NPC 53 – Sobrenomes

Randal Bergamasco 30 de novembro de 2014 68
NPC 53 – Sobrenomes
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E depois das comemoração dos nossos três anos no ar, falaremos sobre algo que você tem, adquiriu do seu pai (e da sua mãe, às vezes), que herdaram dos seus avôs, que receberam dos seus bisavôs e tataravôs e assim por diante. Randal Bergamasco (@randalberga) e Alexandre Sacutti (@IzavanSacutti) recebem o português Pedro O’Portuga (@PedroOPortuga), o filósofo podcastal Márcio Etiane (@aviafilosofica) e o historiador Igor Guedes (@professorigor) para falarmos a respeito dos SOBRENOMES. Você sabe qual foi o primeiro povo a identificar sua população não apenas com uma palavra? Por que sobrenomes dinamarqueses terminam em “-sen”, suecos e islandeses terminam em “-son” e sérvio-croatas tem a terminação “-ic”? No programa de hoje, ouça várias teorias a respeito dos sobrenomes judeus; descubra que seu antepassado pode ter vivido próximo a um rio, vale ou montanha; decepcione-se ao saber a tradução de muitos nomes e sobrenomes; e tente escalar a Seleção sul-coreana de Futebol. Clique então no player acima ou baixe o arquivo para ouvi-lo quando quiser, esse episódio descontraído, com muitas informações e curiosidades.

:-: NÃO QUER OUVIR A LEITURA DE E-MAILS? :-:
Caso não queira ouvir o “Correio da Roça”, pule para 13:50 minutos.

:-: SITE DOS CONVIDADOS: :-:
– Nerdtuga – Blog de Pedro O’Portuga
– Mundo Podcast – Portal onde está hospedado o Telhacast, onde Igor Guedes e Pedro O´Portuga participam
– A Via Filosófica – Blog onde está hospedado o Papo Filosófico de Márcio Etiane
– Lexcast – Novo projeto de Márcio Etiane

:-: COMENTADO NESTE EPISÓDIO: :-:
– Sobre o Nome da Pessoa Humana (texto sugerido por Márcio Etiane)
– Sobrenome – História e Origem
– As origens dos sobrenomes (Nomes e Brasões)
– Sobrenomes Judaicos (chabad,org)
– Cavalcanti: a saga da maior família do Brasil (Aventuras na História)

:-: PRÓXIMO NA PORTEIRA CAST: :-:
Previsão da publicação do próximo episódio: 20 de dezembro de 2014.

  • Jessica Zanelato

    Olá, pessoal.

    Tema super interessante. Gosto de pesquisar sobre a origem da minha família, mas como a maioria dos brasileiros, somos uma mistura tão grande que fica complicado achar essa origem.
    No meu caso, meu sobrenome é Zanelato Soares. Zanelato de origem italiana e Soares portuguesa. Além disso o sobrenome da minha avó paterna é Espíndola (italiano), minha bisavó materna é Gonçalves (português) e meu bisavó materno era Flor (espanhol). Imagino que deva existir mais mistura nessa história, mas não consegui achar.

    • Realmente, é praticamente impossível encontrarmos no Brasil alguém “puro sangue”, ou seja, que não tenha na família pessoas de várias origens. No meu caso mesmo, tenho familiares italianos, espanhóis e portugueses. Na minha linhagem de sobrenome lusitano, nitidamente esses meus parentes têm sangue indígena.

  • Fabio Murakami

    Fabio Massamitsu Murakami, 34anos, op de maq, Nagano, Japao.

    Ola Caipiras intelectuais!!!

    Mais uma vez venho colocar a minha opniao e curiosidades do Japao.
    Talvez posso estar escrevendo bobagem, mas caso alguem com mais conhecimento me corrija por favor.
    Como vcs ja disseram aqui no Jp o Sobrenome vem na frente e o pre nome atras, e no meu caso por ter dois nomes o japones e o brasileiro fica assim Murakami Fabio Massamitsu.
    Uma grande curiosidade sao os estrangeiros q se naturalizaram japoneses, e nao tem nomes japoneses como Alessandro Santos (三都主アレサンドロ), Jogador de futebol naturalizado japones. Como ele e japones o Santos foi escrito em Kanji q so japoneses ou alguns descendentes podem usar.
    No caso de casamento normalmente a mulher recebe o sobrenome do marido, mas ha casos q o homem recebe o nome da mulher, isso normalmente e quando a familia nao tem um herdeiro e claro o pretendente nao pode ser o primeiro filho da outra familia. sendo assim abrindo mao nao so do sobrenome como da heranca da sua familia.
    Em caso de separacao a mulher depois de 1ano ela volta ao nome de solteira, esse tempo e caso ela esteja gravida a crianca possa ter o sobrenome do marido, ou se ela nao quiser tirar o nome do marido ela tem q entrar com um pedido para q possa usar o sobrenome constando q nao ha mais relacao entre eles( nesse caso e mais para quando ha criancas envolvidas)
    O mais engracado e “traduzir” os sobrenomes no meu caso seria “Bairro de cima” (Mura=bairro, kami=cima)e outros como Nakata seria No meio da roca (ou plantacao), Kojima Pequena ilha. entre outros q fica parecendo nome de indio.
    Em questao origem da minha familia e meio complicada, meu avo era outro sobrenome antes de ir ao Brasil, ele foi adotado pela familia Murakami por ser de menor e pelo levantamento q uma das minhas tias fez, antes disso em geracoes anteriores era outro sobrenome por razoes desconhecidas.
    Aqui e facil de levantar o seu historico familiar, o governo ja disponibiliza ate a 3 ou 4 geracao, esse documento se chama Koseki-torom, usado muito em questao de heranca e nos casos de confirmacao de descendencia q seria o caso de muitos imigrantes aqui.
    Uma dica caso alguem queira procurar mais a fundo, tera q ir aos templos budistas de onde surgiu a sua familia.

