NPC 29 – Acidentes Aéreos

Randal Bergamasco 30 de julho de 2013 45
NPC 29 – Acidentes Aéreos

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Mayday, Mayday! Aperte os cintos e não saia dos seus lugares! No programa de hoje, Randal Bergamasco e Alexandre Sacutti têm a bordo o estudante de Ciências Aeronáuticas e quase piloto Gabriel Toledano (Aerocast Brasil) e o supervisor em manutençao de aeronaves e blogueiro Lito Sousa (@avioesemusicas) e falam sobre ACIDENTES AÉREOS! Você sabe a diferença entre incidente e acidente? E quais foram as maiores tragédias envolvendo aviões no Brasil e no mundo? Nesta edição, entenda como os acidentes ajudam no desenvolvimento da aviação; conheça em quais momentos o voo tem mais riscos de ocorrer um acidente; descubra por que o transporte aéreo é um dos meios de transporte mais seguros. Você tem medo de viajar de avião? Descubra qual integrante do Na Porteira Cast tem pânico de voar. Venha desbravar novos ares nesse podcast super informativo e amplie seus conhecimentos sobre o assunto.

:-: NÃO QUER OUVIR A LEITURA DE E-MAILS? :-:
– Caso não queira ouvir o “Correio da Roça”, pule para 15 min. 10 sec.

:-: SITES DOS CONVIDADOS: :-:
– Aerocast Brasil – Podcast do Gabriel Toledano
– Aviões e Músicas – Blog do Lito Sousa

:-: COMENTADO NESTE EPISÓDIO: :-:
– NPC 10 – Nas asas da aviação
– Mayday! Desastres aéreos (Série da National Geografic)
– Os 10 piores acidentes aéreos do mundo (IG)
Veja como aconteceu o acidente com o avião da Gol – voo 1907 (Portal G1)
– Como foi o acidente em Congonhas – Voo 3054 da TAM (Portal Terra)
– Veja em infográfico os últimos minutos do voo AF 447 (Uol Notícias)
– Como funciona o reversor de um motor a jato (Aviões e Músicas)
– Causas de acidentes fatais por década (Site Plane Crash Info, em inglês)
– O que é Fly-by-Wire? Explicação para leigos (Aviões e Músicas)
– Avião caindo em teste (YouTube)
– Acidente aéreo: site lista dicas para aumentar chances de sobreviver (Portal Terra)
O baixo número de vítimas no acidente com o Boeing 777 da Asiana é um tributo à engenharia (Aviões e Músicas)

:-: PRÓXIMO NA PORTEIRA CAST: :-:
– Previsão da publicação do próximo episódio: 20 de agosto de 2013.

  • Mais um podcast sobre aviação! o/
    Baixando pra ir ouvindo amanhã na ida pro trabalho! =)

  • 24 Anos
    Jornalista e podcaster do Papo di Minero
    Rio de Janeiro
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    Fala pessoal, beleza? Ouvi o programa agora de manhã, enquanto me arrumava e vinha para o trabalho e, pra variar só um pouquinho, está excelente!
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    Adoro aviação e sempre que abordam algo relacionado a ela, ouço com muito prazer. Agora, posso defender a classe jornalística um pouquinho? Vocês disseram que os jornalistas distorcem muita coisa. Sim, distorcem, isso é inegável. Mas, quando o cara não é oportunista, a gente distorce sem querer. Não é por mal.
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    Acontece que, especialmente na mídia mais generalista, não temos uma formação especializada em aviação, ou ciência, ou algo específico assim.
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    Além de não ter essa especialização, ele deve lidar com prazos e espaços muito curtos, não existe tempo para ele fazer o aprofundamento necessário para que possa entender e transmitir essas informações.
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    A questão do espaço também é muito importante. Trabalhei numa revista científica onde a gente prezava pela exatidão. Tanto que, depois que a matéria estava pronta, enviávamos para um cientista ler e corrigir eventuais falhas, coisa rara no jornalismo hoje em dia. Mas tinhamos a restrição do espaço. Às vezes, o conceito para se entender era muito complexo, e tínhamos que nos virar para encaixar num espaço limitadíssimo.
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    Isso é muito ruim, eu sei. A função do jornalismo é (ou deveria ser, como vimos na cobertura dos protestos) fazer a análise mais imparcial e profunda possível. Mas, com o modelo que temos de comunicação, é muito difícil.
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    Agora, partindo pro lado da aviação. Parei na hora que vocês falavam em turbulência. Engraçado, não peguei turbulência indo pra Argentina. Muito menos sobrevoando a Cordilheira dos Andes. Agora, das duas vezes que pousei em Belo Horizonte, parecia que eu estava em cima de um cavalo descontrolado…

    • Muitíssimo obrigado por apresentar aqui o “lado jornalista” do assunto! É inegavel que a falta de conhecimento sobre o tema – que diga-se de passagem, é bastante complexo – e, principalmente, o espaço limitado para apresentar a notícia influencia na qualidade ou até mesmo na imparcialidade da mesma.

