NPC 48 – Língua Espanhola

Randal Bergamasco 20 de agosto de 2014 26
NPC 48 – Língua Espanhola

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¡Hola! ¿Cómo estas? E começa “ahora” mais um episódio do Na Porteira Cast! “Y” no programa de “hoy”, não vamos falar portunhol “no”! Randal Bergamasco (@randalberga) e Alexandre Sacutti (@IzavanSacutti) “invitan” a colombiana Diana Ruiz (@dianaaruizg) e o hispanohablante brasileiro Igor Rodrigues (@rodriguesigor), ambos do podcast bilíngüe “The White Robot”, para falarmos sobre a língua de Cervantes; o tema de hoje é A LÍNGUA ESPANHOLA. Você tem ideia do número de pessoas no mundo que falam esse idioma? Existe diferenças entre as nações que a utilizam como língua oficial? E se nós te disséssemos que ela não é tão fácil e nem tão parecida com o português quanto falam por aí? Nesta edição, descubra e diferença entre “Espanhol” e “Castelhano”; tome cuidado para querer dizer uma coisa e significar outra; você pretende aprender ou está estudando essa língua? Pois preste atenção em algumas dicas para tornar seu aprendizado mais eficaz. Isso e “otras cositas más” nesse podcast que, com certeza, vai fazer você tomar cuidado ao dizer que vai “pegar algo” em espanhol. Ouça e entenda.

:-: NÃO QUER OUVIR A LEITURA DE E-MAILS? :-:
Caso não queira ouvir o “Correio da Roça”, pule para 14:22 minutos.

:-: SITE DOS CONVIDADOS: :-:
The White Robot – Podcast onde participam Diana e Igor

:-: COMENTADO NESTE EPISÓDIO: :-:
– Quais são as línguas mais faladas em todo o mundo? (Revista Galileu)
– Qual é a diferença entre espanhol e castelhano? (Mundo Estranho)
– Os 100 maiores falsos cognatos em Espanhol (Blog Cultura Española)
– As diferenças entre o Espanhol da Espanha e na América Latina (Influx)
– Trecho dos Simpsons em Espanhol Latino (YouTube)
– Memes de “Era gol de Yepes” (busca no Google Imagens)

:-: PRÓXIMO NA PORTEIRA CAST: :-:
Previsão da publicação do próximo episódio: 10 de setembro de 2014

  • Comentando do celular para atestar que o site mobile é bom mesmo!
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    Tenho uma relação de amor e ódio com espanhol. Até meados da oitava série, eu detestava o idioma, por causa de um professor que tive. A coisa mudou em 2009, quando comecei a namorar uma garota apaixonada pelo idioma e que me indicou o melhor professor de espanhol que tive, o cantor uruguaio Jorge Drexler. Aliás, Randal, senti falta de Drexler na trilha do programa.
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    Me apaixonei pela música do Drexler e a partir dele, descobri outros grandes cantores hispanoablantes. Destaque para Kevin Johansen (Argentina), Julieta Venegas (México), Maná (México) Sie7e (Porto Rico), Jarabe de Palo (Espanha) e La Calle 13 (Porto Rico).
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    Hoje, sou um apaixonado pelo idioma. Fiquei muito feliz quando minha prima que mora na Espanha passou uns dias aqui em casa e pude conversar com o marido espanhol dela. Eu, que meio que aprendi o espanhol chileno, não tive muitas dificuldades de falar com um espanhol espanhol.
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    Sobre os sotaques e hispanoablantes entendendo português, conheci uma argentina que viveu um tempo e. Porto Alegre e depois foi visitar o interior de Minas. Ela disse que não entendia os mineiros falando, mas era fluente no gauchês.
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    Termino o comentário deixando de falar muito do que eu queria – já tá imenso – e deixando um vídeo chamado “que dificil es hablar el español”, uma música divertida que aborda as diferenças linguisticas entre cada país hispanoablante. Não consegui copiar o link, mas vale muito a pena procuraf no YouTube.
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    Queria muito ter participado desse episódio. Não sou linguista, mas teria vários comentários pra fazer! Hehehe. Aliás, ótima escolha de convidados! Adoro o The White Robot. É uma ótima ferramenta pra praticar o espanhol. E o Valentín não pôde participar?
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    Abração e parabéns!
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    Lucas Conrado
    25 anos
    Jornalista e podcaster do Papo di Minero
    Rio de Janeiro

  • Susana Goicochea

    Como é bom ouvir um bom programa, mais ainda quando fala daquilo que você gosta kkk ah a minha língua materna tem mesmo as suas peculiaridades mas também acho bonito o falante da última flor de lácio falar com sotaque o nosso idioma, enfim Parabéns pelo trabalho pessoal.