    Um grande abraco e bons estudos.

    • Bem, você confirmou o que apresentamos no programa e ampliou ainda mais o assunto. Valeu, Murakami!

  • Cláudio Alves

    Sensacional este pod. vcs foram muito bem falando sobre os sobrenomes.

    Este é o meu primeiro acesso ao site de vcs e sou um fã recente, acredito que a partir do npc45.

    não perco nem quero perder nenhum post que está muito bom, pena que vcs entrarão em férias, vamos esperar um tempo maior para ouvir, mas vcs merecem tb, rsrsrs.

    Parabéns.

    para todos vcs.

    • Certamente você é daqueles ouvintes que apenas baixam o podcast pelo seu agregador de feed, não é, Cláudio?
      Eu recomendo acessar o post do episódio, pois há sempre material complementar sobre o tema. Além disso, eu acho os comentários dos ouvintes um espetáculo a parte. Obrigado.

  • Saudações nominais queridos porteiros!

    Aqui é o Alexandre “NerdMaster”, dono/fundador/irresponsável plo Paranerdia, podcaster de 42 anos mas pode me chamar de Alexandre Garcia de Carvalho.

    Como bem mostra meu nome tenho mãe espanhola, Serafina Garcia Martinez, e pai português, Artur Rodrigues de Carvalho.

    Se pegar ao pé da letra meu nome seria Urso da Natureza Protetor do Homem. Alexandre (Protetor do Homem), Garcia (Urso) e de Carvalho (árvore da natureza). hehehehehehehehehe

    Uma curiosidade nominal em minha família está no fato de minha mulher não ter assumido meu nome (não fiz questão) e meu filho não ter todo meu sobrenome pois seu nome é Artur Rodrigues de Carvalho Neto em homenagem a meu pai.

    Uma correçãozinha do que vocês falaram no cast: na bíblia os sobrenomes eram mais comuns da cidade de origem do cidadão e não do nome do pai/mãe. Assim eram Jesus de Nazaré, José de Arimatéia, Saulo/Paulo de Tarso, etc, etc…

    Bom, vou ficando por aqui.

    Vida Longa e Próspera!!

    • Obrigado pela correção a respeito dos nomes na Bíblia, Nerdmaster. Você tem razão, pois os nomes geralmente carregam a origem da pessoa. Muito bem colocado.

      • Cláudio Alves

        Baixo pelo BeyondPod.
        Ainda estou conhecendo, o primeiro foi o Café Brasil, ouço tb a CBN e a Jovem Pan. Tento outros, mas não consigo ouvir mais que 10 minutos. Já me peguei procurando o seu podcast no celular por achar que estava demorando muito para baixar.

        Realmente vcs estão de parabéns, sério e divertido, com pautas muito legais.

        O superpoderes dos animais me rendeu assunto pra mais de metro.

  • Rodrigo Montalvão

    Oi, pessoal… mais um excelente episódio!

    Foram tantas informações que não me lembro se vocês mencionaram sobrenomes derivados de datas, ou de estações do ano. Já conheci uma Freitag e um Sontag.

    Uma pequena controvérsia, ainda com os sobrenomes alemães:

    Schumacher significa sapateiro, como vocês disseram, mas o problema estaria no entendimento do que seria essa profissão.

    Pelo que ouvi ou li em algum lugar, uma tradução mais precisa para Schumacher seria “fazedor de sapato”, para que não fosse confundida com a acepção popular (incompleta, por sinal) da palavra sapateiro.

    Será que isso é verdade? Nunca conheci um Schumacher pra saber se ele prefere ser chamado de sapateiro ou de fazedor de sapato.

    Abraço!

