NPC 47 – Produto Nacional

Randal Bergamasco 30 de julho de 2014 55
NPC 47 – Produto Nacional

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Esse podcast é “Made in Brazil”. E aproveitando essa afirmação, a gente pergunta: você valoriza tudo o que é produzido em nosso país? Pois em nosso episódio de hoje, Randal Bergamasco (@randalberga) e Alexandre Sacutti (@IzavanSacutti) recebem o historiador Igor Guedes (@professorigor), o matuto agrônomo Jadson Moura (@jadsonmoura),  além do português Pedro O’Portuga (@PedroOPortuga) para falarmos sobre os nossos principais PRODUTOS NACIONAIS. Nesta edição, entenda por que nossa nação já é uma potência agrícola; conheça várias marcas que são brasileiras e você certamente não tinha a menor ideia e saiba quais dessas foram compradas por estrangeiros. Você sabe quais músicas, filmes e novelas são conhecidas lá fora? Aliás, onde fica o “Paraguai” da Europa? Então ouça nosso programa pelo site, baixe o arquivo ou leve-o em seu mp3 player/celular para descobrir isso e muito mais sobre tudo que é feito no Brasil.

:-: NÃO QUER OUVIR A LEITURA DE E-MAILS? :-:
– Caso não queira ouvir o “Correio da Roça”, pule para 16:38 minutos.

:-: SITES DOS CONVIDADOS: :-:
– Mundo podcast – Portal onde está hospedado o “Telhacast”, podcast que Igor Guedes participa
– Ao Sul do Capital – Blog de Igor Guedes
– Nossocast – Podcast onde Jadson Moura participa
– Mundo Matuto – Blog do Jadson Moura
– Nerdtuga – Blog do Pedro O’Portuga

:-: COMENTADO NESTE EPISÓDIO: :-:
– Brasil melhora IDH, mas desigualdade ainda é problema (Portal Terra)
– Portal da EMBRAPA
– Johanna Döbereiner (Veja Online Perfis)
– Neurocientista brasileiro ganha prestigioso prêmio nos EUA (G1)
– Chocolate tem novo rei após Equador ultrapassar o Brasil (Exame Online)
– Empresas de origem brasileira hoje nas mãos de estrangeiros (Blog Ao sul do Capital)
– Lista de marcas brasileiras: empresas com capital 100% nacional (Blog Ao sul do Capital)
– Gurgel Motors
– Brasil é 7ª maior economia e China deve passar EUA logo, diz Banco Mundial (Uol)
– NPC 39 – Portugal
– Conheça as novelas brasileiras mais assistidas no mundo (Yahoo! TV)
– Final de ‘Avenida Brasil’ na Argentina tem clima de Copa do Mundo (G1)

:-: PRÓXIMO NA PORTEIRA CAST: :-:
– Previsão da publicação do próximo episódio: 20 de Agosto de 2014

  • Marcus Kleber

    Parabéns pelo trabalho que fica cada vez melhor a cada episódio. Queria aqui fazer apenas alguns adendos:
    Primeiro, quanto ao setor primário, quanto a pecuária, o Brasil é um dos maiores, se não o maior, exportador de carne equina do mundo. Isso mesmo amigos, carne de cavalo (fiquem tranquilos, o burrinho ta salvo dessa). Só em 2012 a exportação foi de 6,7 milhões de reais, sendo que só para a Bélgica foram 2,3 mil toneladas, a um valor de 4,34 milhões de reais. O maior produtor foi estado do Paraná.
    Segundo, quanto ao setor terciário (se é que posso rotular assim), o Brasil é o maior exportador de cérebros do mundo. Cerca de 40% das pessoas que concluem um mestrado ou doutorado vão trabalhar com pesquisa no exterior, isso sem contar as pessoas que vão estudar fora e acabam ficando por lá. Apenas para ilustrar, todas as empresas de grande porte tem brasileiros em sua equipe principal de desenvolvimento.
    Quero agradecer a vocês pois o assunto acrescentou bastante conhecimento. Continuem com esse empenho e qualidade.

    Marcus Kleber
    23 anos
    Professor e testador de softwere
    Brasília DF

    • Adendos realizados, assunto ampliado aqui no post. Obrigado, Marcus!

