NPC 56 – Alemanha

Randal Bergamasco 27 de fevereiro de 2015 23
NPC 56 – Alemanha
Reproduzir

Guten Morgen! Alles gut? Pois ajeite-se na sua poltrona, aperte os cintos e vamos para mais uma edição especial sobre algum país do mundo. Los geht’s! Nesta edição, Randal Bergamasco (@randalberga), abusando de seu alemão ruim, junto com Alexandre Sacutti (@IzavanSacutti) recebem Elissa Giordano e Rodrigo Gliese, do Canal Alemanizando (@c_alemanizando), além de Celso Fernandes, do blog Batatolandia (@batatolandia) para falarem sobre A ALEMANHA. Nesta edição, descubra por que o nome do país é “Germany” em inglês e “Alemania” em espanhol, tão diferentes um do outro; entenda o por quê dos alemães serem considerados um exemplo no mundo todo; saiba que piadas e memes com nazistas não fazem sucesso por lá. E você sabe o que a Alemanha tem? É um bom lugar pra se viver e trabalhar? Pois prepare seu pretzel e seu Bratwurst, abra sua melhor cerveja e vamos conhecer a terra de Angela Merkel.

:-: NÃO QUER OUVIR A LEITURA DE E-MAILS? :-:
Caso não queira ouvir o “Correio da Roça”, pule para 19:58 minutos.

:-: SITE DOS CONVIDADOS: :-:
– Canal Alemanizando – Canal do Rodrigo e da Elissa
– Batatolandia – Blog do Celso Fernandes

:-: COMENTADO NESTE EPISÓDIO: :-:
– Na Alemanha, mais de 240 mil pessoas boicotam Google Street View (Uol Notícias Tecnologia)
– Deutsch – Warum nicht? (Curso gratuito de alemão da Deutsche Welle)
– Turismo alternativo em Berlim (Canal Alemanizando)
– Como aprender qualquer idioma (Batatolandia)
– Entenda o movimento que pode ressuscitar a intolerância alemã (Terra)

:-: PRÓXIMO NA PORTEIRA CAST: :-:
Previsão da publicação do próximo episódio: 20 de março de 2015.

  • Lucas F. Zurwellen

    Olá Randal e Sacutti, aqui quem escreve é o Lucas Zurwellen, tenho 31 anos e apesar do sobrenome moro na Gde SP.

    Ultimamente estou fazendo uma maratona do Na Porteira Cast, depois de descobrir-lo por uma lista de 10 melhores na opinião do autor e realmente tenho que concordar que é muito boa a qualidade dos programas. Gostaria realmente de ouvir numa periodicidade menor mas eqto eu não escuto todos esse intervalo está ótimo.

    Bom, este ultimo programa foi particularmente muito legal para mim pois meu sobrenome já denuncia as minhas raízes.

    Eu sou brasileiro, filho de pai alemão e mãe brasileira, nascido no interior de SP em Guaratinguetá (por tanto também sou da roça), e fui para a Alemanha aos meus 2 anos de idade, onde permaneci até os 10.

    Atualmente e infelizmente não tenho muitos recursos de ir visitar o países no qual cresci. Vou em intervalos grandes para férias mas em breve espero mudar essa situação e conhecer ainda mais da cultura alemã.

    Crescendo lá tive uma educação bastante diferente e isso acabou sendo bastante impactante quando voltei ao Brasil, que até os meus 10 anos era um país desconhecido e tinha uma língua que eu só entendia mas não falava.

    A adaptação foi rápida e hoje já sou mais brasileiro do que alemão, apesar de realmente preferir o frio e muitas outras coisas por lá.

    Primeiramente tenho que dizer que foi muito bom ter chamado o Rodrigo e a Elissa para o programa, já estou acompanhando o canal deles há algum tempo e quando possível interagindo com eles.

    A escolha das músicas também foi legal, fugindo um pouco do óbvio de Rammstein mas faltando Die Toten Hosen (a maior banda da Alemanha) e talvez um BAP ou Wolfgang Niedecken (rock clássico e um deles cantando em dialeto).