    Rodrigo Montalvão, 35 anos, engenheiro, São Paulo

    • Você tem razão quanto aos sobrenomes que indicam dias da semana ou estações. Lembrando que “Freitag” significa “Sexta-feira” e “Sonntag” significa “Domingo”.
      Quanto ao “caso Schumacher”, você concorda que um fazedor de sapatos é um sapateiro? Isso é muito comum tanto no inglês quanto no alemão. Lembrando que, em inglês, sapateiro é “shoemaker”.

      • Rodrigo Montalvão

        Sem dúvida, Randal. Me expressei mal quando falei do schumacher. 🙂 Abraço.

  • Rafael taira

    legal tem muito sobrenome que vejo que é relativo a alguma profissão(Ferreira parece ferreiro),objeto ou planta(Carvalho,Oliveira,Pereira).

    • Ferreira (em português), Herrera (em espanhol), Smith (em inglês) e Schmidt (em alemão) significam “Ferreiro”, Rafael.

  • Gente, que tema inusitado! E muito bem abordado, só pra variar um pouco! Aliás, sempre me pergunto como o NPC vai surpreender no próximo episódio (agora não vai surpreender porque já sei o tema do último do ano, mas ainda assim, estou ansioso para ouvir).
    .
    Fiquei com uma dúvida enquanto ouvia o podcast. Dúvida aumentada porque o Pedro Portuga não se manifestou. Vi em algum lugar que na Espanha, o sobrenome do pai vem antes que o da mãe. Sabem se isso procede?
    .
    Uma situação que acontece comigo é pensarem que meu sobrenome é um nome composto. Me chamo Lucas Conrado Silva, Conrado de mãe e Silva de pai. Mas como tem muito Conrado por aí, as pessoas pensam que meu nome é Lucas Conrado e meu sobrenome é Silva. O fato de eu assinar Lucas Conrado em comentários, podcasts etc colabora pra isso! hehehehe.
    .
    Li em algum lugar que Conrado vem do teutônico e significa Conselheiro. Já ouvi falar que meus taratavós eram espanhóis. Será que vieram de algum Conrado teutônico/germânico?
    .
    Aliás, sei que faço parte de famílias Miranda, Lourenço e Alves na região de Oliveira (MG) (essa Oliveira é uma cidade, não sobrenome). Aliás, meu avô era de Nova Era e tinha Miranda no sobrenome. Tenho uma amiga que vem de lá e também tem Miranda. Será que temos algum parentesco?
    .
    Agora, sobre adotar sobrenome de cônjuges, confesso que nunca me interessei em adotar outro sobrenome nem em forçar minha futura esposa a adotar o meu. Mas, se eu me casar com uma mulher que tem Gallo no sobrenome, eu adoto com o maior prazer!
    .
    Abração a todos! E já tô sentado num canto chorando por não ter Na Porteira Cast por quase dois meses!
    .
    Lucas Conrado Silva
    25 anos
    Jornalista e podcaster do Papo di Minero
    Rio de Janeiro.

  • Rodrigo Montalvão

    Caros,

    Lembrei-me agora de uma curiosidade.

    Vocês disseram que em Portugal os nomes em inglês são traduzidos, com alguns resultados inusitados para nós brasileiros.

    Mas aí mesmo em Pederneiras há uma faculdade chamada FGP, Faculdade Gennari e Peartree, cujo nomes, se bem me lembro, viriam de duas famílias: Gennari e PEREIRA. 🙂

    Porque será que o Pereira virou Peartree? Isso se essa história que ouvi há uns 10 anos, quando estive aí, for verdadeira.

    Abraço!

    • Confere sim, Rodrigo: a palavra “Peartree” é uma tradução de “Pereira” em inglês. A FGP já está aqui em Pederneiras há vários anos.

  • Cristiano Seixas

    Ola pessoal. Encontrei voces atraves do poscast f1 brasil, que foram os convidados do episodio 51. Ja ouvi os episodios sobre esporte e manipulaçao, america latina, mas o meu preferido fora o 51 ,e o sobre o mundo daqui a 50 anos. Parabens pelo belo trabalho !!!

    • Mais um fiel ouvinte do PodcastF1Brasil. Que pessoal engajado!
      Vou te deixar uma recomendação aqui, Cristiano. Como notei que gosta de esportes, ouça o NPC 27 – Brasil Esporte Clube, gravado com a galera do Papo do Fino. Ele ficou datada, pois falamos da Copa do Mundo, mas compensa ouvir.

  • Roman Schossig

    Ótimo episódio! Descobri o NPC há pouco tempo e tenho feito maratona. Gosto da maneira como abordam os assuntos e conduzem a discussão. Realmente estão de parabéns.

    As histórias dos sobrenomes são realmente interessantes. Poderia ainda acrescentar sobrenomes considerados pertencentes à órfãos. No Brasil do século XIX, a igreja era a principal responsável pelo registro de pessoas – principalmente no interior – e quando registrava algum órfão costumava dar sobrenomes do tipo “de Jesus”, “do Espírito Santo”, “de Deus” etc. Bem simbólico.