  • Vinicius Sirvinskas

    Vale comentar sobre os comentários?!
    Vcs leram o email do Luciano de Mendonça, com quem concordei muito e acabei ficando curioso sobre a indicação de documentário dele, mas como foi email acho que não está no post… procurei no ultimo episodio e realmente não achei.
    Bom, deixa eu falar dos dois últimos episódios! Ambos muito bons… cheios de conteúdo interessante. Concordo também que cabe um podcast sobre Evolucionismo e Criacionismo. E o nosso Brasil é muito mais que futebol e samba e pra quem não acredita é só ouvir o Na Porteira!!!
    Outro comentário sobre os comentários: eu gosto muito do nome do podcast e ao contrário da galera cheguei pela curiosidade de saber o que realmente significava o nome Na Porteira e achei super interessante.
    Abs.

  • Rubens

    Ola Sacutti. Ola Randal já desejando feliz aniversário
    E agradecendo por nos fornecer um ótimo cast co. Assuntos e convidados espetaculares.. Fiquei surpreso com tantas empresas que eu não fazia ideia que não estão mais nas nossas “mãos”… TB sigo sua ideia de achar péssimo o cinema nacional ..indica para o Pedro Portuga o filme Oh Rebuceteio kkkk… Um grande abraço pessoal continue fazendo um ótimo trabalho.

    • Pois é, hoje é aniversário do Sacutti (01/08) e amanhã é o meu (02/08)! Obrigado!
      Mais um pro meu time de “haters do cinema nacional”. E valeu pela recomendação do “excelente” filme!

  • Cesar

    Parabéns Randal e Sacutti, por seus aniversários . Muito bom o cast. Recebi muita informação e agradeço muito ao trabalho de vocês!
    Um detalhe apenas é que o Igor se prendeu tanto a privatizações, empresas nacionais compradas e afins, mas muito de deve também a atitudes dos governo. Quanto mais empresas e transações se derem no âmbito de sua área de poder (as fronteiras nacionais), maiores as possibilidades de expropriação por parte do governo, com isso ele até “facilita” para empresa de fora entrar e compra, e dificulta para nós aqui dentro. Prova disso é a dificuldades de pequenos empresários começarem por causa de burocracia, altos impostos, etc. Bom, fica a dica, apenas para não ficar algo assim tão superficial como o “capitalismo é o vilão”. Se tivéssemos um pouco mais de incentivo, talvez até pudéssemos mudar a ideia que o produto de fora é melhor. Certamente essa mascara cairia mais cedo ou mais tarde.

    Abração!

    • Pois é, Cesar, privatizações e interferências governamentais na economia sempre renderam muita polêmica e discussão e a gente vê uma infinidade de pontos de vista. Seria possível gravarmos um podcast de muitas horas sobre esse tema, não é verdade? Mais uma vez, é isso mesmo que queremos: levantar questionamentos e conhecermos posicionamentos diferentes sobre o mesmo assunto.

      • Cesar

        Com certeza um ótimo tema.. e vai dar muito pano pra manga e gente se matando para todos os lados, falou em política e religião, já viu.. ahaha. grande abraço . aguardo o próximo cast

  • Hyeona Kim

    Bom dia! Meu nome é Hyeona Kim vivo em Angola e conheci o vosso podcast através de amiga Portuguesa. Eu gosto de vossos assuntos e é brilhante quando oiço juntamente o português do brasil e o português de portugal. Vós acabaste com monotonia em meu trabalho, ele se tornou bem mais animado, pena ser um por mês apenas. Continuem com bom trabalho e como dizemos em crioulo “É sim prope kim tá qrê!” que é o mesmo “é isso que nós queremos”. Beijo para todos e especial para o Pedro português que amo ouvir aquela sotaque de portugal.
    Hyeona Kim, 29, Cabinda, Angola

    • Ficamos muito felizes em saber que nos ouvem na África Lusófona, Hyeona. Pois nos recomende para outros amigos angolanos para que possamos aumentar nosso alcance em todo o mundo falante de português. Obrigado.

  • jonh reis

    Para o desgosto do Randal, mas, talvez, para o interesse de outros, deixo o link de mais de 150 filmes brasileiros hospedados no youtube:
    http://goo.gl/8arf8v
    Abraço de longe a Sacutti
    Parabéns pelo podcast e vida longa a porteira!!!
    Ouro Preto – MG

    • Obrigado Jonh, estava procurando algo assim, sou apaixonado por filmes nacionais.