    A região que morei na Alemanha, Niedersachen ou Baixo Saxônia, possui um dialeto (plattdeutsch) que é comum no extremo norte e inclusive sendo bem parecido com um dialeto do holandês, tanto é que em certas partes, como aquela, falando em plattdeutsch eles se entendem.

    Porém como citado no programa, entre regiões os dialetos são tão diferentes que praticamente são outros idiomas, graça a influência gaulesa na Alemanha e em toda Europa, espalhando a língua alemã.

    A rixa interna da Alemanha é mais forte entre Norte e Sul, não tanto concentrada só em Bayern. O que acontece é que o Norte da Alemanha é muito mais “desenvolvido” e tecnológico apesar de ser uma área ainda com muito campo rural. Enquanto isto o Sul da Alemanha vive e respira muito o turismo e passa uma imagem que muitas vezes não é querido pelo restante, algo como temos a rixa de paulistas com os cariocas por aqui.

    Só o fato de se usar aquelas roupas ridículas já é uma questão de desgosto. Pois aquelas vestimentas eram roupas de trabalho do povo mais simples e que acabou virando um simbolo da cultural pop. No norte também se tem roupas tradicionais mas usadas só nas festividades e ao contrário do que se pensa há muitas mas muitas festas tradicionais ocorrendo o ano todo.

    Essa é uma questão interessante para se comparar ao Brasil, que se diz tão festeiro, na Alemanha há pelo menos alguma comemoração (nem que seja no seu convívio social, bairro, comunidade, etc) por mês. São festas ou tradições que sempre são encaradas com muito bom humor e cerveja rs. Meu pai sempre me conta o que eu estaria comemorando se estivesse na Alemanha, seja por eu fazer 30 anos e não ter casado (seria tipo um castigo pra mim mas festa para os outros) ou por que é algum dia comemorativo ou porque alguém casou, etc.

    O Norte é fraco no turismo mas é um grande pólo industrial como citei, o interessante é que como há muitas cidades pequenas e quase interioranas se espera que só se fale o alemão mas ainda assim falar inglês no mercadinho da esquina é uma opção bem válida, inclusive com pessoas mais velhas aprendendo cada dia mais o idioma.

    O ensino da língua inglesa lá é levado muito a sério, começando já no jardim de infância, algo que na minha época ainda não era realidade mas podendo se ver o reflexo na atualidade, você se vira lá só falando inglês.

    Uma das coisas que aprendi sendo alemão é ser direto, não enrolo e falo na cara e por isso sou muitas vezes tachado de arrogante, bravo e insensível. Porém quando as pessoas me conhecem, descobrem que sou alemão, direto e sincero. Rs…

    A intolerância na Alemanha é por grande parte fomentada e de culpa do próprio governo que possui leis muito favoráveis aos imigrantes. O que um dia começou com a invasão Turca, hoje se espalha para diversos povos ao redor e que está literalmente acabando com a economia alemã, que banca o estrangeiro e sofre com a previdência social fruto da reintegração da Alemanha oriental.

    Porém é muito interessante se ver como um país tão pequeno, declarou guerra ao mundo duas vezes, em intervalo curto e quase tendo sucesso. Sou totalmente contra a guerra e o que foi a guerra mas é realmente muito louvável ver o que aquele país fez e como ele se reergueu todas as vezes, se tornando um líder mundial (sem guerra). Em 40 anos a Alemanha do, praticamente, zero se elevou a um nível que o Brasil em 500 anos nem sonha em alcançar.

    Pra finalizar, Randal, em Pilsen na República Tcheca tem um SPA Cervejeiro (Purkmistrde) aonde você pode literalmente tomar um banho de cerveja.

    Bom desculpa o longo comentário mas realmente é uma sensação de nostalgia.

    Obrigado pelo ótimo programa e continuem com o bom trabalho!