    Da mesma forma, poderia ainda acrescentar os sobrenomes alemães com “von”(von Bingen, von Hindenburg, von Moltke, etc) que se referem à procedência e são de origem aristocrática. Algo semelhante ao “van” holandês.

    Meu sobrenome é alemão, mas o significado ninguém sabe.

    Roman Schossig
    33 anos
    Curitiba
    Professor e Escritor.

    • Não conhecia essa relação dos sobrenomes “do Espiro Santo” ou “de Jesus” com órfãos adotados pela igreja católica. Muito interessante. E faltou mesmo falarmos sobre o “Von” alemão (com o som “Fon”) e o “Van” holandês, que tem o mesmo significa do “From” em inglês. Nos esquecemos completamente. Quanto a seu sobrenome, não conheço nenhum Schossig. Procurei no Tradutor do Google (algo que não confio nem em inglês ou espanhol, tampouco alemão), mas ele aponta a tradução como “ao nível do mar”. Em vários casos os sobrenomes sofrem alteração na grafia.

      • fernando destefani

        De um modo geral quem recebia nomes com terminação de Jesus , do Coração de Jesus, da Conceição , do Divino, etc era as mulheres de familias constituídas . Ate meados do século 19 , na sua quase totalidade, tanto o homem como mulher ao serem batizados só constava do assentamento o nome. O nome da pai vinha do sobrenome do pai, o da mae sem sobrenome. Esta historia, ora de filho orfao., ora de filho natural foi criatividade de alguma pessoa e isto vem propagando ,via internet, entre vários genealogistas. Quanto ao sobrenome masculini, fazendo pesquisas em jornais do seculo 19, encontrei vários anúncios de cidadãos comunicando à praça que a partir daquela data passaria a assinar novo nome. Isto tinha validade juridica. Como já disse , no batismo só constava o nome: … foi batizado Antonio filho de fulano de tal e de fulana. As mulheres só adotavam um sobrenome quando passava a exercer alguma atividade econômica, principalmente quando ficava viuva. Na minha arvore genealógica tem muitos casos tem casos em que hora a mulher adotava o sobrenome do falecido, ora do pai.

    • Pedro O´portuga

      Caro Roman,

      Muito bem acrescentado ao tema a situação dos sobrenomes dos órfãos, era algo que desconhecia. Quanto ao seu sobrenome “Schossig”, pedi a colaboração de uma prima que vive na Alemanha e a informação que ela conseguiu foi que se trata de um sobrenome de local (alguém que vivia numa planície). Isto até pode fazer sentido já que a tradução para o português significa “ao nível do solo”, mas como eu falei no cast, o significado pode realmente ter vários sentidos. Obrigado pela sua participação

    • Fernando Destefani

      Roman Schossig . Não é verdade que os finais de nome de Jesus , de Deus , da Conceição eram sobrenomes de orfãos ou de pai desconhecido; No Brasil, até o inicio do seculo 20, nos registros so constavam o nome, tal como:
      Nome: Cezar
      Filho de: João da Cruz e Maria da Silva. Somente quando do casamento ou quando de qualquer outro registro legal de documento e//ou assuntos cartoriais que se acrescentava um sobrenome, na sua maioria o sobrenome do pai. Ocorria até a adoção de sobrenome da avó ( exemplo que podes acessar na internet: Familia Vieira Machado da Cunha , ondaparecem alguns barões do Imério. O Cunha vem da bisavó materna. Quanto às mulheres, na quase a sua totalidade , até as primeiras décadas do seculo 19, elas só cravavam o sobrenome quando passasse a gerir negócios, quase sempre na fase de viúva. Assim , em muitas famílias importantes aparacem : fulana de tal de Jesus, fulana de tal do Coração de Jesus, fulana de tal da Conceição, etc….

      • Na verdade são teorias, Fernando. Ninguém tem certeza da origem desses sobrenome, essas são apenas as suposições mais aceitas.

  • Roman Schossig

    Bacana, Pedro e Randal. Realmente o sobrenome muda a grafia. Originalmente, ao invés de “ss” o Schossig era escrito com “est’set”(aquela espécie de beta que vale por dois “s”). E existe uma variante tcheca que se escreve Schoszig. Lembrando que os dois países são vizinhos, e que meu avô veio de uma cidade que fica justamente na divisa, a origem pode ser bem essa.

    Essa do “nivel do mar” eu não conhecia. O que eu suspeitava é que ele viria ou de Geschossen(que seria algo como “atirador”) ou do alemão arcaico “Schoss”(que seria imposto, tributo). Se nos basearmos na ideia do sobrenome alemão enquanto profissão, Schossig significaria algo como “cobrador de imposto”, ou algo do gênero, o que pode fazer também sentido já que o meu ancestral mais antigo registrado(lá pelos idos de 1650) era uma espécie de prefeito de um vilarejo.