  • Parabéns pelo cast…. moro em BH e faço o trajeto SP-MG quase toda semana… e de fato tem muito “quebra molas” nesse trajeto…sempre quando tem essas turbulências coloco o volume da musica no máximo fecho os olhos e espero um final de vida glorioso…ou não. Abraços e obrigado.

    • Como nossos especialistas disseram, a turbulência é um evento normal durante o voo. Porém, assim como você relatou, também tenho medo. Já parei de assitir um filme no meio por causa de um balanço desses, pois eu não consigo me concentrar. É algo que nunca me acostumo.

  • O “Mayday! Desastres Aéreos” é uma ´serie do National Geographic, a série do Discovery é o “Catástrofes Aéreas”. As dramatizações e detalhamentos são bem melhores no Mayday.
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    Há, eu vi você colocando Learning to Fly do Pink Floyd na trilha. Me gusta mucho.
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    Eu também tenho medo de voar de avião. Sei que acidentes terrestres ocorrem em quantidade absurdamente maior mas a violência da morte num acidente aéreo é muito maior. É isso que me assusta. Mas vou confessar que fiquei mais tranquilo com as dicas dos profissionais.
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    P.S: “Eu quase pedi um para-quedas pra pular do avião” foi ótima, ri muito.

    • Obrigado pela correção a respeito dos programas citados no programa, Thiago.
      Quanto a medo de voar, você realmente vai saber o que sente a respeito quando viajar pela primeira vez. Apesar de eu ter feito já várias viagens, no meu caso é fobia mesmo, é quase como uma doença. Vale conferir se você também não tem o mesmo problema que tenho.

  • Assim como o Randal (sem trocadilhos) eu também tinha medo de avião mas depois que fiz Navegantes-SC a Congonhas-SP em 40 minutos nunca mais quero saber de onibus para viajar, caramba é muito mais rápido e mais confortável, acho que vale a pena correr o “perigo”.
    O programa ficou excelente galera, os especialistas mandaram muito bem na explicação dos aviões e dos acidentes que infelizmente como explicado são um mal necessário.
    Se eles estiverem acompanhando os comentários eu queria saber se aquela cena inicial do filme “O Voo” é possível na “vida real” de se fazer com um avião, porque vendo no filme pareceu uma coisa muito McGyver de se fazer.

    Grande episódio pessoal, mandaram muito bem como sempre! Valeu e precisando estamos aí!!! Abraço

    • Pois é, Léo. No meu caso, nunca me arriscaria a ir São Paulo – Buenos Aires, São Paulo – Montevidéu e São Paulo – Santiago de ônibus! Caso necessário, eu viajo; mas se pudesse ir num transporte terrestre, eu iria. Como disse no cast e também em comentários anteriores, no meu caso, é fobia de voar.
      Não assisti “O Voo”; assim, não posso opinar sobre a cena está falando. Aliás, é um dos filmes que estão na minha “fila” pra assistir.

    • Oi Léo,

      Cara, a resposta curta para sua pergunta é “sim”. Porém, assim como no MythBusters, a resposta mais adequada é “plausível”, pois na prática, é possível sim fazer o que eles fizeram, porém é muito difícil, beirando o impossível que uma tripulação consiga MANTER-SE em vôo invertido durante aquele tanto de tempo, a baixa altitude. O tamanho das superfícies de comando influenciam diretamente no quão rápido a aeronave consegue girar e no caso do avião do filme as superfícies são pequenas. Ainda assim, quando eles mudaram para vôo manual (atuação dos comandos sem auxílio hidráulico) a força necessária para segurar o avião é brutal, e na cena aparece o Denzel Washington com o braço apoiado na janela durante a manobra conhecida como Tonneau. Enfim… É plausível. =)