    Vistem também minha coluna sobre nerdices de cerveja (sim ouvi o programa muito bom que vocês fizeram) e até a próxima!

    http://www.beercast.com.br/categoria/leia-o-rotulo/cervejopedia/

    • Randal Bergamasco

      Pois fica aqui registrada suas experiências, Lucas. Quanto as leis favoráveis aos imigrantes, acredito que é uma tendência na Europa Ocidental que, sem preconceito da minha parte, vem causando problemas. Mas acho que cada país trata essa questão da maneira que bem entende, não é?
      O tamanho do comentário não importa. O importante pra gente é essa troca se informações. Obrigado.

  • Fernando de Laurentiis

    Falaí Randal e Sacuti.
    Acabei de ouvir o podcast e gostei bastante.
    Meu sogro mora na Alemanha, numa cidadezinha pequena, perto da fábrica da Porsche, fim do no passado ele ficou por aqui uns 3 meses, pra ficar com as filhas e etc e voltou, lógico, se fosse eu, nem voltaria pra cá visitar a mãe, compraria uma passagem pra ela ir lá, me visitar.
    Meu sogro contou q, realmente, é tudo muito organizado lá, tudo, tudo!
    Lá não tem dessa de querer tirar vantagem em tudo, de querer passar perna, efetivamente, outro planeta quase!
    Ele disse inclusive, q nas regiões perto da Rússia, as cidades são bem violentas, talvez por causa da máfia russa, da bandidagem russa.
    Já tive orgulho em ser brasileiro, quer dizer, paulista, brasileiro nem tanto, mas hj em dia, nem paulista, pra te ser muito sincero.
    Quero ver se esse ano dou uma quinada, profissionalmente falando, e quero tentar ir ou pro Canadá ou Alemanha, vamos ver se consigo.
    Eu acho q só ficou faltando falar, neste cast, sobre as agressões (físicas ou verbais) q os estrangeiros sofrem, já ouvi em algum cast q alemães hostilizavam o estrangeiros radicados lá.
    No mais, grande abraço e parabéns pela qualidade reinante dos podcasts!

    • Randal Bergamasco

      Acredito que a maior diferença entre alemães e brasileiros são quanto a suas posturas na vida, Fernando. Como você mesmo disse, lá não existe esse negócio de “jeitinho”.
      Quanto ao tratamento aos estrangeiros, a gente falou rapidamente sim, na segunda metade do podcast.

  • Excelente trabalho de vocês, acabei aderindo ao disqus para facilitar os comentários via app e aumentar minha participação como ouvinte nos cast.

    • Randal Bergamasco

      Pois nossa intenção foi justamente essa, Thiago: facilitar ato de comentar com os Disqus.

  • Olá Randal e Sacutti

    Mais um episódio impecável e dentro do padrão de excelência do “Na Porteira Cast”.

    Pude lembrar do período que morei na Austria, período que fiquei trabalhando por quase um ano.

    Lá, apesar de não ser a Alemanha por assim dizer, pude ter contato com o estilo germanico de ser. A organização obsessiva, a educação e polidez das pessoas e, principalmente, a sensação de uma sociedade que cumpre as regras à risca.

    O sotaque do alemão na Austria é diferenfiado, e às vezes com sotaque diferenciado. Algo como a diferença do português entre o falado no Nordeste e interior do Rio Grande do Sul.

    A culinária com o schinitzel e etc ainda sinto falta. E principalmente o estilo de trabalhar que aprendi, e até hoje influencia meu trabalho.

    Até hoje considero o meu ex-gerente que tive o Melhor que tive, muito pela objetividade, transparência e conhecimento técnico no que estava explicando.

    Porém, na Austria as pessoas não falam muito inglês, somente no meu trabalho. Muitas vezes tive de aprender o Alemão na Marra (o que não é nada negativo) por isso.

    Parabéns pelo episódio.

    • Randal Bergamasco

      Eu não conheço a Europa, mas sempre tratei os austríacos como “alemães do sul”. Acredito que o contato com a cultura germânica deve adicionar muito à vida.

  • angeloisrael

    Agora ficou melhor mandar comentário por aqui, valeu o tema Alemanha

    • Randal Bergamasco

      Que bom que gostou do tema e da implantação do Disqus. Esperamos facilitar pra vocês.