    Ou seja, realmente há muita história por trás de cada sobrenome.

  • silvio

    Olá, pessoal, parabéns pelo belo posdcast, eu adorei. É sempre bom ouvir algo que agrega algum conhecimento, valeu por me fazerem entender minha apatia pelas florestas, pode parecer bobagem mas meu nobre amigo Randal sabe a dificuldade que tenho em ficar dentro de uma sala e o prazer pelas atividades de campo por mais penosas que podem ser, tá explicado, me chamaram de habitante da floresta por 38 anos… kkkkk abração galera e lembem-se “para trás nem para pegar impulso”.

    • Não há como discutir, Silvio Bueno. Como te conheço pessoalmente, seu nome e sobrenome condiz completamente com sua pessoa.

  • Não são os únicos que acham que “Miro” é só um apelido, o qual já tive conhecidos apelidados de Miro. Meu nome completo é Thiago Miro da Silva.
    Miro é de origem espanhola, o qual recentemente me deu o direito de pedir cidadania lá. =)
    Quem sabe um dia.

    • Eu até encontrei algo sobre sua família. Eu sempre pensei que fosse uma forma reduzida de “Waldomiro” ou algo parecido.

    • Somente Complementando o que o Thiago Miro disse. Houve um político famoso (muito mais nos anos 80 e 90) chamado Miro Teixeira, e como foi meu “primeiro Miro” que escutei incorporei no meu repertório pessoal que Miro era um nome de uma pessoa.

      No Caminho de Santiago também encontrei um Miro durante o percurso, mas acabei por perder o contato.

      Abs

    • Rodrigo Montalvão

      Vai que você descobre que é parente do João Miro (Joan Miró). 🙂

      • Rapaz, quem dera eu fosse herdeiro da família Miró. Eu estaria rodando o mundo nesse momento.

  • Mais um ótimo cast, parabéns.
    Eis um assunto que pode vir a render uma bela parte II, pois sobrenomes são sempre um tema prá lá de interessante.

    Como o Roman lembrou aí em cima, além dos “von” e “Van”, outro patronímico prefixo que significa “filho de” é o árabe/muçulmano “Ibn”, também grafado como “Bin”. Daí vieram os famosos Avicena (Ibn Sina), médico persa do século IX, um dos pais da medicina, e o infame Osama Bin Laden.

    Grande abraço e até a próxima

    Carlos Eduardo Valesi (grafia aportuguesada do italiano Vallese, ou povo que vivia nos vales)
    39 anos
    Médico e Podcaster do PodcastF1Brasil
    Curitiba-PR

    • Em tempo, falando em pré nomes inusitados, recentemente atendi dois irmãos que representam bem a famosa imaginação brasileira. Filhos de um pai fã de Star Wars, eles se chamavam (a grafia é exatamente esta, e eu estou omitindo os sobrenomes por uma questão ética):
      – Bill An Knobb e
      – Look Sky Walker

      É mole?

  • Nerdanderthal

    Não sei como vocês conseguem temas tão inusitados e interessantes.
    Parabéns.
    Meus sobrenomes IMBUZEIRO (árvore do Imbu) e PORTUGAL, se enquadraram muito bem no que foi comentado, principalmente o IMBUZEIRO que, na no fundo da terra, deve ter “raízes” com os PEREIRAS, CARVALHOS, OITICICAS e demais árvores.
    Por falar em árvore, um primo meu, da família Imbuzeiro, fez uma pesquisa que levou um ano sobre nossa árvore (literalmente) genealógica e editou um livro e um organograma que é atualizado todo ano e descobrimos nossas origens em Minas Gerais, tendo o Tiradentes como um dos parentes.
    Talvez por isso que alguns de nós vivem um tanto “enforcados” nos dias de hoje!!!
    Abraço a todos.

    • Mas vocês conseguiram ir longe na pesquisa? Conseguiram chegar a quantas gerações?

      • Nerdanderthal

        O livro tem mais de 60 páginas e chegamos até 1035, com Dom Henrique de Saboya, filho de Roberto I (Duque de Borgonha) com D. Thereza, Senhora de Portugal, que recebeu o Condado Portucalense como dote, filha bastarda de Affonso VI, Rei de Leão e Castella).
        Essa árvore pega as famílias Rezende Chaves Imbuzeiro.
        Foi um trabalho exaustivo de pesquisa, um verdadeiro garimpo, mas ficou ótimo, inclusive com algumas fotos bem antigas.

        • O resultado final deve ter sido muito, muito interessante. Imagine só, remontar sua família até o século XI.