    • Ainda sobre o assunto, você comentou sobre a manobra ser possivel somente para o McGyver, sugiro FORTEMENTE a leitura do livro “Caixa Preta” do Ivan Santanna, onde ele conta com riqueza de detalhes, 3 acidentes famosos da aviação brasileira: Fokker 100 em Congonhas, Varig 273 em Orly e o caso do 737 da Vasp que foi sequestrado e o comandante daquele vôo fez manobras acrobáticas para desnortear o sequestrador (com sucesso). Ele fez justamente essa manobra chamada Tonneau, e como se não bastasse, ainda fez uma manobra chamada Parafuso, onde a aeronave deixa de voar e CAI girando em seu próprio eixo (manobra similar pode ser encontrada no filme Top Gun após o avião do Maverick pegar uma corrente de ar do avião do Iceman, resultando na morte do Goose). Corre a lenda que ambas as manobras foram reproduzidas exaustivamente sem sucesso pelos pilotos de teste da Boeing em simuladores de vôo. O Cmte Murilo recebeu o troféu Destaque Aeronauta em 2001 por ter salvo todas aquelas pessoas. Pra quem quiser ver um pouco mais: https://www.youtube.com/watch?v=R5YvJYoSWxQ

      • Pois é, a manobra é plausível mas que no filme fica um gostinho de que seria muito difícil na vida real isso fica.
        Mas obrigado pela explicação, abraço.

  • Márcio Kerecki

    Randal Bergamasco e Sacutti um grande abraço e parabéns pelos programas. Realmente uma prova que existe vida inteligente no interior. Sempre um prazer escutar vocês. Sucesso!

  • Randal, se for possível perguntar aos especialistas, pergunta sobre as pistas de pouso. Tenho mais medo de pousar em congonhas do que de viajar em si. Depois daquele acidente que falaram que a pista era pequena e pouco aderente me faz, se um dia for a SP, querer descer em Guarulhos apenas.

    • Olá Thiago.

      A respeito das pistas de pouso e decolagem de Congonhas, fique tranquilo, pois o tamanho dela não foi o fator determinante para o acidente do vôo 3054 ocorrer. Como falado no podcast, houveram muitos outros fatores que contribuíram. Fique tranquilo, pois a pista do Santos Dumont é menor do que a de Congonhas e ninguém se preocupa com o tamanho dela. Sim, pistas grandes contribuem para uma margem de segurança maior, porém não são determinantes, desde que não sejam menores do que os limites de performance de cada avião. Por exemplo, o A320 pode pousar no Santos Dumont, porém tem uma série de restrições de peso que devem ser cumpridas, inviabilizando a operação comercial com este tipo de aeronave, por isso que a TAM e a Avianca utilizam o A319 e A318 (ambos versões menores e mais leves).

      • Obrigado pelos esclarecimentos. Fico mais tranquilo.

    • Nerdanderthal

      Thiago, da próxima vez que for pousar em Congonhas, pede para saltar um ponto antes.

      • Se eu puder faço como Randal faria, pulo de para-quedas antes. 🙂

  • Luis Desenhista

    Parabéns pelo podcast.Pelo título imaginava apenas histórias sobre tragédias mas foi muito instrutivo e como sempre muito bem embasado. Continuem com o excelente trabalho, e parabéns também pela escolha dos convidados, que sempre dominam o assunto.

    • Quando escolhemos um tema, tentamos ser o mais abrangente possível sobre o assunto, Luis. E a participação de pessoas que entendem do assunto é ESSENCIAL em nosso programa.
      Obrigado pelos elogios e continue a nos ouvir.

  • Feedback do NPC 029.
    ——————————–

    Fala, amigos, tudo bem?

    Antes de ir ao comentário do e-mail em si, gostaria de elogiá-los. Vim parar por acaso no “Na Porteira Cast” (não lembro como), e simplesmente não consegui mais parar de ouvi-los. É impressionante a qualidade da edição de vocês, das pautas, dos convidados, trilhas sonoras e blocos.

    O “NPC” construiu uma identidade única, e talvez justamente por isso consiga se diferenciar de todos os demais na podosfera. É certo, ao menos para mim, que ao visitar o site de vocês irei encontrar temas inéditos (ou pouco debatidos) e sempre interessantes. Meus mais sinceros parabéns ao trabalho!

    Mas vamos ao que interessa…

    Meu nome é Marcelo Zaniolo, tenho 26 anos, nascido em Curitiba – PR e residente de Florianópolis – SC. Sou criador e host do LivroCast, além de viciado no formato podcasts em si (o que talvez enalteça ainda mais os elogios supracitados).

