, me perguntei, porque eles estão repetindo a legenda duas vezes? só depois que percebi que o cérebro já estava interpretando automaticamente! rs Eu tb gosto de procurar traduções de palavras em dicionários em inglês, tb sei que aqui na cidade vizinha a capital, Fortaleza, tem uma pousada na praia de um canadense que tem este proposito de imersão na língua, lá só se fala inglês, tudo isto ajuda a pessoa que não pode esta num país de língua estrangeira a pratica! As legendas/dublagens dos anos 80 davam uma aliviada forte, pois os filmes sempre tiveram muitos palavrões, “shit” foi muito “traduzido” para “droga”, sempre acha engraçado ouvir o “shit” e a legenda “droga”! rs Prefiro filmes dublado, por querer aproveitar mais do visual do filme, não acho legal aquelas pessoas que menosprezam a dublagem, tem boas e ruins, legendas tb erram muito, áudio original nem todo mundo tem inglês fluente e mesmo assim, o som de fundo pode atrapalhar a compreensão de algumas palavras, então não se pode generalizar!Series, se vc começou com legendado, vá até o fim, é muito estranho vc esta acostumando com a voz original e na dublagem ser muito diferente! Acho que temos muitas dificuldades para alguns tipos de vozes, se conseguir o mesmo timbre do original, então vejo muitos trabalhos dublados por perfil, voz de rapaz, voz de moça, voz de velho, muito comum usarem o Orlando Drummont, e assim vai, funciona, mas fica muito massante, eu as vezes acerto o dublador apenas vendo o personagem! rs
    Valeu!
    Bené

    • Randal Bergamasco

      A dublagem brasileira é uma das melhores do mundo e mesmo com as desvantagens que apontamos no podcast, ainda acho a melhor opção. Entretanto, reforço que essa escolha é muito pessoal.
      Quanto aprender inglês, a internet abriu um leque enorme de opções. E eu nunca tinha ouvido falar sobre esses “internatos” para quem pretende aprender a língua, parece ser bem interessante!

  • Homero Luz

    Ótimo programa como sempre, estava sumido eu sei,algumas considerações, as traduções tem melhorado bastante na minha opinião, uma coisa que vejo são as empresas de distribuição de audiovisual devem aplicar pesquisas para medir seu publico, como nos últimos anos o publico de cinema e TV por assinatura mudou e as empresas tem que agradar a maioria do seu publico, por isso sim existe muito mais dublagens, agora claro tem sempre as feitas as pressas, como a do primeiro livro do Game os Thrones que foi usada a tradução de Portugal m lembro de ler o primeiro livro e encontrar varias palavras utilizadas só no Rio Grande do Sul a unica que lembro é guisado.
    Outra coisa que me lembro é um livro que era usado n meu curso de eletrônica, era um guia de manutenção da marinha dos EUA tinha a seguinte obervação ” quando der manutenção em tubos de raios catódicos sempre descarregue voar para trás” esse voas para trás é o fly-back se usa o nome em ingles mesmo.

    Falando em TV um assunto bem interessante é a história da radiodifusão.

    • Randal Bergamasco

      Pauta anotada.
      Quanto ao “fly back”, esse é o chamado inglês técnico e que traz muita, mas muitas traduções equivocadas. Já vi gente traduzindo “feed rool” (rolo de alimentação) por “comida rolante”, é mole?

  • Diana Costa

    Mais um excelente podcast, Randal. Sinto saudades da época que fiz maratona NPC, rsrsrs.
    Indiquei o programa para algumas amigas minhas, e também para uma professora que inclusive adorou o programa. História e países são meus temas favoritos, por falar em história quando o Igor Guedes vai aparecer?

    • Randal Bergamasco

      Quanto ao Igor, imagino que ele deve voltar na edição 64.
      E obrigado pela recomendação. Acredito que, no momento, é o melhor tipo de divulgação que há!

  • Samuel Paiva

    Sempre divertido!
    Comentando e ajudando no salário…

    • Randal Bergamasco

      Salário recebido. Valeu!

  • Diego Camilo

    mais um cast de excelente qualidade! parabéns randal e sacutti!

  • Vanessa Santos

    Excelente Podcast… mt legal, cheio de conteúdo e curiosidades. Eu destaco a participação da @Chef_KikaPDX, que eu adoro!!! O podcast Tá na Mesa é ótimo e ela deixa o clima mais descontraído. Participe mais Kika!

  • Ricardo Feijo

    Bom aos 29 minutos não pude mais ouvir o programa escutar brasileiro dizendo que não gosta de viver próximo de brasileiro não dá , moro a 18 anos EUA desde de 2001 na mesma casa e não sei quem sai meia vizinhos americanos claro racistas, esses brasileiros que nos gostam de brasileiros deveriam de ser vizinhos do Sr Donald Trump

  • Como sempre, mais um excelente programa! Muito boas as informações.

    Concluímos, na empresa, um curso que nos levou de “completos ignorantes” em espanhol a fluentes. Foi muito interessante.

    Nosso professor fala, mais ou menos, uns cinco idiomas. Alemão e Espanhol incluídos desde muito cedo.

    Conversei muito com ele, uma das informações mais interessantes que ele me deu foi a de que com a internet é sim possível aprender idiomas. Basta que o aluno se esforce e se dedique o suficiente.

    Além disso, a dica de participar de grupos e conversas na língua que se está estudando é uma grande e valiosa ajuda.

    Por hora é só.

    Saludos.

    Hasta pronto!

    aLx

    Os Comentadores