  • Olá Randal e Sacutti…

    Muito interessante o episódio sobre sobrenomes. Eu mesmo tenho um bem comum “Fernandes”. Mas após ir tantas vezes para a Argentina vivenciei algo curioso por isso.

    Na Argentina você é obrigado a mostrar a carteira de idenditadade para tomar um ônibus de viagem. Eles que preenchem a passagem e não é como no Brasil.

    Mesmo eu entregando o meu passaporte na mão de TODAS as pessoas que pediram escreveram Fernandez. Mesmo com o pasaporte na frente.

    O mesmo aconteceu quando fui doar sangue em setembro último. Mesmo tendo preenchido uma ficha, pessoas entraram no sistema com Z ao final.

    Quando a ter nome longo, o mesmo raciocínio de evitar homônimos teve minha mãe. Que me presenteou com 3 sobrenomes.

    O Sobrenome do meio foi uma invenção do meu avô paterno que “Criou” que todos os filhos, netos e assim por diante teriam Cesar grudado ao Fernandes.

    O resultado disso? Meu nome completo é Luciano da Fonseca César Fernandes

    Meu irmão Maurício da Fonseca César Fernandes.

    Primos? Rodrigo César Fernandes Vargas

    E assim por diante.

    Enfim um nome bem das américas : Tudo junto misturado e com uma boa dose de invenção.

    Apenas um comentário que minha esposa pediu para anexar : Na Argentina a imigração de italianos foi gigante, o que impactou muito até mesmo na língua e na maneira de falar e gesticular. Portanto o sobrenome mais comum que existe são os Italianos como De Marco, Grandona, Palermo, Sabella,Marino e assim por diante.

    Abraço e parabéns pelo trabalho exemplar.

    • Mesmo no Brasil, há uma confusão enorme quanto a origem dos sobrenomes terminados em “s” ou “z” e eu mesmo já me confundi muito com isso. Sabe aquela coisa de “você é Gomes? Então você é de família portuguesa” e a pessoa te responde dizendo “não, somos espanhóis”?
      Quanto a infinidade de sobrenomes italianos na Argentina, podemos notar isso na própria seleção de futebol do país. Di Maria, Di Stefano, Mascherano, Demichelis, Roncaglia, Biglia, e assim por diante.

  • Oi, muito bom o cast, eu estudei com um Lindon Johson, mas a gente nunca abreviava, sempre chamava pelo nome composto e por incrível que pareça, ninguém fazia brincadeiras com isto! Tem um estória, não sei se verdade, que um homem colocou nomes bíblicos nas filhas gêmeas, “Lascívia e Compupiciencia” kkkkkkkk Agora entrando no assunto do tema, eu notei que na família da minha esposa, que filhos de pais não casados no civil, era registrados apenas com um sobrenome do pai! Quando fui registrar minha primeira filha, no cartório para ter o direito de escolher qual sobrenome meu ela poderia ter, já que a mãe só tinha um sobrenome, eu tiver que deixar a copia da certidão de casamento, até hoje não entendo isto! Minha irmã reclama que no caso dela, já não tinha esta opção, os filhos tiveram o sobrenome definido pelo cartório! Outra curiosidade é que meus pais, quando foram se casar, pagaram multa pois os dois já tem o mesmos sobrenomes “Portela Aguiar”, minhas avôs eram primas, e ate a geração dos meus pais se casavam muitos primos! Com este sobrenome Portela, as vezes, alguém brinca com piadas de escolas de samba, o jeito é levar com bom humor!
    Valeu!
    Bené

    • Nossa, que confusão! Vou procurar o Márcio Etiane pra saber se ele já viu essa situação.

  • Nerdanderthal

    Naquela parte em que vocês traduziram nomes próprios de outras línguas para o português, poderiam ter colocado uma trilha sonora de fundo com o Frederico Mercúrio da banda Rainha cantando Coisinha Maluca Chamada Amor.

    • Fica a sugestão. Mas, sinceramente, que não conheço essa música, Nerdanderthal.

  • Fala galera, beleza!!?

    Gostei bastante do programa, conseguiram explorar bem o tema de forma bastante interessante.

    Falando de mim, tenho o sobrenome Amaro e morando em Pomerode – SC, os alemães não entendem o sobrenome, é muito engraçado, eles estão acostumados com sobrenomes alemães complicados e difíceis de serem pronunciados, e quando eu falo “Amaro” fazem cara feia e me chama de, pasmem, Brasileiro, Parece realmente que eles pensam que estão em outro pais, e na verdade é um preconceito antigo que eles fazem muito com pessoas de cor negra ou cabelos pretos (caso do meu Pai) e que não falam alemão, chamam simplesmente de Brasileiros hehe, é mole hein? Acho que o Randal ia gostar daqui, o cara é fanático pela cultura alemã. De qualquer maneira gosto do sobrenome AMARO, pois é bem sonoro e fácil de ser escrito, qualquer pessoa sabe escrever e pronunciar, ainda bem.