    • Que belo material pro post, John. Apesar de eu declaradamente não curtir, sei de muita gente que gosta de cinema brasileiro e que vão gostar desse link. Obrigado pelo material para expandirmos o assunto.

  • Árido Movie
    Abril Despedaçado
    Quase dois Irmãos
    O Homem Que Copiava
    O que é Isso, Companheiro?
    Estômago

    Grupo Severiano Ribeiro, obrigado por ajudar na divulgação do cinema nacional desde sempre! #SóQueNUNCA

    PORRA RANDAL, TOMA VERGONHA CARA!!! HAUhauHAuhU

    • Esses filmes estão na minha lista dos “filmes que assistirei um dia”. Já ouvi falar muito bem deles todos. Deixarei meu preconceito de lado e os verei.

  • Marcelo

    Randal e Sacutti conheci o podcast recentemente e já ouvi 4 episódios seguidos, além de recomendar para dois amigos que também gostam de podcast. Parabéns para vocês continuem mantendo a qualidade e naturalidade que o sucesso será cada vez maior. Abraços.

    • Se gostou desses quatro episódio já ouvidos, recomendo ouvir os anteriores. A pegada é parecida em todos, certamente você vai curtir. E obrigado por nos recomendar para seus amigos, pois isso é importantíssimo e essencial para o crescimento do NPC.

  • Meus parabéns pelo excelente pod Randal e Sacutti. E também pelos seus aniversários. Vocês são quem nos presenteiam com grandes temas, conteúdos, conhecimento e inteligência da equipe e dos convidados. Ouço dezenas de pods, mas quando há nova publicação aqui, é o primeiro que ouço e com maior alegria. Um abraço no Igor, admiro muito seu trabalho, e também ao Jadson que é meu conterrâneo.

    • Obrigado mesmo, Lucianno! Valeu mesmo por participar ativamente dos debates que os episódios geram.

  • Fala Randal! Muito interessante o debate. Legal também lembrar que foi um brasileiro o primeiro a inventar a máquina de escrever, e que nós também inventamos o avião, apesar de isso não ser totalmente creditado Brasil a fora. Já li artigos que dizem que Santos Dumont não estava muito preocupado em patentear sua invenção, e que ia divulgando os progressos pro público passo a passo, pedindo sugestões, e que o teor mais capitalista e individualista dos inventores americanos ajudaram pra estes terem a maior parte do crédito em grandes invenções. Outra coisa que escutei esses dias de um americano, é que eles passam pelo mesmo tipo de problemas que nós com relação a violência e afins, mas a grande diferença é a forma que eles americanos lidam com esses assuntos.

    • Santos Dumont foi o primeiro a utilizar algo parecido com “código aberto”, pois ele disponibilizava livremente seus registros a quem também tentava desenvolver um “veículo voador”. Mas faltou realmente um bloco com os inventores brasileiros. Obrigado pela observação.

  • Olá Randall e Sacutti

    Mais um podcast com qualidade impecável. Com ele o Na Porteira Cast pode ser também considerado uma outra jóia existente no Brasil.

    Alguns pontos abordados como orgulho nacional acredito que tenha sido confusão de interpretações.

    Um produto ter capital predominantemente estrangeiro, como a Imbev, não necessariamente seja PROPRIEDADE do país. Pois o lucro é dividido entre os acionaistas. E assim uma parte do capital, que é sim Brasileiro, fica com uma parte do lucro.

    No país existem muitos bons exemplos de que somos líderes, ou grande potência.

    Mas o foco de todos deveria ser nao somente enumerar no que somos líderes, e sim em subirmos no IDH.

    Um bom esforço para que sejamos melhores não somente em aspectos capitalistas e esportivos, e sim sociais. Como respeitar uns aos outros, seguir pequenas regras da sociedade, respeitar uma as outras.

    Neste aspecto, caso tenhamos um esforço real, seria a nossa maior goleada. Porque o que mais dói é além de perder de 7 em semifinal de copa do mundo é ter o conhecimento de que os alemães também investem em educação e saúde além de futebol.