    O tema “Acidentes Aéreos” me chamou a atenção na mesma hora em que vi a publicação no Facebook. Por sorte, nunca sofri nenhum. Mas por coincidência conheci familiares tanto do acidente de 2006, da GOL, quanto do da TAM, em 2007, e acho “legal” compartilhar um pouco do que se passa com família das vítimas (até porque ao longo do episódio vocês expuseram muito bem o lado dos profissionais da área e da própria mídia)

    O fato de acidentes aéreos serem tão raros só faz aumentar a complexidade das famílias. É difícil acreditar o que aconteceu. E, uma vez que existe inquéritos na busca pelos reais motivos da catástrofe, sempre haverá uma posterior pressão por respostas.

    Por explicações do que porque aquilo aconteceu justamente naquele voo e com seu familiares, sabe?

    O mais triste dos dois, na minha opinião, ainda foi o de 2006. O avião da GOL caiu em uma região isolada, e além de todo o choque houve ainda uma árdua luta para a recuperação dos corpos das vítimas. Ou partes dos corpos… E a esperança e expectativa, por parte dos familiares, de verem seu ente querido enfim velado.

    Lembro que na oportunidade, inclusive, a mídia sensacionalista (internet, principalmente) bombardeava todos com fotos exclusivas do resgate dos corpos, e meus amigos tiveram que se blindar para não aumentar ainda mais a dor da perda.

    Poupo aqui detalhes, mas dentre as satisfações prestadas pela companhia constavam relatos de onde foram encontrados os corpos, a dificuldade para resgate e etc. Triste.

    O caso da TAM foi um pouco mais leve, mas ao menos em mim gerou um pavor enorme em relação a Congonhas. Vocês já passaram pela experiência de pousar por lá? O avião tem que praticamente frear no céu para parar por completo antes do final da pista, é assustador.

    Mas, nesse caso, o luto foi “apenas” pela perda e a já citada perplexidade frente a um acidente tão raro, nada mais a elencar.

    Gostaria ainda de elogiar os convidados e a conduta do episódio, e dizer que a imagem do avião pousado no rio Hudson é uma das mais impressionantes que vi na vida. De todo modo, o cast contribuiu para filtrar, se não o meu medo de altura, o de embarcar em aeronaves. E por isso já sou muito grato.

    Forte abraço e até o próximo episódio, amigos! o/

    Ps: sobre a “musica baixa” da edição, faço muito parecido no LivroCast e concordo com vocês. Mantenham o formato com o qual se sentirem mais a vontade, independente da vontade dos outros (sem, lógico, desprezar críticas ou sugestões dos ouvintes).

    • Conheci três pessoas que faleceram em um acidente aéreo, Marcelo. Uma delas, aliás, morava a dois quarteirões de casa. Eles morreram naquele acidente com o Fokker 100 da TAM, em 2006. Um dele foi meu professor de inglês. A cidade parou naquele momento.
      E valeu mesmo pelas palavras de incentivo. A gente fica mais motivado a continuar nosso trabalho.

  • Nerdanderthal

    Também perdi 2 entes familiares em acidentes aéreos: um primo com um “Teco-teco” fazendo pulverização em uma fazenda, e a conhecida atriz Leila Diniz em 1972 num acidente da Japan Airlines.

    Não sou daqueles de morrer de medo de avião, mas não consigo me sentir, digamos confortável durante uma turbulência. Por mais que acredite piamente no que os convidados disseram, meu caro Randal, turbulência é dose pra leão – o coração vem bater na boca e os colhões no queixo!!! ahahahah…

    Mais uma vez, parabéns pela escolha de temas inusitados e podcast de tão boa qualidade.

    Um adendo: acho que ouvi você dizendo o nome do meu ídolo do Blues, Steve Ray Vaugham, nas lista de celebridades que morreram em acidentes aéreos. De fato isso ocorreu, mas foi em um helicóptero, que aliás não foi incluído no cast, como outros tantos aparelhos voadores (asa-delta, ultra-leve, zepelins, balões).
    Sei que isso daria um podcast gigantesco, mas foi ótimo assim mesmo!

    • Corrigida informação sobre a morte do Steve Ray Vaughan. Obrigado!

  • Olá amigos, tudo bom?

    Excelente episódio, como sempre! Adorei as curiosidades técnicas e como sempre, vocês só chamam convidados excelentes. Parabéns novamente!