    O “Bruski”, como expliquei no último Aerolitos, é um nome de internet que acabou pegando e acabei deixando pro podcast também, tipo um codinome mesmo, um apelido. Muita gente pensa que é o meu sobrenome mesmo, e infelizmente não é. Também gosto muito da sonoridade e escrita, por isso acabei mantendo-o com o tempo.

    Pra finalizar, que bom que os registradores (não lembro o nome agora) orientam as pessoas na hora do registro de uma criança, isso deve evitar muitas dores de cabeça para ela no futuro, no entanto não evita as bizarrices que comentaram aí no programa.

    Ótimo programa pessoal, mantendo o alto nível de sempre!

    Valeu

    Abraço

    • Esqueci de falar que Amaro é português, mas acho que isso é bem claro para todos.

    • Eu estou até imaginando eles dizendo “AMARRO”.

  • Rapaziada, ótimo programa, como sempre!

    Eu me interesso muito genealogia. Desde 2009 (com alguns longos intervalos nesse período), venho construindo a árvore genealógica da minha família, tanto em direção às raízes, quanto em direção aos galhos. Hoje já tenho mais de 600 membros da árvore, entre parentes do lado materno e paterno.
    Do lado materno (Salgado Vilas Boas), consegui chegar até o início do século XIX, com a história do meu tetravô, seus três casamentos e seus 17 filhos (entre eles minha trisavó, a qual tenho até mesmo uma foto ilustrando a árvore).
    Quanto à origem dos Salgados eu não pesquisei e a origem dos Vilas Boas, por ser um nome de tradição, já possui vários estudos genealógicos prontos que remontam ao primeiro português a usar este nome, séculos atrás.

    Já do meu lado paterno, consegui documentos de imigração dos meus trisavós, os Militanos. E por causa de uma única letra, foi bem difícil encontrá-los, talvez por ingenuidade minha: existia uma tradição de se colocar uma letra I no final dos nomes dos imigrantes italianos que chegavam ao Brasil no início do séc XX, final do XIX. Hoje, por exemplo, toda a minha família assina Militani. Após essa constatação, encontrei o navio que os trouxe, o local de embarque na Itália e desembarque no Brasil e até mesmo o local de origem do meu casal de avós na Itália. Meu sonho é poder visitar esse lugar um dia e procurar gente que ainda tenha o mesmo sobrenome, tão incomum por essas bandas tupiniquins.

    Quem se interessa, sugiro o site myheritage.com, um site de genealogia completo, com várias dicas e suportes para se iniciar o projeto, além de bancos de dados gigantescos. Eles têm um programa próprio, o Family Tree Builder. É este software que uso para construir minha árvore. Existe a versão paga, com algumas regalias a mais, mas a versão gratuita é completíssima!!!

    Sempre que falo desse assunto, me lembro de uma tirinha do Quino, criador da Mafalda, onde se mostrava um avô com seu netinho dentro da biblioteca. O avô mostrava as prateleiros de livros para o neto e dizia:
    – Veja, eu estudei toda a história dos Incas, dos Astecas e dos mais. Ali está tudo o que estudei sobre os gregos, persas e egípcios. E aqui tudo sobre os chineses e indús!
    O netinho, com os olhos brilhantes e entusiasmado, pergunta ao avô:
    – E nós, vovô?! Quem somos nós?!

    No quadro seguinte, o netinho está caminhando sozinho pela sala, saindo da biblioteca, com uma expressão de incompreensão, e se depara com sua mãe, que lhe pergunta:
    – Onde está seu avô?
    E ele responde:
    – Na biblioteca, a chorar.

    • Acho que você encontrou a luz no fim do túnel quanto as terminações “o” e “i”, além de “a” e “e”. As primeiras estão sempre no singular, e as segundas estão no plural. Não conhecia essa pratica durante a imigração.

  • homero luz

    Olá amigos da porteira, adoro saber essas curiosidades sei que tenho descendencia de portugueses, espanhóis e alemães, o lado alemão é o mais rastreável o espanhol minha vó conta histórias confusas e desconexas, desconfiou de algo muito escabroso a única coisa coerente é que uma peste dizimou quase todos NP navio que vieram e a casa que meu bisavô morou quando chegou ainda existe.
    Agora quanto ao citado nos comentários de alemães falarem os “brasileiros” meu outro bisavô era assim, mas no dia em que o Brasil declarou guerra a Alemanha muitas pessoas em pelotas saíram pela cidade quebrando propriedades e matando imigrantes alemães, quando saíram para a zona rural para matar meu bisavô foram abordados pelo exército e proibidos de continuar o quebra quebra, segundo os militares quem quisesse matar alemão que fosse para a guerra os Neutzling eram brasileiros não alemães, bem irônico.
    Quando rolar um episódio sobre Alemanha esta nos planos a imigração para o brasil, esses dias de quebra quebra que aconteceram no RS e a cidade dos gêmeos?