  • OLucasConrado

    Não tenho muito o que acrescentar não. Até porque não manjo tanto assim de Alemanha.

    Mas o programa ficou excelente! E nada melhor do que chamar pessoas que já moram ou moraram no lugar para falar sobre ele.

    E sobre não valer a pena ir só pra Alemanha, engraçado, acho que a Alemanha é o país que tenho mais vontade de conhecer na Europa. Mais do que os mais badalados (França, Espanha, Inglaterra…).

    É isso!

    Abração!

    • Randal Bergamasco

      Sou suspeito para falar sobre viagens. E eu sempre preferi a Europa do que os EUA.

  • Boas dicas pessoal, principalmente sobre a importância de conhecer a Alemanha. Confesso que, se tivesse condições, seguiria a proposta de fazer um tour na Europa, como vocês comentaram.
    Muito bom o episódio e esclarecedor. Parabéns!

    Abraço
    EddieTheDrummer (PADD)

    • Randal Bergamasco

      Ir para a Europa e não conhecer a Alemanha é um sacrilégio! Eu pelo menos penso assim.

  • Jessi Zanelato

    Oba, disqus. Ouvi o episódio quando saiu, mas só agora passando pra comentar.
    No final do ano passado fiz um pequeno Tour pela Europa e passei 3 dias em Berlim. Que cidade incrível. Fiquei com muita vontade de voltar pra conhecer mais da Alemanha.
    Como falaram, em Berlim todos falam inglês, então isso nos ajudou muito durante a estadia. E eles não se incomodam em falar este idioma, diferente dos franceses.
    Moro no Sul, em SC, e aqui a cultura alemã é muito forte. Então o que mais me chamou a atenção quando desembarquei no aeroporto foi ver cuca. A de lá é um pouco diferente, mas já me senti em casa. A comida lá, no geral, é muito boa.
    Uma história interessante, era véspera de Natal e queríamos saber se o transporte público e museus estariam abertos no natal, então perguntamos pro atendente do hostel e ele fez uma cara de espanto. “Por que o transporte não funcionaria no Natal?”. Bom, quase tudo funciona no Natal, eles só fecham as coisas na véspera, depois das 17h.

    • Randal Bergamasco

      …e sem dizer que, na Alemanha, o Natal é comemorado dias 25 e 26 de dezembro. Aliás, vários países também adotaram essas mesmas datas como feriados natalinos.

  • Grandes Bergamasco e Sakuti!!
    Excelente episódio bem ao estilo do NPC, com a qualidade de sempre e convidados muito bons!

    abraço

    • Randal Bergamasco

      Valeu, Seixas!!

  • Armando Galleni

    Eu quando fui em Toronto fiz vários Amigos alemães e suiços, foi de longe a galera que eu mais gostei, eles me zoavam por causa do 7 a 1 e eu zoava assim, pelo menos não perdemos a guerra e eles fechavam a cara hahahaha.

    Eles me recomendaram aprender alemão para conseguir emprego lá e até julho começarei o curso de alemão! 🙂

    óitmo programa Randal!

    Abraços

    • Randal Bergamasco

      Posso te dar um conselho: eu deixei no post um link com o curso da Deutsch Welle. Ele te dá uma boa ideia de como funciona o idioma.

  • Bruno Antunes

    Obrigado por este belo episódio.
    Além de ter sido ótimo, com o tema
    consegui fazer um grande amigo meu começar ouvir podcast. Ele já ouviu
    trechos de outros podcasts como o nerdcast, mas nunca se empolgava,
    segundo ele tinha muita brincadeira.
    Agora já baixou vários NPCs e recentemente conheceu o Telhacast indicado por vocês.

    Um grande abraço Randal e Sacutti.

  • ANDRÉ SANTOS

    Olá, alguém poderia me dizer o autor do Rap em espanhol que toca durante os primeiros minutos do Podcast? A propósito ótimo podcast, primeira vez ouvindo.
    Abraço

    • Randal Bergamasco

      É um grupo porto-riquenho chamado Calle 13, e a música é “Digo lo que pienso”.