    Um abraço a todos e parabéns pelo podcast de qualidade

    • Sanada a dúvida do Igor durante o podcast, Luciano. Muito obrigado!

  • William Gonçalves

    As séries Chaves e Chapolin originais podem não ter chegado em Portugal, mas o desenho animado do Chaves foi dublado em português europeu e ganhou o título de “O Xavier”.

    • E mais uma curiosidade: na América Latina inteira (menos no México), o desenho do “El Chavo del Ocho” é mais conhecido do que a série original.

  • Esqueceram de citar a publicidade. As empresas publicitárias brasileiras são as mais premiadas do mundo e nossos publicitários fazem campanhas lá pra fora também.

    Quanto ao cinema nacional, nosso problema (apesar de admitir que nosso cinema de entretenimento tem um roteiro bem fraco) é a distribuição e não a produção. Nos últimos 15 anos aproximadamente, são catalogados anualmente mais de 100 filmes produzidos no país. Destes, quantos você vê no cinema, em rede comercial?
    Como a maioria dos produtores nacionais é independente, seus filmes ficam de fora do circuito comercial, já que este é dominado pelas grandes distribuidoras.

    A Globo Filmes percebeu o filão e investiu em distribuição. Seus filmes não têm ambição autoral, pelo contrário, são totalmente comerciais e seguem à risca a receita do sucesso de bilheteria (no caso, a receita é baseada na produção televisiva, criada pela própria Globo: o Padrão Globo de Qualidade, iniciado láááá na década de 1970, com o qual o brasileiro está acostumado).
    Mas eu não vejo problema nisso. O cinema americano faz exatamente a mesma coisa. Mais de 90% dos filmes americanos que chegam aqui seguem a mesma receita de sempre e são tão clichê quanto os distribuídos pela Globo Filmes.

    Um detalhe importante: a Globo Filmes não produz quase nenhum dos filmes que vem com a sua marca. Na esmagadora maioria dos casos, seu trabalho é de puro lobby, já depois do filme pronto, às vésperas da estréia. Ela faz o trabalho de distribuição (em parceria com distribuidoras estrangeiras) e divulgação (enfia o filme no meio da novela, nos telejornais, em entrevistas no Fantástico, no Jô, da Fátima e até alguma inserção comercial nos intervalos da programação). Mas, repeito, não produz.

    Como eu disse, o problema é distribuição. Os bons filmes, aqueles que realmente merecem ser assistidos, não ganham espaço comercial e acabam ficando famosos só em festivais. E os filmes voltados ao entretenimento (O Homem do Futuro, por exemplo) ainda são vistos de maneira temerária, afinal, quem quer investir num filme que depende de efeitos visuais, quando se apenas algumas centenas de milhares de reais para investir? Lembrando que o filme mais caro da história do nosso cinema foi Tropa de Elite, com apenas 1 milhão de reais (enquanto um filme mediano norte-americano, com efeitos razoáveis, não sai por menos de 50 milhões).

    Outro adendo: O Auto da Compadecida não é um filme, mas uma minissérie. Foi produzido pelo núcleo Guel Arraes da Rede Globo como uma microssérie de 3 capítulos e exibido pela emissora em 1999. O filme nada mais é que a série com alguns pedaços a menos e foi lançado nos cinemas em 2000.

    Quanto ao cinema nacional só mostrar violência e quanto a isso ser ruim para a imagem do Brasil, eu discordo totalmente. Acho que você está vendo os filmes errados. E também está se esquecendo que o cinema americano faz a mesma coisa. Pra citar exemplos leves, eu sugiro que você assista “A Outra História Americana”, “Crash”, “Tiros em Columbine” (esse é um documentário) ou mesmo a comédia “Borat”. Esses filmes denunciam o racismo, a pobreza, a violência, a corrupção e os preconceitos dos americanos. São filmes famosos e recentes (com exceção do primeiro, que é um pouquinho mais antigo). A crítica existe em qualquer lugar e o cinema é o melhor meio de se promovê-la!
    Mas, como eu disse, as distribuidoras de cinema são todas estrangeiras. Ou seja, por melhor que sejam os filmes nacionais, são essas distribuidoras que aqui atuam que escolhem quais serão comercializados e exportados e quais não.

    Meu Deus, esse comentário ficou enorme!