    • Posso te garantir que teremos um episódio sobre a Alemanha, Homero. Aguarde 2015.

  • Parabéns pelo tema, foi muito interessante! Como historiador, me interesso muito por assuntos como esse. Sobre a questão dos nomes, caso o Brasil fosse como em Portugal – restrição de nomes – eu não teria o nome que tenho. Aliás, eu não pude ser registrado na minha cidade de origem – Osasco – pois o juiz não aceitou meu nome, dizendo que “não era nome de gente.” e acabei por ser registrado em outra cidade. E, mais ainda, na questão de sobrenomes, há alguns casos curiosos em minha família. Meu avô tem por sobrenome “Domingues.” Mas meus bisavôs, na hora de batizar os filhos colocaram os filhos ímpares com um sobrenome só – Domingues – e os filhos pares com dois sobrenomes – Domingues Conde. E, ainda na mesma parte da família, alguns parentes distantes tem por sobrenome “Viel.”Quando a matriarca da família Viel – uma italiana – veio para o Brasil, se relacionou e casou com um tal de João, que não tinha sobrenome conhecido mas, como era ferreiro, o sobrenome depois passou a ser “Viel Ferro.” Minha família daria um ótimo estudo de caso nessa questão de sobrenomes. Mais uma vez, parabéns pelo tema e pelo cast. Trouxe muitas informações interessantes! Abraços!

    • Sem dúvidas, a história da sua família demonstra praticamente tudo que falamos no podcast, Cliff!
      E se a lei de nomes de Portugal valesse por aqui, eu também seria um daqueles que teriam que ter outro nome. Aliás, o Sacutti também.

  • Silvia Paradela

    Mais um excelente tema. Ouvi ou li, não me recordo, que Hitler antes do holocausto obrigou todos os Judeus residentes na Alemanha a acrescentarem o sobrenome de Israel para os homens e de Sara para as mulheres, alguém pode verificar a vericidade desta história? Espero a vossa colaboração nessa dúvida, principalmente do Igor e do Português, que em todos os programas mostram um enorme conhecimento de história e de cultura geral.
    um enorme beijo para todos e parabéns pelo trabalho tão bem elaborado.

    Silvia Paradela
    Médica – BH Minas Gerais

    • Não encontrei nada que embasasse essa história melhor, Silvia. Sinceramente, eu acho bastante improvável, pois a grande maioria dos sobrenomes judeus são germânicos e não conheço nenhum alemão com sobrenome “Israel” ou “Sara”. Há de se averiguar.

  • Silvia Paradela

    PS: faltou acrescentar que Hitler fazia isso para que os Judeus pudessem ser identificados. Essa é a minha dúvida.

  • Boa Tarde RAndall e Sacutti, já ouço o npc há algum tempo e tenho os dois no face, vim só para tecer elogios á este cast multifacetado e com assuntos diversos, o que me faz ouvir todos os episódios desde o primeiro, sendo que alguns episódios já ouvi mais de 4 vezes…Parabéns pelo podcast deste ouvinte assíduo. Abraços

  • Fala pessoal! Esse é o primeiro episódio que escuto de vocês e curti muito. Parabéns!

    Sobre meu sobrenome, é de origem portuguesa (não tenho o sobrenome da minha mãe, de origem italiana). Não cheguei a pesquisar profundamente, mas minha prima, que mora em SC (eu moro no RS) comentou que a nossa família é veio dos Açores, e que a família Silveira foi uma das primeiras famílias a colonizarem Florianópolis. Escutando o podcast me senti motivado a pesquisar e fazer uma árvore genealógica da minha família, a fim de verificar a veracidade disso.

    Abraço
    EddieTheDrummer (PADD)

    • Já ouvi falar da colonização de portugueses de Açores em Santa Catarina, Eduardo. Um amigo meu – sobrenome Maia – tem suas origens na Ilha da Madeira.
      Pois verifique sua árvore genealógica; a intenção desse episódio foi justamente incentivar nossos ouvintes a isso.

  • Acabo de descobrir o NPC por recomendação do AlgumaCoisaCast e estou gostando muito! Parabéns pelo excelente trabalho!

    Me chamo Adley de Oliveira Santos Costa, e minha família é uma grande mistura de etnias. Por parte de mãe, meu avô é descendente de italianos, e minha avó eu julgo ser proveniente de alguma família imigrante européia (julgando que é caucasiana e naturalmente loira). Já por parte de pai, meu avô é descendente de portugueses e filho de pernambucanos, já minha avó era meio-indígena.

  • Dri gianni

    Olá Randal Bergamasco td bem ?? Vc sabe qual a cidade de seus antenatos Italianos, poderia me dizer. Procurei aqui mas não achei;. Obrigada