    Bom, confesso que já tive mais medo de avião, mas hoje em dia não sou tão encanado não. Viajava muito com os meus pais quando pequeno, na época em que se realmente comia e tinha conforto, diferente do padrão que temos hoje… Acho que andar de dirigível fez o meu medo diminuir (sim, eu andei naquele dirigível da Goodyear, baita medo…).

    Mas confesso que teve uma situação em que eu achei que ia dessa pra uma melhor… Voltando de Salvador em um voo da GOL, houve um clarão de todas as luzes do avião, como se desligasse a força e ligasse de novo… Isso logo depois da decolagem. Ninguém da tripulação comentou sobre o assunto, mas realmente senti bastante medo aquele dia. Esse é um ponto interessante que talvez seja interessante vocês retomarem com algum especialista caso retornem o assunto… Se acontecessem problemas graves durante o voo e a tripulação não comenta pra preservar a calma (tenho certeza que sim, mas era mais pra ouvir de um profissional mesmo).

    É isso, excelente como sempre amigos!

    Abraços!

    • Eu confesso que nunca pensei nisso Gudima. Só sei que se eu estivesse a bordo, certamente já teria desmaiado.

      • É Randal, foi tenso. Rs… Talvez se você estivesse lá, não seria uma boa mesmo. Rs…

    • Oi Igor,
      No caso de anunciar falhas e panes, depende muito da gravidade. Cito o exemplo do VARIG 254, que faria a rota Marabá – Belém e acabou caindo na floresta densa por falta de combustível após a tripulação “se perder” por omissão dos pilotos (não entrarei em detalhes da causa do acidente para não me alongar, pois só esse acidente daria um podcast inteiro). O fato é que eles se perderam e voaram por algumas horas sem saber onde estavam (acreditavam estar indo do ponto A para B, mas quando chegaram em “B”, não conseguiram encontrar o aeroporto). Durante todo o vôo, nenhum aviso foi dado aos passageiros justamente por não acharem que estavam perdidos. Só foi avisado que haveria um pouso forçado minutos antes do impacto, no exato momento em que o 2º motor apagou.

      Muitas vezes, os passageiros não precisam ser alertados de panes, pois os aviões tem sistemas redundantes que minimizam ou suprem a falha do sistema principal. Assim como nós andamos de taxi, onibus e metro, com falhas parciais (exemplos seriam a luz do alternador de um carro intermitente ou uma correia mal ajustada) todos os dias, a mesma coisa acontece com aviões e os passageiros nem se dão conta, pois existe um documento chamado M.E.L. (Minimum Equipment List) onde o fabricante autoriza o vôo a sair, mesmo com alguns sistemas em pane, desde que NÃO conste neste documento.

      Resumindo: relaxe, pois se você um dia for alertado que está acontecendo algum problema no avião, será para seu próprio bem e para deixar você um pouco menos preocupado, pois acompanhado do aviso, virá uma breve explicação dos procedimentos tomados e os planos para pousar o avião com o menor dano possível.

      • Oi Gabriel

        Obrigado pelas informações. Concordo com o que foi falado no episódio, realmente as pessoas que trabalham no transporte aéreo são muito bem treinadas, eu realmente não me preocupo quanto a procedimentos. Era mais curiosidade mesmo. 😉

  • Adorei o podcast, um tema bastante pertinente, mas que dá um cagaço do caramba nas turbulências dá viu, e saber que a maior parte do tempo o avião está no piloto automático não me fez bem não. Parabéns mais uma vez

  • Parabéns pelo cast, Randal, cheguei aqui por ser ouvinte do Aerocast, e o Gabriel Toledano este episódio sobre aviação. Gostei do programa e já baixei vários, abraço

    • Obrigado pela audiência, Carlos. Ouça os episódio anteriores e não deixe de expressar nos comentários sua opinião.

  • Olá, pessoal

    Esse é o primeiro podcast de vocês que ouço e gostei bastante! Já virei ouvinte certa pros próximos!

    Eu não tenho medo de voar de avião, mas também não consigo ficar confortável em uma turbulência… Mas, com certeza, acredito que seja muito mais seguro do que carro, ônibus, etc.

    Abraços!

    • Ouça os anteriores, Carolina. Se gostou desse, garanto que também vai curtir os outros. Valeu pela audiência!

  • Opaaaa, ouvi hoje! Caramba que tema fantástico. Vou ouvir o anterior sobre aviação.