    Ia fazer elogios sobre várias coisas que não sabia e aprendi nesse cast, mas em resumo: ficou ótimo! Parabéns! Um dos melhores NPC que ouvi até hoje!

    • Muito bem lembrado sobre a qualidade da publicidade brasileira. Quem sabe esse tópico pode ser discutido em uma parte 2 desse podcast?
      E não sabia todos esses detalhes sobre a distribuição das produções cinematográficas nacionais. Mas eu continuo a afirmar que um dos maiores problemas do cinema brasileiros é o “padrão Globo de FALTA de qualidade”. A empresa acha que o país inteiro é composto por debilóides e despeja essas produções ridículas.
      Acho que fui muito generalista ao dar minha opinião sobre o cinema nacional no podcast. Reafirmo que eu acho uma porcaria sim, mas há alguns (e bem poucos) filmes que gostei. Gostei muito do citado “O Homem do Futuro”, apesar de ser distribuído por essa empresa que citamos e a história nitidamente ser baseada em outras produções estrangeiras. E adorei também “Faroeste Caboclo”, tão criticado por muito; tive o prazer de assisti-lo no cinema.

  • E uma dica que não foi citada nem no programa e nem nos comentários, mas que eu gosto muito: “O Homem do Ano”, com Murilo Benício.

    • Tem Dois Filhos de Francisco também!!!

  • Lucas Conrado
    25 anos
    Jornalista e podcaster do http://www.papodiminero.com
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    Olá, pessoal, tudo bem?
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    Vamos lá, ao queijo mineiro.
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    Como o Igor destacou bem, queijos feitos com leite cru – sem serem pasteurizados – são muito tradicionais em Minas. Além do queijo do serro, há também o queijo araxá e o canastra, feitos da mesma forma. Por causa de uma lei federal de 1952, esses tipos de queijo não podem ser vendidos fora do estado de origem.
    .
    Algo totalmente sem sentido. Se você for a Belo Horizonte, que fica a uns 200 quilômetros da região produtora do queijo canastra, você encontra o queijo facilmente. Já em Franca, que fica a uns 40km, não. Ainda assim, uma grande parcela do queijo canastra (e acredito que outros tipos também), era contrabandeada para a capital paulista, onde era utilizado na fabricação de pão de queijo. Se o produto fosse vendido puro, daria problema para as lojas.
    .
    Mas, depois de décadas de luta de produtores, restaurantes de fora de Minas e mesmo do governo mineiro, a proibição caiu. No primeiro semestre de 2013, foi aprovada uma lei, portaria, sei lá, que permite a venda dos queijos de leite cru fora de Minas (e de outros estados produtores, como a Bahia). Os produtores passam por treinamento e as fabricantes por uma certificação sanitária. Só assim, podem exportar o queijo.
    .
    E vocês devem estar se perguntando: por que não fazem queijo canastra/serro/araxá em São Paulo? Porque se você fizer um queijo igualzinho se faz em Minas, ele sai com gosto, cor, cheiro diferentes. Isso porque o ar desses locais faz muita diferença. Na Serra da Canastra, o ar tem temperatura, umidade e até bactérias que não existe em outros lugares. São essas características que dão a cor, cheiro e gosto ao queijo.
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    Me empolguei no comentário, mas é porque escrevi uma matéria sobre isso, para o Globo Ecologia (http://redeglobo.globo.com/globoecologia/noticia/2013/04/conheca-o-tradicional-queijo-canastra.html).
    .
    Ah, e há um documentário chamado “O Mineiro e o Queijo” que aborda esse tema! Também preciso assistir!
    .
    Grande abraço a todos e desculpa o comentário gigantesco!

    • Da série “Curiosidades sobre o queijo de Minas”. Brincadeiras a parte ele é, sem dúvida, um dos principais produtos nacionais manufaturados, cujo principal produtor é Minas Gerais.
      Quanto ao tamanho do comentário, não se tenha vergonha não; “desce a letra” aí e amplie o assunto nos comentários!

  • cael

    Caras, conheci o cast de vocês recentemente através do iTunes e já recomendei para amigos, excelente conteúdo, parabéns!

    Estou agora baixando os mais antigos.

    Abraços!

    • Pois continue a ouvir e nos recomende para quem curte a mídia. Se gostou desse episódio, garanto que as edições mais antigas também vão te agradar. Comece de trás pra frente.