    • Obrigado, Susana! Foi um prazer imenso gravar esse episódio. O espanhol é uma das minha línguas favoritas, acho um dos idiomas mais lindos do mundo.

  • Esse mesmo! Excelente!

  • Opa, ainda estou ouvindo e creio que com esse programa irei conquistar mais uma ouvinte para o cast. Minha irmã morou por 7 anos em cuba e vai se interessar muito pelo assunto.

    No mais, obrigado por mais um programa, e espero poder sempre ajudar a manter este, que é um dos melhores Podcasts que assino.

    Abraços a todos e mais tarde volto para comentar sobre o tema.

    • Obrigado por nos recomendar à sua irmã, Ricardo. E esse “boca a boca” é o melhor tipo de divulgação, sem dúvida alguma.
      E mais uma vez, reitero meus agradecimentos por sua doação.

  • Rodrigo Montalvão

    Ótimo programa! Já tentei aprender espanhol mas, ao contrário do que acontece com muita gente, a proximidade desse idioma com o português me deixava inibido. Fiz curso e ainda não consegui aprender.

    Meu ponto de vista: é fundamental que, no início, se tenha aulas de pronúncia com um professor “de verdade”. Não apenas um nativo, mas um professor da língua. O posicionamento correto dos lábios, da língua, o uso do nariz, isso faz toda a diferença inclusive na compreensão da língua falada. Por isso é muitas vezes problemático aprender espanhol no Brasil: escolas de idioma não necessariamente contratam gente com a devida formação. Deve-se pesquisar bem, pois nem sempre o nativo é o melhor professor. Nativos ensinam bem quando estamos imersos em seu contexto. Quando temos aulas apenas algumas vezes por semana faz-se necessário aprender a técnica, pois ela não virá “por osmose”.

    Aprendi, de 2 professores diferentes, 2 manias que, segundo eles, são típicas de falante brasileiro: (1) Pronunciar “E” como “É”. (2) Pronunciar “L” como “U”. Várias vezes tive dificuldade de me fazer entender dizendo que era do “Brasiu”, sem entender direito o porquê.

    Parabéns pelo conteúdo!

    Abraço!

    • Acredito que a pronúncia é o mais difícil em qualquer idioma, Rodrigo. A gente tem que “tirar a trava da boca” e tentar falar, sem vergonha alguma. Você pode perceber que, quando alguém fala outra língua muito bem, até o tom da voz muda. Isso devido a própria entonação do idioma que a pessoa está a falar, que em qualquer outra língua é totalmente diferente.

  • Randall / Sacutti

    Parabéns por mais um episódio em alto nível.

    Meu relacionamento com a língua espanhola é mais romantizado do que muitas pessoas.

    Fui fazer o Caminho de Santiago em 2007, e sabia apenas o básico de espanhol. Tinha apenas uma noção de que seriam as palavras mais básicas.

    No Caminho de Santiago atravessa-se várias regiões desde A Castilla (de onde vem o castellano) até a Galícia (de onde se fala o Galego).

    Notadamente em cada região pode-se saber as diferenças entre sotaques e palavreado. Até mesmo as placas de transito são no idioma local. Em Pamplona tem sinalização em basco (que nao parece com nada).

    Na galícia, o sotaque é literalmente um espanhol falado com sotaque portugues. Se voce entende os dois, chega a ser engraçado. Até mesmo as placas estão em gallego como Rúa(com acento mesmo), oculista (para oftalmologista) e assim por diante.

    Foi uma grande escola de espanhol para mim, que voltei ao Brasil renovado e na minha mente sabendo espanhol.

    Quando fui passar o Reveillon de 2008/2009 optei para ir para Bariloche, para escalar por lá. Onde entrei em contato com um idioma que parecia qualquer coisa, menos o espanhol.

    Os argentinos, por muita influência da colônia italiana, colocam uma espécia de “X” en cada “y” e “ll”. Em resumo : Calle vira um som de caxe, yoga vira xôga e assim por diante.

    Tive nesta viagem MUITAS situações engraçadas (ou graciosas) com os falsos cognatos. Nem cabe aqui.

    Como estava acampado longe da cidade pude também conviver com Chilenos e Colombianos. Onde pude aprender as diferenças entre cada país.

    Neste mesmo ano conheci em um albergue minha esposa, que é argentina. Por conta de nosso namoro fui diversas a Buenos Aires. Onde consegui incorporar (ou na verdade fui colonizado) o espanhol argentino.