    [ ]s

  • Estou Aqui comentando atrasado ( estou atrasado com o Na Porteira) e que episódio Fantástico. Com ótimas informações e com curiosidades Extraordinárias!
    Passei até pro meu pai ouvir ( ele vai adorar)

    Parabéns Randal e Sacutti!

  • Saudações pessoal. Eu sou Márcio Etiane mais um passageiro desconhecido e finalmente consegui perder o medo e ouvir os episódios sobre aviação.

    Assim como o Randal eu também tenho medo de voar. Mas nem sempre foi assim. Já vooei muito pelo Brasil de norte a sul e de leste a oeste e sempre gostei muito de voar e não tinhamedo alguma. Porém em um voo de São Paulo para Manaus que fez escala em Goiania, pela extinta VASP, o avião fez um pouso onde bateu com muita força no solo, ninguem se machucou e não houve danos à aeronave mas desde este dia fique com medo de voar. Algum tempo depois ocorreram os com os aviões da TAM e GOL 1907 e a partir daí toda vez que tenho que viajar de avião é aquela aflição.
    E para piorar ainda andei assistindo alguns episódios do MAYDAY desastres aereos no Discovery.
    Então toda vez que entre em um avião fico imaginando que alguma coisa de rui pode acontecer…
    Por mais que eu saiba que voar é seguro, que a tecnologia do voo torna o avião o meio de trasnporte mais seguro do mundo, ainda assim é difícil me convencer de que vai sair tudo bem – e sempre sai – mas a qualquer turbulência o medo se abate sobre mim.
    E foi por isso que at~e hoje eu não havia ouvido os episódios sobre aviação.
    Mas finalmente ontem tomei coragem e decidi ouvi-los no voo de Porto Alegre para São Paulo e do Rio para Vitória (pois de São Paulo ao Rio fui de ônibus)…
    Os episódios foram muito esclarecedores e ajudara a me convencer de que acidentes aeros são raros e são uma série de fatalidades.
    Eu que tenho uma visão “espiritual” da vida acabei me convencendo de que no caso de acidentes aereos se você tiver que morrer em um deles vai morrer ainda que esteja em solo, como ocorreu no caso dos aviões da TAM um em Guarulhos e outro em Congonhas onde pessoas que estavam em solo acabaram sendo vitimadas.
    Com isso fiquei pensando que o medo de morrer, principalmente em voo talvez seja reflexo de nosso apego à matéria.
    No meu caso especificamente fico pensando como ficariam meus filhos sem a minha presença e como eles ficariam desamparados.
    mas sobretudo fico pensando que seria muita sacanagem de Deus me chamar de volta para o mundo espiritual logo agora que estou passando em vário concursos daí começo a rezar e pedir a Deus que pelo menos me deixe sentir o gostinho de tomar posse no cargo e receber pelo menos o primeiro salário rsrsrs….
    Minha conclusão foi a seguinte: em se tratando de vida e de morte e somando-se a isso os acidentes a aereos e a improbabilidade estatística de que eles ocorram agora procuro pensar no sentido de que se isso acontecer é porque minha jornada aqui neste plano de existência atingiu seu objetivo, quase como se eu tivesse sido aprovado no grande concurso público que é vida e agora fosse exercer outra função em algum outro lugar do universo.
    Mas seja como for nesse caso eu só gostaria de perder a consciência logo de imediato como deve ter acontecido com os passageiros do Voo 1907 da GOL, segundo o que afirmam os especialistas.

    Um grande abraço.

  • Rafael Taira
  • Rubens

    Boa madrugada Randal e Sacuti..as dores nas costas me fez ouvir o na porteira de madrugada
    Gostei demais e seus convidados foram bem selecionado mais uma vez..na.minha maratona de ouvir todos os na porteira nao teve um Convidado que nao soubesse o que estão falando.
    Sobre os programas da discovery sobre desastres aéreo assisti todos e assisti TB um seriado chamado missão avião (passa no discovery turbo) aonde agentes de financeiras pegam aviões escondidos de seus dodos que nao pagou pelo mesmo e o que acho interessante é que eles mas se preocupa em fazer a revisão e os registros se manutenção do que o próprio resgate do aviao.. Isso mostra o tamanho que é importante a segurança desses.meios de transporte. Obrigado por estar aumentando meus conhecimentos a cada dia nesse wikicast kkkkk

  • Baixando esse episódio para ouvir no voo que farei para São Paulo daqui a pouco.