  • Erick Campos

    Mais uma ótima escolha de assunto.

    Eu nao me identifiquei direito da outra vez, mas sou de Timóteo-MG e sou Eng Mecanico.

    O portuga já comentou em outro podcast uma idéia que faz toda diferença pra um país: a valorização nacional.

    Sincermante me deixa triste que no Brasil não tenhamos esse lema de “O que é Brasileiro, é bom”. Isso revela nossa desunião como povo.

    No dia que esse egocentrismo, que vem a tona toda vez que alguém diz “esse é o Brasil” sem nunca ter contribuido com o próximo ou com o país, desaparecer nós seremos um grande país.

    Acho que as pessoas tem uma idéia preguiçosa de que esforço pra ver o país ir pra frente é algo que o tal “alguem” vai fazer e por isso podem cruzar os braços e assistir novela.

    Continuem com o bom trabalho. Até a próxima.

    • Pois é, Erick, eu acho que devemos saber exaltar nossos acertos e melhorar naquilo onde não somos bons ainda, não é verdade? Mas realmente, o “complexo de vira-latas” é mais forte por aqui. E a gente percebe que muita, muita gente mesmo cria uma verdadeira “campanha” contra tudo que é nacional.
      A gente tem muito em que melhorar em muitos aspectos sim; mas há de se convir que somos referencia em muitas outras.

  • Homero Luz

    Muito bom o cast fez uma viagem extremamente perigosa de carro ficar divertida, mas uma curiosidade o Brasil era um dos países onde se compensava um cheque mais rapidamente na década de 80, por causa da super inflação os bancos se obrigaram a investir em tecnologia para não perder dinheiro, nessa época o brasil era referencia mundial nesse ramo de automação bancaria, hoje já não é mais, irônico com a estabilidade econômica esse setor perdeu espaço

    • Muito interessante esse fato, Homero, eu nunca tinha ouvido falar nisso! E obrigado também pelo e-mail.

  • Elder Alcântara

    Olá Randal e Sacuti, sou fã de vocês a algum tempo. Sou mecânico de aeronaves e a partir do episódio sobre aviação virei fã de vocês, virei fã, fiz a maratona dos episodios antigos e desde então tenho ouvido todos os episódios, parabéns pelo trabalho em especial nesse ultimo episódio exaltando pouco da nossa cultura que muitas vezes passa despercebido e até desvalorizado. Muito bom trabalho.

    • Não me lembro de comentários anteriores seus, Elder. Poxa, já ouve a gente faz um certo tempo, hein? Obrigado e continue a nos ouvir.

  • Olá pessoal, tudo bom?

    O que posso dizer? Memorável! Este episódio foi incrível, vocês demonstraram coisas excelentes que temos no nosso país e ninguém da bola. Parabéns mesmo, muito bom!

    Engraçado como tem empresas que compram outras em uma velocidade terrível. Agora que tenho trabalhado com empresas grandes e reparado nestas marcas (Procter, Unilever, por exemplo), eu vejo como isso é um absurdo sem tamanho.

    Valeu como sempre, abraços!

    • Infelizmente, a compra das empresas nacionais por grandes conglomerados multinacionais é algo irreversível, Gudima. A gente não comentou no podcast, mas mesmo no exterior esse fenômeno já acontece.

      • Pois é. Parece aqueles futuros apocalíticos que as grandes corporações irão dominar o mundo. E infelizmente isso acontece cada vez mais…

  • Geison Queiroz

    Olá Randal, primeiramente agradeço sua dedicação e empenho na elaboração deste podcast. Há uma relação curiosa entre criatividade e falta de recurso que faz com que nossos profissionais tornam-se diferentes frente aos Americanos e Europeus entretanto ainda temos dificuldade de canalizarmos este potencial todo para o bem da coletividade. Parabéns pelo programa! Abraços.

    • Temos bons profissionais sim, Geison, isso é fato. Talvez falte incentivo, organização e até audácia de alguns empreendedores ou até mesmo cidadãos comuns para que todo o potencial nacional seja realmente demonstrado.