    Minha esposa é uma das pessoas que preferem os Simpson somente em espanhol. Segundo ela as primeiras dublagens são as melhores. A dublagens novas não são tão boas.

    Já casado fomos passear na Catalúnia, onde estão os melhores lugares de escalada esportiva do mundo. Lá vimos como o catalão é falado no metrô, nas pessoas dos bairros afastados, e até mesmo nas placas de orientação de transito. Prestando atenção parece muito mais com o português do que o próprio espanhol.

    A sonoridade parece até mesmo com o sotaque brasileiro em português quando se fala espanhol.

    Estando no lugar de escalada, Rodellar, pudemos também conviver com espanhóis de vários lugares do ´pais. Onde, pelo menos para mim, não vi diferença de sotaque.

    Uma das “piadas” que se fazem com os espanhois é de que eles “cesseiam” que é falar com a língua presa.

    Por algum motivo, na Argentina os espanhóis são conhecidos de maneira pejorativa como gallegos. Algo como o nosso “portuga” para os portugueses.

    A questão de “cojer” também tem a mesma conotação na argentina.

    Para o aprendizado sugiro que seja assistido mais filmes em espanhol, como por exemplo filmes (que acho melhores que o que é produzido no Brasil) :
    No – Filme chileno sobre o plebiscito que tirou o Pinochet
    El Secreto de Sus Ojos – Filme argentino que mostra a ditadura e como viviam as pessoas da época.
    Diarios de Motocicleta – Filme brasileiro sobre a viagem de Che Guegara pela américa.
    Valentin – Filme argentino sobre uma infância de um menino criativo que queria ser astronalta

    No mais é isso, nao quero escrever muito.

    Um abraço (ou abrazo)

    • Muito bom, Luciano! Acho que toda sua vivência com o idioma e experiências com suas viagens relatadas aqui ilustram praticamente tudo que falamos no podcast. Sensacional!

      • Oi Randall

        Uma coisa que eu falei, e que talvez com os seus convidados deva ser o mesmo.

        Na minha casa o idioma oficial é o espanhol. Minha esposa sabe que eu entendo e por isso nem se incomoda em falar português. Por isso até mesmo meu cachorro entende os “comandos” em espanhol.

        Como minha cunhada que também mora no Brasil (veio viver após eu casar) pode-se se dizer que o idioma português sobre “bulling” na minha casa eheheheh.

        Esqueci de oferecer algumas músicas em espanhol , para conhecer mais da cultura da américa e que tem o mesmo engajamento do Na porteira cast : “Arbolito”, “No te va gustar”, “Bersuit” e “Bajofondo”.

        Abs

        • Oi Luciano!

          Por preguiça nós não temos idioma oficia aqui em casa. A Diana fala em espanhol eu respondo em português e fica tudo bem. Pior que misturamos expressões e usamos palavras alheias pra expressar conceitos difíceis no idioma nativo. 😀

          Aliás pra mim a música definitiva para latinos é “Latinoamerica” do Calle 13. Tem até um trecho em português cantado pela Maria Rita.

          Abs

          • Eu usei essa música no podcast, Igor, no início de um bloco. É uma das minhas canções preferidas em espanhol (se não for a minha preferida). E sem dizer que eu consigo entender bem espanhol porto-riquenho.

            • Eu ouvi! Essa música é incrível (e o vídeo mais ainda)!

          • Oi Igor

            Em casa é mais ou menos assim. A dona “patroa” fala em espanhol. e eu respondo em português. Embora maioria dos filmes acabamos por legendar em espanhol mesmo, assim acabo aprendendo algo novo (tb falo inglês).
            Mas quando reúne com a irmã.. Bem aí tenho de falar em espanhol mesmo. Porque elas adoram rir do meu sotaque.
            Quando saímos na rua causamos estranheza por parte das pessoas, porque mantemos o costume (ela em espanhol e eu em portugues)
            A questão da música é complicada. Muito porque eu nao gosto de cumbia. De nenhum tipo.
            O “arbolito” eu gosto por ter músicas mais ativistas como “sobran” e “la costumbre” que adoro as letras (e recomendo ao Randall conhecer por grooveshark mesmo). O “No te va gustar” é uruguaio, e tem uma qualidade de musicas muito boa. Mas o “soda stereo” que é conhecida como a maior banda de rock espanhol eu nao gosto. Sugeriria também o Jorge Drexler, uma espécie de caetano veloso em espanhol.
            Começarei a dar uma olhada nos seus podcasts para conhecer. Vou sugerir até mesmo minha mãe para tentar a escutar, já que ela é da área literária, ao contrario de mim.