  • Como sempre o programa ficou excelente.
    É uma pena que a gente não dê tanto valor para os produtos, coisas brasileiras, mas isso é muito cultural. Eu quando compro alguma coisa sempre dou a mesma prioridade e importância para os nacionais, mas é só ir na loja e pedir um produto qualquer que o vendedor fale “O importado é melhor’ que a gente acaba ficando na dúvida, arrisco com o nacional ou garanto com o importado? Daí pra não ficar jogando dinheiro fora a gente acaba pegando muitas vezes o produto importado mesmo, principalmente quando se trata de medicação.
    Continuem o ótimo trabalho, valeu pessoal, abraço.

    • Pelo menos na minha opinião, Leo, não existe nenhum problema em comprar produtos importados, pois muitos são realmente melhores e ponto. Mas há sim muita coisa produzida aqui de muitíssima qualidade, como citamos no podcast. E devemos ter cuidado com essa história de “importado”, pois muitos são feitos na China e de qualidade inferior. Não que a indústria chinesa só tenha porcaria – na verdade, praticamente todos os eletrônicos que compramos são fabricados lá e montados em outros lugares – mas há sim muita porcaria que mandam pra cá.

  • Olha eu!

    Na Porteira top 10 relevância como sempre! Primeiro, muito orgulho do Jadson quando vem falar sério, matuto rules! Sobre a ciência no Brasil, ela tem sido feita em alto nível, e vem melhorado em muitos aspectos nos últimos anos, a burocracia piorou, o que é ruim, mas estamos progredindo. Odeiem ou não o governo do PT nosso ex presidente “analfabeto” foi quem mais criou Universidades até hoje no País. E a nossa atual “Presidenta” tem investido muito no ensino superior, Ciência sem Fronteira é um exemplo.
    Mas eu vim aqui especificamente pra mentar sobre NAcionalismo. Me considero patriota, adoro o Brasil, acho que é um país rico em tantos aspectos e me orgulho muito de ser brasileiro. Não me impede de ver o sem número de problemas que possuímos por aqui. Entretanto o Nacionalismo é um problema. Respeito a postura do Igor por exemplo, que tende a utilizar os produtos de origem brasileira quando possível. Mas, sendo biólogo, meu pensamento evolucionista (vide NPC 46) me permite viver tranquilamente utilizando produtos estrangeiros quando eles realmente trazem benefícios além do que os nacionais permitem. Não trocaria um MacBook air por um Notebook Positivo por exemplo. E eu não sou uma pessoa capitalista, antes que me acusem disso. Eu sou uma pessoa prática acho que devemos utilizar os produtos que nos agradem, ou que estejam ao alcance do bolso. Ou seja, utilizar o que tiver melhor custo benefício pra vc. Afinal bem que eu queria um Iphone, mas o preço não vale a pena, tem telefones que oferecem as mesmas funções, ou similares, que são bem mais baratos. Ok, fugi demais, voltemos ao Nacionalismo. Eu acho que o dito pensamento Nacionalista é apenas um reflexo de um sentimento muito mais primitivo, que é o de ter mais empatia pelo semelhante. Ou seja quanto mais próximo mais importante. Instinto de sobrevivência. O que quero dizer é o seguinte. Esse sentimento básico é que permite que aconteça guerras e massacres como os que estamos vendo a dezenas de anos na faixa de Gaza. E também as incontáveis guerras promovidas ao longo dos anos de semelhante por semelhante, baseada numa falsa noção de que por que fulano não fala a mesma lingua que eu, ou não tem a mesma etnia que eu, ou mesma origem, faz com que ele seja pior que eu. Ou que isso justifique que eu o destrua. O Nacionalismo, pra mim é uma faca de dois gumes. Faz muito tempo reflito sobre isso, e faltava um espaço pra discussão do assunto. O tema do programa não foi exatamente esse, mas tem muitos aspectos que o envolvem. Se a sociedade Humana visse os méritos daqueles que são diferentes, ao invés de focar nos seus problemas ou diferenças, seriamos muito melhores. Talvez não tivéssemos avançado tanto tecnologicamente, mas acredito que os avanços sociais seriam melhores. Mas de novo, não sei se estamos biologicamente preparados pra isso ainda.

    Espero que não tenha viajado demais, mas queria compartilhar esse meu ponto de vista.

    Forte abraço! E continuarei ouvindo o NPC por que é um dos melhores podcasts que temos por aí. Abraço Randal e Sacutti!

    • Não há como negar que o nacionalismo tem dois lados, Marteleto. Com certeza, quando cultuado como uma verdadeira religião, pode gerar fortes atritos. Porém, acredito que devemos valorizar sim o que é nosso, principalmente os nossos destaques. Quanto àqueles que produzimos que não tem tanta qualidade assim, devemos sempre tentar melhorar e nos tornar tão bons quanto nossos concorrentes estrangeiros.
      Quanto ao tamanho do comentário, não se acanhe. Se achar necessário escrever uma tese de doutorado nesse espaço, não há nenhuma restrição. Muito pelo contrário, o podcast continua mesmo depois do seu fim e a discussão é fomentada.

  • Pingback: Brasileiros Incríveis()

  • paffy

    Randal… aqui na Espanha vende muitas coisas do Brasil, mas isso é pq os Latinos montam suas mercearias “por assim dizer” e traz produtos de toda suldamerica para vender aos imigrantes que vem para cá… na questao de cultura quando se fala em Brasil o primeiro que vem na cabeça dos espanhois é samba e futebol e se estranham quando digo que o forro e suas variantes sao mais populares que o samba. Na parte musical depende muito para quem vc faz a pergunta, pq se vc pergunta a um jovem ele vai dizer em seguida ( ai se eu te pego, ai, ai se eu te pego) mas se vc pergunta a um mais velho ele seguramente dirá Bossa nova, caetano, gilberto gil, roberto carlos e Astrud Gilberto… “obs: Carlinhos Brown ainda é mais conhecido que michel telo por aqui…. é vergonhoso tambem que quase todos espanhois conhecem Paulo Coelho mas nao sabe que é brasileiro. Na questao de filmes e novelas aqui ta passando sim Avenida brasil mas ja passou a casa das 7 mulheres, rainha da sucata e outras, CIDADE DE DEUS é praticamente o que é curtindo a vida a doidado para nós… ou seja todo mundo ja assistiu e todo mundo fala dele quando sabe que tu é brasileiro… eu fui na fuculdade de audio visual daki e os filmes que estavam la na vitrini como exemplo de montagem…. pasmem !!! eram cidade de deus e central do brasil. um forte abraço continue assim e desculpe a escrita to meio desconcentrado ouvindo o podcast e tentando escrever ao mesmo tempo hehehehe

    • Não sabia que a Espanha recebia tanta cultura brasileira. E fiquei mais pasmo ainda ao saber que Carlinhos Brown é conhecido por aí. Só uma pergunta: eles imaginam que Paulo Coelho é de qual país?

  • Ótimo incentivo pessoal! No país em que moro, no RS, valorizamos muito a nossa pátria. hahahahah Brincadeiras a parte, interessante notar como várias empresas nacionais se vendem para outros países. Qual seria a motivação? Exportação?
    Vivo em uma região vitivinicultora (minha cidade é a capital do Vinho, inclusive), então muitos produtos relacionados a Uva são fabricado aqui. Então vinícolas, a própria Suvalan (que faz vários tipos de sucos), são tudo daqui. Pelo menos é o que eu acredito.
    Bom, obrigado pela boa informação.

    Abraço
    EddieTheDrummer (PADD)

  • Karla Michelle Braga

    Randall,
    Adorei o podcast, o tema, o convidados… tudo.
    Só queria fazer um adendo. Classificar os filmes produzidos no Brasil meramente como “nacionais” é uma imprecisão. Os filmes produzidos no Brasil, ou nacionais, podem ser de comédia, ação, aventura, drama, biografia, terror, etc. Concordo que existe muita comédia pastelão e filmes de qualidade duvidosa, mas há muitos filmes excelentes. Aliás, os Estados Unidos nos entopem de filmes pastelão e não vejo críticas tão ferrenhas quanto a isso. Assista O Lobo atrás da Porta, Olga, Bicho de Sete Cabeças, Central do Brasil, O Auto da Compadecida, Lisbela e o Prisioneiro, Estômago… há tantos filmes interessantes! Sem contas excelentes curta-metragens que produzimos.
    Espero que vc mude de opinião ao ve-los com coração aberto. Deixa o preconceito de lado e tenta! 🙂 Creio que vc vai gostar desses ou pelo menos de alguns deles.
    Bjs
    Karla