            Abs

  • Francisco Seixas

    Grande Randall! Parabéns por mais um excelente episódio do NPC. Ainda estou no 30 minutos, mas já dá para ver que a qualidade é á mesma que já estamos acostumados a esperar de vocês… e dá licença que ainda faltam quase 40 minutos para escutar…
    abraço

    • Pois ouça e deixa aqui suas impressões. Obrigado!

      • Francisco Seixas

        Olá Randal! O episódio realmente foi impecável. Gostei muito da parte onde vocês se referem ao falso cognato que é um grande tropeço na aprendizagem de qualquer idioma que tenha uma palavra igual no nosso idioma. Para ficar ainda mais complicado posso citar alguns como:
        Latir = Bater do coração, Flaco = Magro, Frente = Testa, Largo = Comprido, Faro = Farol, etc. Imagina vc chegar na casa de alguém e ele falar para que tire o teu saco (paletó)? Seria melhor se fazer de canhoto (surdo), não acha? hahaha!
        Grande abraço

  • Bah da até uma vergonha na gente quando ouvimos que o pessoal da Colombia, Argentina fica assistindo coisas do Brasil em Português para tentar aprender um pouco da lingua sendo que aqui a gente caga pro Espanhol, é realmente uma pena o Brasil ter se fechado dessa maneira pra América Latina, achei muito interessante a sua atitude Randal de falar Espanhol no Chile, bacana mesmo.
    Os convidados mandaram muito bem, falando dos detalhes e dos falsos cognatos, é realmente o que mais confunde os dois lados, ah os audios entre os blocos também foram bem interessantes.
    Mais um episódio de alta qualidade.
    Parabéns pelo trabalho pessoal, grande abraço!

    • Pois é, Léo, mas a gente não comentou que as próprias instituições de ensino público/privadas não incentivam o aprendizado de qualquer língua estrangeira (inclusive o espanhol). Creio que não basta apenas conter um outro idioma na grade curricular, deve-se motivar as pessoas a aprendê-lo. Isso explica o por quê do brasileiro nem inglês saber falar direito.

      • Francisco Seixas

        Bela observação! Realmente bem pertinente dizer que se as instituições oficiais não fazem a sua parte fica bem mais difícil o cidadão comum se mobilizar… Contudo, o fato de não ter sido citado no episódio não reduz em nada a importância que ele tem!
        abraço

  • Jessica

    Olá, pessoal da roça.
    Mais um tema que “me encanta”. Comecei a aprender espanhol em 2006 através de músicas e me apaixonei. Até mesmo por gostar tanto do espanhol demorei mais a criar gosto pelo inglês. Hoje em dia o espanhol já não faz mais tanto parte da minha vida, costumava ver programas e filmes em espanhol, hoje só sobrou a música e de uma forma esporádica.
    Como já disseram, é uma vergonha o brasileiro não se esforçar nem um pouco para entender a língua dos nossos vizinhos. Meu amigo foi pra argentina e só falava em inglês com o pessoal do hostel porque não entendia nada de espanhol. Bom, quando for pra lá quero me esforçar pra poder usar o meu espanhol enferrujado.
    Sobre as variações, acho o espanhol do sul da America latina mais complicado, como da Argentina e Chile. Talvez porque não tenha ouvido muitas músicas de lá…

    Parabéns pelo trabalho que fazem. Sou uma grande fã!

    “Que viva la américa!”

    • Também acho o espanhol rio-platense (variação do idioma na Argentina e no Uruguai) o mais complicado de se entender, tanto pela velocidade que ele é falado quanto pelos termos utilizados. O espanhol do Chile também é único, e a população nativa costuma dizer que eles falam “chileno”, e não espanhol.

  • Muito bom o episódio. Eu tive aulas de espanhol a partir da sexta séria, se não me engano. Foi muito bom para aprender a base, mas claro que não deu para pegar muito o vocabulário.

    Uma coisa interessante: inicialmente, aprendi o Espanhol da Espanha. Depois, com diversas trocas de professores, foi ensinado o Espanhol da América Latina. Isso me fez confundir várias coisas, pois não consigo mais lembrar onde que o ll tem som de i e onde tem som de j. A professora que disse que era melhor aprender o espanhol dos nossos vizinho falou que era muito mais fácil visitarmos aqui do que ir até a Espanha. Justo.

    Abraço
    EddieTheDrummer (PADD)

  • Fred

    Em mexico é muito mais comum “español” do que “castellano” Porém, a “Real Academia de la Lengua Española” aceita os dois termos.Español=Castellano são exatamente a mesma coisa,sem importar o país onde se fale.